Pink About It

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11 de outubro de 2012

NY Fashion Week, nosso “resumão” após a sinapse

A semana de moda de Nova York, uma das quatro principais do mundo, é conhecida por apresentar uma moda altamente usável e desejável. Isso quer dizer que, com algumas exceções, as marcas que desfilam na cidade não são grande lançadoras de tendências, mas mostram coleções boas de assistir e que podem sair diretamente da passarela para as ruas.

Abaixo, fizemos um resumo com os principais destaques da temporada primavera/verão 2013:
O estilo: impossível falar de um só estilo em comum entre tantos desfiles, mas podemos perceber algumas tendências principais. O estilo esportivo costuma ser recorrente entre as apresentações da semana de moda de Nova York, e nessa temporada não foi diferente. Rag & Bone, Helmut Lang e Lacoste estão entre as marcas que apostaram nessa tendência. Outras marcas, como Jill Stuart, Jenny Packham e Marc Jacobs, optaram por um estilo retrô, com ares de anos 50, mais ladylike, e 60, mais futurista. As imagens são dos desfiles de Helmut Lang, Jill Stuart e Jenny Packham.

O tecido: não é exatamente um tecido, mas o couro se tornou um dos materiais preferidos dos estilistas em suas coleções de verão, superando o estigma de que só poderia ser usado no inverno. Para tirar o aspecto pesado, a maioria das marcas optou por utilizá-lo com tecidos leves e transparentes. Abaixo, modelos de Jason Wu, BCBG Max Azria e Reed Krakoff.

A cor: o branco reinou absoluto na maioria das passarelas de Nova York, mas, tratando-se de verão, um pouco de cor é sempre bem vindo. O azul e o verde – juntos, de preferência – e o laranja cumpriram o papel de alegrar a estação. Imagens de Victoria Beckham, Proenza Schouler e Narciso Rodriguez.

O look: o terno branco, que se tornou uma verdadeira obsessão para mim, tem tudo a ver com as noites de verão. Aqui ele aparece em três versões: mais moderno, da Calvin Klein; clássico e elegante, da Oscar de la Renta; e despojado, da Tommy Hilfiger.

A silhueta: as décadas de 50 e 60 voltam a aparecer por aqui, definindo a silhueta da estação. Dos anos 50 vem a cintura marcada, que evoca uma mulher mais romântica e feminina, como a de Monique Lhuillier. Já dos anos 60 vem os vestidos de comprimento mini e corte em A, como mostrado por Michael Kors. O shape reto e afastado do corpo também apareceu bastante, principalmente nas coleções de marcas mais modernas, como Alexander Wang.

O sapato: a controversa gladiadora vem maximizada nessa temporada, em versões que deixam em dúvida se são sandálias ou botas. Apareceram nas coleções de Altuzarra, Proenza Schouler e Victoria Beckham.

A estampa: esqueçam os alegres florais que estamos acostumados a ver (e vestir) no verão. Dessa vez foram as listras que dominaram as passarelas, seja nas versões mais gráficas de Marc Jacobs e Michael Kors, ou mais navy como na Tommy Hilfiger.

A animal print: apesar da onça ainda ser a preferência nacional quando se trata de animal print, é a cobra que vem aparecendo nas melhores coleções da estação, como a de Proenza Schouler e Reed Krakoff.

A beleza: maquiagem “nada”, fresh e iluminada, como pede o verão. Os cabelos repartidos no meio e com os fios bagunçados foram os mais vistos nos desfiles de Nova York. Não posso deixar de destacar a trança espinha de peixe de Tory Burch, penteado lindo e tudo a ver com a estação.

Imagens: FFW e Style.com

Por @ferdiprestes

30 de maio de 2012

Lançamento Louis Vuitton prêt-a-porter Pre fall 2012

Viram no instagram que ontem vim para SP, né?

Pois o motivo da viagem foi um convite especial: conferir de perto, bem de pertinho, o lançamento Pre fall Louis Vuitton na loja da Haddock Lobo.

Adorei a proposta do evento: avant premiere just for bloggers, em que as modelos transitavam entre nós e, melhor do que num desfile convencional, podíamos ver de perto cada detalhe de cada look.

Quer conferir os looks que mais gostei (em ordem de preferência)? Espia aqui:

LOOK 1: foi sem dúvida o que eu mais amei. Silhueta anos 20 (que aliás foi a inspiração dos cabelos das modelos tbm), mas com um toque de modernidade garantido pelo mix de texturas e o “descombinado-combinandíssimo” do sapato x vestido:

 

LOOK 2: Amei o tom do vestido, o mix de pele + tacha + pedras and, o que achei uma excelente idéia de styling para reproduzir em casa: maxi colar sobre gola de pele (fake). Arrasa ou não arrasa? Pra dar um charme sobre uma camisa de seda, ou cashmere de gola careca…vai dizer…?

