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03 de dezembro de 2012

Emmanuelle Alt e a confiança

Emmanuelle Alt, a super editora de moda da Vogue Paris, é conhecida por vestir sempre o mesmo estilo de roupa, que pode ser chamado até de uniforme: calça skinny, camisa e scarpin. Ela repete essa fórmula diariamente em seus looks, com pequenas variações, que são substituir a camisa por uma t-shirt, o scarpin por bota e acrescentar um blazer – nada muito além disso.

Para muitos, o estilo dela é sem graça, chato e sem ousadia. Já eu, penso que a opção de Emmanuelle é uma grande demonstração de autoconfiança. Provavelmente ela já experimentou muito no passado, já errou muito, e descobriu que é feliz vestindo apenas essas três peças e suas variações. Com esse look ela deve se sentir sempre confortável, segura e confiante para encarar qualquer situação e dificilmente estará mal vestida em algum lugar.

Emmanuelle é editora de uma das revistas de moda mais importantes do mundo e, por isso, muita gente deve esperar que ela seja uma vitrine do seu trabalho, vestindo sempre peças recém saídas das passarelas. Mas, com muita elegância e discrição – e uma boa dose de charme francês – ela optou por deixar que o seu trabalho fale por ela, ao invés de se sobrepor a ele com um estilo extravagante. E, diga-se de passagem, seu trabalho a frente da revista está melhor a cada edição.

Bem, o que eu quero dizer com tudo isso é que a moda e as roupas estão aí para nos deixarem mais bonitas e confiantes, e não para nos fantasiarmos na tentativa de ofuscar possíveis inseguranças. Nossa tendência é sempre pensar que é preciso muita coragem para se vestir como uma fashion victim radical, mas eu penso o contrário: ousadia muito maior nos dias de hoje é resistir às armadilhas da moda, sair de cara limpa e, como bem faz Emmanuelle Alt, assumir o “uniforme” que lhe faz bem.

Por @ferdiprestes

Imagens: Stockholm StreetStyle, NY Mag e La Modella Mafia

 

30 de outubro de 2012

Top 5: compras que mudaram a minha vida

Peço desculpas pelo tom sensacionalista do título desse texto, mas acho que vocês vão entender. Sabe quando você compra uma roupa ou um acessório e tem a sensação de que não pode mais viver sem ele? Pois então, é sobre isso que eu quero falar. Parece que tem certas roupas que foram feitas pra você, que estavam ali na loja só esperando a sua chegada e quando vocês se encontram é amor à primeira vista.

Às vezes são peças que nem têm nada demais ou que você nem tinha se dado conta que precisava, mas ao comprar você percebe que ela preenche um vazio no seu coração, digo, no seu closet. Aí a história segue como em qualquer romance: vocês se apaixonam, prometem passar a vida inteira juntos, não se desgrudam por alguns meses, até que aparece outra e… Bem, o final nem sempre é “viveram felizes para sempre”, mas podemos dizer que foi eterno (e intenso) enquanto durou.

Vou dividir aqui com vocês as compras que mudaram a minha vida recentemente e que, pelo menos por enquanto, eu estou vivendo a fase de “amor eterno, amor verdadeiro”:

Tênis esportivo: a última vez que eu comprei um tênis esportivo eu devia estar no colégio e com certeza não foi um caso de amor, já que eu nunca fui muito dada à prática de esportes e os tênis seriam usados nas aulas de Educação Física. Bom, eis que esse ano durante minhas férias em Nova York me vi num dilema: ou comprava um tênis, ou não conseguiria mais caminhar. Comprei, lógico, e descobri a sensação de andar nas nuvens. Desde então não nos largamos mais.

Tricô: o tricô pra mim é como um romance tranquilo e aconchegante como um abraço. Encontrei o modelo perfeito para usar nesse período de meia estação e tenho certeza que nosso romance não será só um amor de primavera. Meu único arrependimento nesse caso é não ter comprado vários iguais a ele, para que nossa história pudesse durar por muitos anos.

Camisa jeans: a camisa jeans faz o tipo companheira para todas as horas, que vai comigo da padaria à festa, passando pelo trabalho. Olhando para a minha vida hoje, fica difícil entender como eu passei tantos anos sem ela.