 

 

LOOK 3: Tô apaixonada por este tom de amarelo. Ele é alegre sem ser color blocking e ao mesmo tempo neutro sem ser pastel. Além disso, o look todo está adorável, feminilidade, modernidade e elegância na medida.

 

LOOK 4: Esse vocês já devem saber que é too lady like pra mim, não? Mas morri pelos acessórios: sapato e colar.

 

 

LOOK 5: Por último, gostei do sneaker – alternativa pra quem quer se jogar na tendência mas cansou do modelo Isabel Marant inspired.

Quem tem o privilégio de ter uma loja LV na sua cidade (o que não é meu caso ;( ), vale a pena dar uma passadinha pra olhar de perto.

beijos, @recallage
fotos: Yo

29 de maio de 2012

Newcomers e o novo minimalismo

Quer saber qual é o new look em Londres – cidade que hoje é considerada uma das principais capitais da moda – com potencial para virar em breve uma macro tendência?

O novo minimalismo.

Lembram da tal lei de poiret sobre a qual já falei aqui e outras vezes mais, e que explica este comportamento cíclico, que vai de um extremo ao outro na moda?

Parece que é “ele” vindo de novo, minha gente!

Nos últimos tempos, últimas tendências e últimas coleções, desde estilistas consagrados até o high street, vimos todas as possibilidades de aplicações, bordados, estampas, texturas – toda a sorte de decorativismos. Por outro lado, vimos pouca novidade no shape, nos cortes, nas modelages das roupas.

Os newcomers ou novos designers, como são chamados os talentos promissores desta cidade, são quem está encabeçando o movimento através de suas criações.

Nomes (que vale anotar para acompanhar) como Sophie Hulme, Palmer//Harding e JJS Lee compactuam de uma filosofia: foco no corte, acabamento e roupas para um dia real de trabalho x o glamour do tapete vermelho.
Segundo Mathew Harding “ninguém está experimentando cortes, as pessoas estão apenas decorando coisas”.

Com pensamentos como este é que esta nova geração tem foco na construção, já que acredita que que “no minimalismo não há distração, você vê a qualidade, a forma, e esta tem que ser perfeita”, é como pensa outra estilista deste grupo, Sophie Hulme.

Interessante, não?

Quer entender as regrinhas desta nova trend?

- As proporções das roupas agora são diferentes:
- As jaquetas são longas;
- Os botões são menores;
- Não há calças skinny ou bootcut;
- Os tecidos tendem a ser lisos ou, no máximo, uma composição de tecidos tintos de cores diferentes;
- Muito trabalhos em matéria prima orgânica como o algodão (Cotton couture)
- É constante a experimentação para reconstruir peças clássicas e tradicionais, como camisas, trazendo sempre um toque inovador:acrescentando uma gola, um plissado, uma costura, mas, novamente, os detalhes não estão na tinturaria nem nos bordados, e sim na confecção.

Se não ficou 100% claro, as imagens valem mil palavras. Confere aqui alguns exemplos de coleções sintonizadas com essa nova onda?

 

Look minimal em Celine Spring 2012

Look minimal em Jil Sander Spring 2012

 

Quem já está de ressaca de bordados e texturas e simpatiza com o new look minimal? Difícil desapegar dos nossos bordados, né? De qualquer forma, em nome da elegância pura simples, eu acho que vale a pena experimentar. E ó, até na Zara Brasil já vi peças assim, fica a dica para os interessados.

Beijos, @recallage
Fontes: Elle UK may,

13 de abril de 2012

Do backstage à passarela: M. Placeres_Donna Fashion Iguatemi

 

A escolha de Mauricio Placeres pela moda tem 2 grandes influências. Uma delas técnica, pois tendo o pai como engenheiro de produção, especializado no ramo têxtil, viveu dentro de fábricas de roupa praticamente sua vida inteira.

E a segunda, talvez mais lúdica e inspiracional, a música pois, segundo Mauricio, “você tendo uma cultura musical boa, as suas referências estéticas são muito amplas, quando você passa a ter ideia que certas coisas existem, você começa a não se contentar somente com o disponível ao seu redor, você quer o que acha mais legal, o que é mais a sua cara e o que faz você um ser singular”.

Será que deu pra imaginar a moda que M. Placeres desfilou no DFI? Bom, confere tudo aqui ó:

Nome: Mauricio Placeres

Idade: 27

Como surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la?Bom, meu envolvimento com a moda, surge de duas fontes diferentes mas complementarias, em primeiro lugar meu pai, e em segundo lugar a música.Meu pai é engenheiro de produção, especializado no ramo têxtil, fato que fez eu estar dentro de fábricas de roupa, praticamente minha vida inteira. Ao longo dos anos fui conhecendo todos os processos de confecção ao observar produções em grande escala, isso fez com que eu veja de perto as possibilidades que existiam neste ramo. Mas minhas criações começaram quando deixei de me contentar com o que via nas lojas e comecei a pedir pro meu pai montar certas peças, é ai que entra a música, você tendo uma cultura musical boa, as suas referências estéticas são muito amplas, quando você passa a ter ideia que certas coisas existem, você começa a não se contentar somente com o disponível ao seu redor, você quer o que acha mais legal, o que é mais a sua cara e o que faz você um ser singular. Minha visão da moda é totalmente funcional, tudo o que eu crio é porque me da vontade de usa-lo ou porque vejo um potencial fiel a elegância que o público quer, fusionada com a atitude que ele almeja.

Essa é sua primeira coleção? Certo? Essa seria minha terceira coleção, na verdade. Comecei em novembro de 2010 com a coleção que apresentava a marca ao público gaúcho, uma coleção que misturava cores claras e escuras, porque eu defendo que não existem as cores por temporada, você usa preto no verão e branco no inverno, é mais um tema comercial eu acho. Depois criei outra coleção no fim do ano passado, me focando nas listras, mais inspirada no lado Navy, mas sempre tendo em conta de manter uma imagem que não seja tão apegada à estação.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios? O convite surgiu de uma forma engraçada até, eu sou muito amigo do Daniel Tessler, irmão da Débora Tessler, estavamos Daniel e eu num show no Opinião, quando nos encontramos com a Débora, e o Daniel nos apresentou dizendo, “esse aqui é o cara que faz meus ternos, o Mauricio” e a Débora disse, você que é o Mauricio Placeres? no que eu respondi sim, e ela comentou, vou te querer pro próximo Donna guri. Eu fiquei surpreso e ansioso mandei meu material e esperei pra ver se seria selecionado. E fui heh.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la? A grife está no mercado, vendemos nossas peças online no site Estilo Exclusivo, e diretamente comigo sob medida, já estivemos um tempo na Loja Pandorga e fizemos uma coleção para a marca Aragana. Hoje estamos estudando a possibilidade de abrir algo semelhante a um atelier/loja.

Como você define e quais as características das suas criações? O homem de hoje, por estas latitudes, não tende a vestir-se muito bem, mas não é culpa dele, é culpa do entorno que não gera boas referencias. Além dos que não tem as referencias, temos os que vão atrás de todas as referencias possíveis e as vestem todas juntas, pra mostrar o quão ligados na moda estão, o que também não é legal, e termina sendo um grande obstáculo para que o vestir bem seja cotidiano, esse tipo de pessoa assusta aquele que esta começando a querer se vestir melhor, já que não quer ser associado a este “super mega estiloso personagem”. A modernidade nas minhas peças é sutil, basicamente é definida pelos cortes slim e por sempre usar tecidos diferentes mas não chamativos, a chave está em fazer um mix entre a ousadia e a elegância, pensar, quem certamente usaria esta peça, e como ele seria visto pelos outro? eu gostaria de ser esse cara? pronto é assim, se você produz algo que possa ser associado a pessoas que você admira acho que encontrou o caminho correto, e isso é ser funcional e moderno.

Qual o estilo do público que a grife M. Placeres objetiva atingir? O público que queremos atingir é o homem carente de opções, aquele que sabe o que quer mas não acha no mercado, e se acha não cumpre as espectativas, nos trabalhamos muito peça a peça, para que sejam as melhores e as mais singulares, nos pensamos naqueles que querem ser individuos e não fazer parte de uma grande massa, por isso fazemos peças únicas, para agradar muitos, mas de jeitos diferentes. O nosso publico é aquele que não quer passar desapercebido, mas também não quer ser chamativo, “a atidude é percebida sem a necessidade de ser demostrada”. No final nossos clientes terminam sendo nossa melhor publicidade, eles vestindo bem nossos trajes farão com que muitos outros se interessem e se aproximem as peças mais elaboradas.