Óculos aviador: nosso romance era uma questão de tempo, pois eu já estava de olho nele há muitos anos. Agora que estamos juntos, posso dizer com convicção que ele não me decepcionou em nada. O único problema é que ele faz o tipo conquistador: combina com qualquer pessoa e é difícil resistir ao seu charme.

Sapatilha metalizada: meu caso com a sapatilha metalizada está sendo o mais duradouro dos últimos tempos. Como eu não costumo usar salto, ela preencheu uma lacuna fundamental na minha vida: é um sapato baixo que combina com looks mais arrumadinhos e dá um up nas produções mais básicas.

E vocês, podem confessar, também andam apaixonadas?

Por @ferdiprestes

Imagens: Blonde Salad, Jak & Jil e After DRK

16 de outubro de 2012

Sobre estilo, inspiração e je ne sais quoi : Aurelie Bidermann

Tem essa designer francesa de jóias que é uma super inspiração pra mim.

O nome dela é Aurelie Bidermann e pra falar o mínimo, e tentar apresentá-la o suficiente, posso dizer que já colaborou com designers como Proenza Schouler e Jason Wu e tem Sofia Coppola como cliente, por exemplo.

Mas isso é realmente o mínimo (por que ela é realmente o máximo). E olha ela aí:

Suas criações são primorosas, diferentes de tudo, de uma simplicidade única, mas que ainda assim parece ser que tudo o que a gente deseja.

O que trouxe Aurelie ao Pink hoje foi esse vídeo. Simples e lindo como as suas criações, com peças que desejei uma a uma e todas juntas ao mesmo tempo.

Alguém não?

Beijos, @recallage

imagem: Vogue Fr
vídeo: http://aureliebidermann.com

28 de setembro de 2012

Mapeando o estilo de Columbine Smille

Quem é leitora compulsiva de blogs de moda, certamente já viu em algum lugar o nome Columbine Smille. Mas se esse nome não lhe diz nada, talvez uma foto ajude a refrescar sua memória. Isso porque Columbine é mais um desses casos de meninas que ficaram mais conhecidas pelo seu estilo de se vestir do que por quem realmente são. Eu confesso que comecei a admirar suas fotos em sites de street style muito antes de conhecer o seu blog e o seu trabalho como stylist.

Ao olhar para Columbine, o que primeiro chama a atenção é a sua beleza. Ela tem aquele tipo de beleza despretensiosa, aquele ar de “acordei assim” que a gente adora, sabem? Esse mesmo ar displicente ela também passa nos seus looks, sempre repletos de sobreposições e peças oversized.

Columbine não usa muitos acessórios, por isso suas produções sempre têm uma peça chave que se destaca – normalmente um casaco amplo ou uma calça jeans boyfriend. Ela também parece não ter medo de arriscar nas proporções e vira e mexe aparece desafiando aquela regrinha básica da moda: justo em cima, largo embaixo ou vice-versa. Para ela, pode ser tudo largo mesmo, mas sempre acompanhado de um bom salto para que a silhueta não fique achatada.

Adjetivos como girlie e romântico não se encaixam no seu estilo, definitivamente. Se algum dia você a vir usando uma peça feminina demais, pode ter certeza que ela estará acompanhada de algo do estilo oposto, como um casaco pesado. Olhem como ela quebrou totalmente o clima romântico do vestido com saia de babados usando com uma jaqueta de couro e uma manta xadrez. E não é que o resultado ficou incrível?

Com as suas combinações inusitadas (e acertadas) e o seu estilo confortável com elegância, Columbine Smille conquistou o posto de minha musa de estilo do momento.

Por @ferdiprestes
Imagens: columbine.freshnet.se

27 de setembro de 2012

Original Beauty that is modern forever

Nem estava programada pra escrever sobre isso hoje, mas ter um blog (e não ter um chefe) é bom por isso: poder se deixar levar e investir o tempo naquilo que repentinamente nos atrai…
Então eu tomo um café e sento na minha Herman Miller (outro privilégio de não ter um chefe?) e na minha caixa está um email da Tiffany’s – uma newsletter dessas que vão pra todo mundo – mas que me tocou de forma especial.