E como os temas acontecem para você? Os meus temas sempre são e vão ser iguais, minha inspiração vem, das máfias, das guerras, idade média, dos movimentos sociais como Mod, Hooligan e Rude Boy, e obviamente da música, tendo isto como inspiração nunca vão faltar ideias para transformar em moda com personalidade.

Meu processo de criação é simples, depois de me focar nas ideias que vão compor as novas peças, busco referencias fotográficas do tema que mais se aproxima a minha proposta, com a referencia fotográfica posso fazer uma releitura das roupas e traze-la para nossos dias. Na alfaiataria está quase tudo inventado, não existe aquele que diz que inventou cortes novos revolucionarios ou peças nunca antes vistas, a alfaiataria tem centenas de anos, e o que vemos hoje é o resultado de muito trabalho de muita gente na história, não podemos ser arrogantes ao ponto de dizer que estamos criando coisas inéditas, tudo vem de algum lugar e nós somente o adaptamos, damos a nossa cara e acrescentamos valores de marca que terminam sendo exibidos nas roupas.

O que você acha que está faltando na moda masculina brasileira? Eu acho que o que falta na moda brasileira são ícones com bagagem cultural, formadores de opinião de verdade, que sejam escolhidos pelas pessoas e não pelos meios, o formador de opinião ele é seguido e imitado, se ele é uma criação dos meios de comunicação, ele é maleável e frágil, um dia você é, no outro não mais, o ícone real não deixa de ser de um dia pro outro, e por ser real não deixa de ser seguido. Este formador de opinião tem infinitas coisas pra falar, comentar e repassar, então você cria admiração e o segue. Falta também muita informação para o público geral, sem ter a informação previa para decodificar uma mensagem, você não consegue decodifica-la, ou pior a interpreta errado, por exemplo, uns anos atrás quando existiam os emos, eles viraram donos do quadriculado, qualquer coisa quadriculada era emo, e como as pessoas não tem outra informação previa a isso, achavam que quadriculado era coisa de emo, mas não sabem que o quadriculado identifica Rude Boys desde os anos 60 e até foi associado a skinheads. Então a falta de informação gera lacunas na moda provocadas pela má interpretação do que vemos. Outro grande problema da moda nas ruas é o medo a ser julgado, quem gosta de algum de estilo mais “diferente” do que se ve na rua, muitas vezes tem medo a ser julgado de um jeito ou de outro, e deixa de usar o que realmente gostaria por medo às criticas, mas algumas pessoas não sabem que a satisfação de usar o que se gosta e passar por cima de tudo isso faz muito bem à nossa pessoa e forma nossa personalidade.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações? Não, tento sempre ficar longe de tudo que possa me contaminar, no bom sentido, está tudo praticamente inventado, se vamos nos guiar por marcas ou estilistas contemporâneos, já estamos um passo atrás, o segredo pra mim é se focar nas raizes e interpretar tudo desde lá. Mesmo assim adimiro muito as alfaiatarias de Hugo Boss e Zegna.

O que pensa para a marca no futuro? Sinceramente pretendo ser uma referencia na moda masculina, fazer com que homens percebam que mulher adora um cara bem vestido, não é difícil ser elegante e nos torna muito mais inconfundíveis. Quero fazer com que se tenha prazer em vestir-se que o ato de comprar uma peça de roupa seja para que isso mostre algo de nos e não que seja um elemento somente para cobrir o corpo.

No backstage:

Na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Rê Callage
fotos passarela: Emmanuel Denaui
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

13 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Jonathan Scarpari_Donna Fashion Iguatemi

Jonathan Scarpari começou a criar em 2012. Sentia a necessidade de peças masculinas diferentes do que se encontra hoje. “São todas iguais, sempre as mesmas. Queria algo diferente. Com impacto.”

Sempre com este foco, Jonathan desfilou neste DFI s sua terceira coleção e já está partindo para a quarta, que será apresentada em vídeo na Casa dos Criadores.

Bom, deu pra ver que essa moda com impacto e ditante do lugar comum não pára mais, né? Confere nosso papo aqui:
Nome: Jonathan Scarpari

Idade: 27 anos

Quando surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la?
Surgiu em 2010. Surgiu com a necessidade de ter peças masculinas. São todas iguais, sempre as mesmas. Queria algo diferente. Com impacto.

Essa é sua primeira coleção? Certo?
Não. Está é minha terceira coleção. Estou partindo para quarta onde estou em processo de desenvolvimento dela. Apresentarei em formato de vídeo na CASA DE CRIADORES.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios?
Foi super emocionante. Débora Tessler entrou em contato comigo e disse que gostaria muito de me ter na sua grade de estilistas para o entremeios. Fiquei super emocionado e aceitei.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Sim, já atua. Trabalho muito com peças sob-medida, atendimento exclusivos com os clientes, mas podem encontrar algumas criações em Porto Alegre no Gabinete de Curiosidades e em São Paulo na Galeria VOGA.

Como você define e quais as características das suas criações?
Toda coleção sempre busco trabalhar com materiais totalmente diferente e técnicas diferentes. Gosto de buscar e experimentar o novo, a informação e como trabalhar e executar isso no decorrer do desenvolvimento da coleção. Gosto de trabalhar sempre com técnicas manuais. Acredito que temos que resgatar a cultura dos nossos antepassados e traduzir isso para o mundo atual.

Qual o público-alvo a grife JONATHAN SCARPARI objetiva atingir?
Meu público é o público que gosta e entende moda. Aprecia. Gosto de pessoas que se encante pelas peças e no olhar conseguimos identificar. A emoção é a mais forte. Isso não tem preço!

Como é o processo de criação para o desenvolvimento da sua coleção?
Meu processo criativo se desenvolve totalmente ao longo da coleção. Começa na idéia principal e vou amadurecendo ela, fazendo testes e pesquisas até se materializar. Ela se estende muito além. Antecipa até mesmo antes do desfile de tão intensa que é.
Minhas grandes influências são de minhas gerações. Sou de família italiana e fui criado sempre em ambiente campesino. Sempre ouvi muito minha avó cantando, falando italiano. Meus avôs tanto paternos quanto maternos são agricultores de SC e isso passou para meu pai. Fui criado no mundo do arroz, dos bovinos, das frutas, hortas, barrerais de uva, máquinas agrícola, enfim o contato muito forte com a terra, com os natureza. Isso tem uma grande influência no meu processo. Acabo sempre buscando as origens e a minha identidade. De onde vim, quem sou! Acho totalmente importante para minha vida e para a moda que procuro desenvolver.

O que você acha que está faltando na moda masculina brasileira?
Está faltando audácia de criar e colocar isso em prática. Não existe roupa que não pode ser usada. A roupa é uma expressão, emoção na vida.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações?
Não. Não busco esse tipo de interferência. Com certeza tenho estilista que amo suas criações. Marcas como Mugler, lavin, Raf Simons, Ermenegildo Zegna

O que pensa para a marca no futuro?
Acho que ao futuro pertence. Penso que trabalhando bem e apresentando um ótimo trabalho os frutos são colhidos. Tenho isso na minha mente e no coração.

No backstage:

Na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

12 de abril de 2012

Do backstage à passarela: GZBL de Déh Dullius_Donna Fashion Iguatemi

O lance do Deh Dullius é com a arte e, ao menor contato com suas criações, isso já fica mais do que claro. A idéia da GZBL é, digamos assim, para expandir o campo de ação e experimentar um relação mais íntima com a moda, além da expressão conceitual à qual já está habituado. Em resumo, criar um selo para o seu ateliê de figurinos e artes plásticas no geral.

Não perde de ver essa pessoa fantástica e este namoro entre a moda e a arte que o Deh promove, confere aqui:
Nome: André Luís Dullius- GZBL

Idade: 20 e alguma coisa.

Essa é sua primeira coleção? Certo? - Não é a primeira que eu produzo, mas que eu assino, sim.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios? – Veio depois da minha participação na super mostra coletiva ARTEMOSFERA, no início do ano, mas acredito que as minhas “auto intervenções” na noite também ajudaram à chamar a atenção.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la? – Não. A GZBL, na realidade, é apenas um selo para o meu atelier de figurinos e artes plásticas no geral. Tecnicamente não pretendo transformá-la em um tipo de grife, mas, digamos, expandir o campo de ação. Experimentar uma relação mais íntima com a moda além da expressão conceitual à qual já estou habituado.

O que inspira a GZBL na suas criações? – No dia a dia do atelier as inspirações vem de trabalhos iconográficos e da imagética do ecossistema. Sempre uma explosão de imagens, textos e referências diversas para serem espremidos em uma peça de figurino antes de se adequarem à um tema proposto, se for o caso. Já nesta coleção para o Entremeios as ideias partiram da reflexão implícita no Abaporu sobre o brasileiro, culminando na dominância negra e ignorada do nosso país e no potencial das políticas de sustentabilidade que podemos oferecer enquanto diferencial competitivo no design e na moda globais.