Apaixonada por pulseirismos bold, bright and gold – ok, sou dessas –  num primeiro momento fui atraída pela imagem do bone cuff  de Elsa Peretti, que  eu confesso, já era um sonho antigo. E aí, como poucas vezes acontece, me dediquei a ler o que a newsletter dizia.

Me deparei com esse vídeo adorável,  sobre a história pessoal e as criações de Elsa Peretti (é possível separar?) que é longo mas vale cada minuto. Não só pelo brilhantismo e vanguardismo da designer em questão, mas por alguns conceitos que vão se esclarecendo na medida em que se avança na história da mulher por trás da criação.

Me chamou atenção o que deve ter sido sua marca registrada, o óculos de armação gigantesca, e fiquei pensando como, neste mundo de tendências, perdemos a oportunidade ou nos desencorajamos para insistir no nosso estilo e fazer a diferença, atormentadas com must haves que vão nos tornar iguais.

Who.must.have.what??? É de se pensar.

Depois, e como dizia Anástasia Steele (ah, vai, quem no mundo na está acompanhando a trilogia Cinqueta Tons de Cinza?) minha “deusa interior” virou estrelinha com frases simples como “Style is simple”.

E é simples assim ou pelo menos acho que deve ser.

Nas fotos históricas de Elsa, vários itens atualíssimos mas que também são eternos, como o óculos, a sobreposição de colares, a combinação de braceletes, …

 

Pra terminar, anotei, passei caneta marca texto e decorei com asteriscos a frase que dá título a este post – Original Beauty that is forever modern, e foi o que eu precisava pra interromper qualquer outra pesquisa e dividir esse ponto de vista com vocês.

Espero ter feito mais alguém supirar assim como eu.

Um belo dia pra vocês também.

Beijos, @recallage

Vídeo: Tiffany’s

Fotos: Tiffany’s e Coventgarden.com

26 de setembro de 2012

Top 5: pegadinhas da moda

Na moda, a regra primordial é: nunca diga nunca. As chances de você cair em contradição ao propagar aos quatro ventos que “jamais usaria tal peça” são imensas. Isso porque a moda vive nos pregando peças, e roupas que um dia foram símbolos de mau gosto, hoje podem ser objetos de desejo.

Pensando nisso, preparei uma lista com cinco tendências que já invadiram as ruas de Nova York e Londres, e que podem ser consideradas “pegadinhas fashion”. Ou seja, aquilo que em um primeiro momento podemos torcer o nariz, mas que no fim das contas vamos acabar simpatizando ou até usando.

Sapatos brancos: os sapatos brancos são, sem dúvida, objetos de grande discórdia no mundo da moda. Durante anos eles foram uma unanimidade – ninguém gostava -, mas nas últimas temporadas eles têm frequentado as melhores passarelas e aos poucos estão reconquistando o seu espaço nas ruas.

Barriga bem de fora: tudo bem, já faz algum tempo que nós aceitamos que as barrigas à mostra voltariam a conviver em sociedade, mas com uma condição: os umbigos ficariam escondidos. Pois algumas mulheres resolveram desacatar o consenso fashion e ir além, mostrando barrigas inteiras, com umbigo e tudo.

Bonés: acessório fundamental das tendências hip hop e esportiva, o boné parecia que não teria fôlego para ganhar as ruas. E não é que ele nos enganou direitinho? Na categoria “acessórios de cabeça”, ele foi o mais visto pelas ruas durante as últimas semanas de moda. Deve ser uma boa alternativa para os bad hair days, né?

Mechas coloridas: por essa ninguém esperava, mas o cabelo do momento tem mechas coloridas. A coisa ficou tão séria que até Oscar de la Renta, um dos mais clássicos estilistas, levou a tendência das ruas para o seu recente desfile.

Óculos espelhado: diretamente das praias dos anos 80, os óculos com lentes espelhadas voltaram à moda conquistando as fashionistas menos discretas. Apesar de não me encaixar nesse time, não há como negar que o acessório levanta qualquer look.

 

E nós, resistiremos ou sucumbiremos a essas pegadinhas da moda?

Por @ferdiprestes

Imagens: Vogue, Style.com e Street Peeper

04 de setembro de 2012

Gold, bold and bright

Atenção amantes do pulseirismo (como eu): temos novidades!