Qual a influência do universo artístico no seu trabalho? – Essencial. Embora não tenhamos como nos desvencilhar do surrealismo quando se trata de moda conceitual e da pop arte em moda comercial e e-commerce, tento buscar na contravenção do dadaísmo, na rigidez dos padrões da Bauhaus e no hard edge as “linhas de costura” imaginárias para as minha ideias. Quase sempre sem sucesso. Tudo vira carnaval no final das contas huahauhauah

O que você acha que está faltando na moda feminina brasileira? - Modelagem que vise o conforto, tecidos de qualidade e formas mais retas. Mais informação de moda e menos bronzeamento artificial.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações? – Sim. Seguido bebo dessas fontes: Neon, Ronaldo Fraga, Maria Bonita, Samuel Cirnansck, Gloria Coelho, Salvatore Ferragamo, Junia Watanabe, Russein Chalayan, Gaultier, Proenza Schouler, Marchesa, Jason Wu e Zac Posen, por enquanto, especialmente no que eu quero vestir.

O que pensa para a marca no futuro? – Levá-la para se instalar no espaço de alguma fabriqueta antiga para ter justamente o que me falta: espaço!

No backstage:

E na passarela:


beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

11 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Tarciso Bressan_Donna Fashion Iguatemi

Os homens vão agradecer. Neste último DFI, Tarciso Bressan debutou sua marca de roupa masculina, bem como homem gosta. E muitas vezes procura e não acha.

Não são pirações, abstrações ou moda só pra ver. Tarciso Bressan tem como foco o que é comercial, porém bem feito, bem elaborado, bem pensado e com influência em temas como o design e a música. Homens (ok, mulheres também), take a look:

Nome: Tarciso Bressan

Idade: 28

Como surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la?

Junto com meu sócio, ao observarmos a carência de boas marcas de moda masculina no mercado gaúcho e até nacional e na vontade de ter um negócio próprio voltado pra moda. O jorge cuida de toda a comunicação, cria etiquetas, estampas, ilustra e eu crio todas as peças, escolho materiais e acompanho todo processo. Quando concluímos que juntos tínhamos tudo o que precisávamos, começamos o projeto.

Essa é sua primeira coleção? Certo?
Sim, a primeira. O Donna será o ponto de partida da marca.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios?
Conheci a Debora enquanto discotecava em um evento e trocamos uma idéia. Depois disso, contei a ela que eu era designer de uma outra marca gaúcha e ela me propôs apresentar uma coleção autoral. Já estava com o projeto de uma marca em andamento. Não hesitei, pedi demissão do antigo emprego e iniciei a Tarciso Bressan.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Ainda não, as peças só serão comercializadas após o evento.

Como você define e quais as características das suas criações?
Crio roupas de verdade. Procuro fazer o comercial bem feito, bem elaborado, bem pensado, com grande influência do design e da música, busco inspirações em coisas que já vivi e aplico todas essas influências nas peças. Sou rígido na escolha dos materiais imagino sempre algumas pessoas usando as peças quando estou criando. Gosto de brincar com detalhes e com cores, quero peças impecáveis sempre. Uma peça precisa ser bonita por fora e por dentro para ser linda. Sem bons acabamentos, não existem boas peças. O Segredo é virar do avesso, uma peça só ee bonita se for por dentro e por fora.

Qual o estilo do público que a grife TARCISO BRESSAN, objetiva atingir?
Crio para homens que pensam como eu. Ligados em música, em design, em novidades, homens que sabem como e porque se vestem de tal forma. O meu público é a galera que deixou de usar camiseta estampada, mas não se sentiria bem dentro de um terno. A pegada é jovem, atemporal, divertida, mas acima de tudo, bebe da alfaiataria e prima pela elegância. Não quero ser mais uma marca que cria para seus amigos. Claro que quero que meus amigos usem minhas roupas, mas quero ouvir quem não me conhece, quero criar pra quem não sabe quem eu sou. Quero atrair as pessoas através do meu produto e não pela minha amizade ou simpatia.

Depois de um tema escolhido, como é sua pesquisa por materiais?
Começo a prestar atenção em qualquer coisa que eu ache interessante, independente de poder ou não usá-las nas roupas. Depois faço uma associação de materiais com o que é possível usar, traduzo bem as cores para os tecidos, vasculho todas as lojas, contato todos os fornecedores e só começo a criar após ter total segurança dos materiais que serão usados.

E como os temas acontecem para você?
Costumo dizer que os temas de coleções acontecem de dentro pra fora. Temas e inspirações não chegam até sua cabeça, eles brotam de sua cabeça. Você só consegue desenvolver uma coleção em cima de um tema se você ja vivenciou aquilo, se sabe que cheiro tem, que gosto tem, como se manifesta e onde vive. Não sei dizer como eles acontecem e nem em que momento acontecem. É natural, quando vejo, já estou trabalhando em cima de um tema e esse tema nem tem nome ainda.
O que você acha que está faltando na moda masculina brasileira?
Marcas bem definidas para um público de bom gosto. As marcas brasileiras ou fazem roupas para meninos ou roupas para os pais dos meninos. Minha marca não tem camiseta estampada e não tem ternos escuros. Acho que falta um pouco de seriedade no street e um pouco de sorriso na alfaiataria nacional.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações?
Sim, sempre vejo novidades de marcas/estilistas que eu tenho uma grande admiração. Martin Margiella, Dirk Bikkembergs, Dries Van Noten, Yohji Yamamoto, Rei kawakubo. Mas não sou bitolado, costumo abominar fashionismos, informação de moda é essencial, banalização da moda é um saco.

O que pensa para a marca no futuro?
A idéia é atingir o público que se identifica com a marca aqui em Porto Alegre. O primeiro passo está sendo dado, já recebi várias encomendas de uma única peça que saiu em um ensaio do Donna ZH, isso é bom, mostra que o caminho é esse. Óbvio que queremos vender, eu sou um negociador, precisamos sustentar a marca com ela mesma e não com outros negócios. Eu atuo em diversas áreas, mas gosto de manter cada uma no seu nicho. A marca está começando, sinto uma energia bo

No Backstage:

Na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

22 de março de 2012

Cabelão. o desfile da Pompéia e os cabelos deste inverno.

Nesse inverno, o negócio é como diz a minha filhota: “cabelão”!

Olha a fofura, ela chama de cabelão quando estou com cabelo solto (e ela odeia que eu prenda). Uso muito coque, principalmente em casa e, quando ela me vê, diz assim: “quer ficar de cabelão, mamãe?”. Solto na hora!! =)

Então nesse domingo teve desfile da Pompéia (lembram que postei meu look nesse dia?), e os cabelos (feitos pelo meu querido amigo Jorginho Goulart) estavam exatamente como previa a Lalá (minha princesa de 2 aninhos) e as passarelas daqui e de lá.

Simples e chic, facinho de de fazer em casa, bem como a gente gosta:

 
Se for preso, capricha no coque (e o bom e velho donut, que vc mesma pode fazer, pode ser bem útil nessa hora).

 

 


Se for solto, melhor ainda se estiver bem comprido, tira a chapinha do fundo do armário porque ela está de volta. Liso, bem liso e repartido ao meio. Simples assim.

 

Para as mais ousadas, lenços, chapéus e acessórios de cabeça são bem vindos e bem vistos. Se joga, sem medo de ser feliz.

 

Como diz a Pompéia, tá “fácil ser fashion”, hein?

beijos, @recallage
fotos: Michael Paz

20 de março de 2012

Decore-se.

Este post é na verdade um estudo, uma análise-livre para nos inspirarmos neste inverno, se por acaso ele estiver chegando no hemisfério sul.

O que posso dizer é que o mood sugerido pelos últimos desfiles me surpreendeu bastante. Não esperava que fosse tão denso, tão aveludado, tão úmido e dramático e talvez por isso curti tanto a loucura colorida de Jeremy Scott, Manish Arora, e Meadham Kirchhoff. E quem me conhece sabe que quase morri com o Sir Karl Lagerfeld ressuscitando os cristais naquele cenário incrível de ametistas.

Enfim, o bom da vida é ser pego de surpresa. E fui pega positivamente de surpresa com atmosferas que, na minha opinião não são possíveis de classificar com precisão e justamente por isso considero positivo.

Aprendi uma vez que um look contemporâneo de verdade era aquele que mesclava elementos de diversos momentos históricos, o que Ted Polhemus chama de “O supermercado de estilos”. Vejo este momento da moda super em sintonia com o conceito. As estampas devem ser múltiplas, os tecidos devem ser mistos, as texturas contrastantes, o look, híbrido.

Os painéis semânticos abaixo reúnem imagens que fizeram meus olhos brilharem, mas não são sugestões muito menos classificações. Enquanto fazia a colagem pensava que estas são apenas atmosferas identificadas, até porque ninguém deveria ditar nada nesta vida e sempre desconfiei de quem tem certeza. Por isso pergunto e palpito:

Seriam esses veludos brocados as cortinas que disfarçam tempos negros?