Se tudo começou com um mood boho – “ripongo” mesmo – com pulsos repletos de tirinhas de couro intercaladas por outras pulseiras de metal (quase sempre prateado), prepare-se para a versão pulseirismo deluxe.

Como no editorial extraído das páginas da Vogue Paris de agosto (abaixo), o pulseirismo que vem sendo visto por aí, nas revistas e nos pulsos das meninas mais antenadas é gold, bold and bright.

Grandes braceletes dourados, num mix de tramas, texturas, aplicação de pedras e pérolas. É tudo maxi: muitas pulseiras, muito grandes, muito douradas, e para serem usadas todas juntas e encher o pulso (ou os 2).

Quer coisa melhor para dar uma iluminada nos looks minimalistas que ganham cada vez mais espaço nas araras por aí? Fico pensando num look basicão, tipo camisa jeans ou short jeans no verão (e eu gosto mais anida desse “luxo” todo em situações inusitadas!)

Como amante de um brilho eventual, estou apaixonada por esta mistura e colecionando braceletes pra montar um mix gold, bold and bright pra chamar de meu.

Ah, até fica legal misturar uma ou outra jóia entre um cuff e outro, mas não precisa ter medo de virar Porcina por que a proposta é abusar MESMO das bijouxs.

Beijos, @recallage

03 de setembro de 2012

Um é pouco, dois é bom, três eu já não sei

É fato que carregar uma clutch pela mão, nos deixa automaticamente mais charmosas e acho que disso ninguém duvida. Agora, e duas???

Pois é, em minhas frequentes pesquisas de streetstyle tenho visto moças lindas que carregam uma sobreposição de clutches, isso mesmo, uma bolsinha em cima da outra. Quase sempre, quando se trata de uma “double de clutches”, elas tem tons afins, tom sobre tom, ou mesmo um mix de estampas combináveis, mas via de regra são sequinhas, tipo uma bolsinha retangular com ziper apenas, sem grandes fivelas ou outros adornos.

Fiquei pensando de onde teria vindo a moda que já ganhou as ruas, se é saída das passarelas, se “deu na Vogue”, se alguma uber model ou celeb lançou o hit, mas só consigo concluir que a razão para a invenção é a funcionalidade.

Mulheres que, mesmo dias úteis, querem deixar o bolsão em casa e sair só com a bolsa carteira e quando se deparam com a falta de espaço para grandes agendas ou indispensáveis Ipad’s, anexam uma segunda bolsinha e fazem um charme a mais.

Vejam bem, estou aqui conjecturando (coisa que amo, by the way) e não tenho nenhum dado “científico” que embase minha teoria.

De qualquer forma amo novas possibilidades de styling e esta, independentemente do que a ocasionou, é uma nova possibilidade super considerável pra mim. E pra vcs também.

Afinal, se uma “bolsinha” já era bossa, 2 “bolsinhas” bem escolhidas são bossa x 2, certo?

 

beijos, @recallage

30 de agosto de 2012

Nova York, a cidade livre

No início desse mês tirei férias e fui pela primeira vez para Nova York, cidade que há muito tempo habitava meus sonhos. Passei excelentes e irretocáveis dias por lá e posso dizer que a grande maçã não me decepcionou nem um pouquinho, pelo contrário, superou minhas expectativas.

Bom, o fato é que faz pouco mais de 10 dias que eu estou de volta e até agora estou “digerindo” tudo o que eu vi para transformar em post para o Pink. É bem verdade que o tempo que eu passei em Nova York não foi suficiente para ir muito além dos programas turísticos e fazer grandes descobertas, mas não queria escrever aqui as mesmas dicas que vocês podem encontrar em qualquer post sobre a cidade. Sim, é impossível sair da Forever 21 sem uma sacolinha. Sim, os outlets são enlouquecedores. Sim, é maravilhoso ver lojas da Chanel, Dior e Louis Vuitton, uma pertinho da outra. E sim, sim, sim, você se sente a Carrie Bradshaw andando por aquelas ruas arborizadas com prédios de tijolinhos. Tudo isso é verdade, mas não é novidade para ninguém, certo?

Foi aí que eu me dei conta que a minha principal descoberta sobre Nova York não estava nas lojas, estava nas ruas. Eu percebi que Nova York é uma cidade livre para você ser/vestir o que quiser. É claro que em (quase) qualquer lugar do mundo você tem o direito de vestir o que tiver vontade, desde que não se importe com os olhares alheios lhe julgando. Em outras cidades você também pode dançar tango sozinha em uma praça, mas talvez escute algumas risadas por isso. Já em Nova York, você pode fazer tudo isso e o que mais lhe der na cabeça, sem que ninguém lance um olhar de reprovação sobre você, a sua roupa ou a sua dança.

Não sei se isso acontece porque os nova-iorquinos estão sempre com pressa e não têm tempo para perder com as “esquisitices” alheias, se eles estão acostumados a conviver com pessoas de todos os estilos ou se simplesmente não se importam com o que os outros fazem ou vestem. Seja qual for o motivo, o importante é que em Nova York você se sente livre para ser quem você quiser – e isso é muito bom.

Mais do que qualquer tendência de moda passageira, isso foi o que eu trouxe de mais marcante de Nova York para dividir com vocês. E se nos primeiros dias de viagem eu levava um susto cada vez que uma “semi Lady Gaga” passava por mim, nos últimos eu já pensava “uau, eu preciso morar nessa cidade”.

Por @ferdiprestes
Imagens: The Sartorialist

09 de agosto de 2012

Straight man for mad womans

Já falei algumas vezes por aqui sobre a estética masculina e peças do guarda roupa “deles” que amo.

(Mas leia o post até o fim porque prometo que isso vai além de uma dica tipo “roube um cashmere do marido” – coisa que faço com bastante frequência e recomendo, mas que, realmente não vem ao caso – ou o tal do boyfriend jeans. Esquece isso e vem comigo).

A mais recente menção foi no primeiro post pós chegada de Londres, onde de-cla-rei num teaser instigante – ao menos espero, rsrs – minha mais nova, ou, nem tão nova assim, paixão por roupas masculinas.

A questão é a seguinte: enquanto nós mulheres nos jogamos no fast fashion, misturamos estampa com estampa e ainda arrematamos a produção com um maxicolar com pedrarias (desses que, até pensei esses dias, se víssemos há dois anos atrás e a introdução deles no mercado não tivesse sido feita por Lanvin, diríamos que é alegoria típica do carnaval carioca), os homens, driblando toda a restrição e a pouca oferta de ousadia, tem abusado de peças bem cortadas, boa alfaitaria, toques de cor na medida, brilho fosco bem pontuado, sobreposições (…) Uma aula de estilo.

Meu marido que me desculpe, e me desculpa porque sabe bem o que quero dizer, nesta última estada em Londres não tirei o olho deles.

Pensa numa calça caqui com barra dobrada + oxford ou destroyed boots, t-shirt básica e um cintinho cheio de bossa. E naquele terno preto, sequíssimo tanto quanto elegante, do tipo “precisa-mais-o-quê?” Em tempos de sandálias Prada fumegantes, é de se pensar, não?

Resumo da (minha) ópera? Comprei mais um slipper, um mocassim, e minha melhor descoberta (que não sei se é brand new, mas foi um prazer pra mim) é a The Kooples.

A marca francesa, com pegada rock n’ roll, carinha vintage, e toda trabalhada no British-cool lifestyle, oferece peças “mistas”, que vestem homens e mulheres, muitas vezes tendo para ambos, em suas coleções, os mesmos cortes, cores, e a possibilidade de coordenar o look deles e delas, como nas fotos da campanha que falam (e inspiram) por si só:

 

e nas imagens do lookbook:

Cansou de boho, étnico, do visual carregado e difuso e decorativismos mais? Então olha com carinho para os ternos, blazer com bermuda, máxi cardigans, oxfords, mocassins e etc, pra ir pra (bem) longe do lugar comum.

P.S.: Não tenho a menor pretensão de praticar o desapego com meus máxicolaes, tampouco deixei de amar uma estampa de onça. No entanto, na moda como na vida, viajar, ou experimentar – eu diria, definitivamente é viver.

Beijos, @recallage

Imagens: thekooples.co.uk

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