Palpite: O continente mais importante do mundo vive uma crise tremenda. Fato que faz parte dos ciclos históricos e econômicos, suspeito que esse retorno massivo de tecidos nobres seja como dizer: calma lá, nós temos a nobreza no sangue e foi aqui que tudo começou, não se esqueçam! Luxo denso é conosco, nossos castelos estão de pé.

Por acaso seria a retrogeometria uma visita ao Marrocos?

Palpite: Miuccia Prada sabe o que faz, e desta vez parece ter mergulhado no mesmo universo de sempre, mas de um jeito diferente. Para mim ela foi ao Marrocos e ficou olhando pro chão e pras paredes, projetou em roupas e aplicou berloques por cima. Mais um Hit certo e total.

Seria a preciosidade um pedido por bens duráveis?

Palpite: A delicadeza das sedas, organzas, toules, somada a pedrarias, pérolas e apliques sempre mexeram com os instintos femininos, essa coisa princesa elfa. A exuberância das jóias e todas suas aplicações é como dizer: somos sensíveis, e temos valor.

Seria um desejo coletivo de reluzir, ainda que de fora pra dentro?

Palpite: Na busca incessante por iluminação, prismas e auras, se você não enxerga ao olho nu ao menos tenta refletir a frequência. Desconfio também da obra SPECTRUM de Tokujin Yoshioka. O que este artista faz de mais autoral é sempre sobre o espírito do tempo, o que poderia ter ajudado a reinventar o mood furta-cor.

Seria uma resposta à importância do mundo “feito a mão”?

Palpite: A exuberância apresentada por Dolce&Gabanna e Balmain foi como dizer “The haute couture is the New prêt-à-porter. Fora os maravilhosos bordados em ponto-cruz, as texturas tapestry se reafirmaram loucamente,  fenômeno que ainda não desvendei, então imaginei  um estilista em uma loja de tecidos: olhou pro lado e viu aquele rolo bem rígido, quente e difícil de costurar e pensou – tá barato, vou levar. Mas desconfio que na verdade seja arte desta moça aqui: Stephanie Murray.

Enfim, quando chega essas épocas de mudança de estação é impossível a gente não ter uma vontadezinha de incrementar o armário. Primeiro é legal pensar se nos identificamos de fato com algo, depois se temos qualquer coisa antiga pra mexer, cortar, recriar, aquele mini de veludo molhado ou uma camisola de renda pra fazer de anágua. Depois batemos na casa da vó, um broche de porcelana qualquer já pode ter a energia Vitoriana, as pérolas ela terá com certeza, e as estampas geométricas certamente. Se eu pudesse dar uma dica seria use sua intuição e misture tudo sem medo. Seu corpo é sua casa, decore-se à vontade.

Por Isadora Bertolucci

Fotos: Style.com, Grazia.it, Antevorta.

 

28 de fevereiro de 2012

Para mulheres possíveis. Issa London na London Fashion Week

Quem gosta daquele mix de estampas combinado-descombinando vai gostar. Quem está afim de, neste inverno, experimentar colorir as pernas com meias calças em tons mais vivos, idem. E quem gostou do post de ontem sobre scarfs & turbans, vai curtir também.

"combinado-descombinando"

"pernas coloridas"

"lenços"

"turbante"

Porque como vocês viram nas fotos acima, sobre tudo isso é que foi feito o desfile de Issa London na London Fashion Week. E muito mais:

Não faltaram novas modelagens para o seu já tradicional jersey (tecido sempre presente e quase uma marca registrada das coleções assinadas por Daniella Helayel).

Assim como a presença de looks monocromáticos (e destaque para o laranja que voltou com tudo do inverno europeu anterior e, nessa semana de moda – diga-se de passagem – esteve em muitas passarelas)

Rendas…

Franjas…

…e tecidos brocados.

 

Uma coleção possível, para uma mulher possível, em seus diferentes momentos e acho que, essa é das coisas que mais fascinam nas coleções desta marca.

Agora cá entre nós, o que mais amei, entretanto, foi um detalhe bobo(e vai entender, tem louco pra tudo, né?): o resgate dessas luvas compridas.

Achei bárbaro, porque nos dão a liberdade de usar manga curta ou cavada em pleno inverno (e essa flexibilidade eu adoro – dá sempre mais opções na hora de montar o look!).
Segundo porque são super femininas, tem um “q” de fetiche mas pra fugir do lugar comum, seria incrível usá-las de dia, como neste look desfilado na passarela da Issa também, não acham?

 

 

 

 

beijos, @recallage
crédito das Fotos: catwalking.com

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