Pink About It

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15 de outubro de 2012

Desvendando o estilo, Isabel Marant Spring 2013.

Foi a Fê Prestes – @ferdiprestes – quem começou a tag “Desvendando o estilo” aqui no Pink About It.  Nos posts sob este título, it girls e ícones de estilo tem seus segredinhos de styling desvendados e descritos pela Fê para nos inspirar.

Hoje me utilizo da mesma tag mas, para dessa vez, desvendar o estilo de uma coleção: Isabel Marant Spring 2013.

A designer francesa, não é a primeira vez que comentamos aqui, tem sido uma das principais hitmakers da moda. Qual o segredo por trás disso? Muito trabalho, por supuesto, uma “conexão banda larga” com o zeigest, e, no caso da coleção Spring 2013, objeto deste post, uma bela escolha de musas inspiradoras: nada menos que a dobradinha Jane Birkin + Brigitte Bardot.

Como se não bastasse todo o talento de Isabel Marant para desenvolver peças que vão ao encontro dos nossos desejos, eu diria que desta vez foi covardia, e que ela pegou pesado capturando nos looks o estilo de duas mais estilosas mulheres que já vimos. Cabe observar porém que a inspiração não é traduzida de forma literal, mas sim, uma releitura moderna do estilo de ambas. Pode haver algo melhor? – eu me pergunto.

 

 

Uma pegada boho – toque habitual da estilista, comprimento mini, crop tops, decorativismos como bordados com carinha vintage e gupires aplicados em peças lisas e estampadas, capas sobre vestidos de comprimento mini , sandálias com amarrações no tornozelo, entre outros detalhes –  tão simples quanto precisosos –  são o que compõe o luxo despretensioso da coleção.

Mas se as peças dela estão muito distantes de você, beba direto da fonte, experimentando alguns dos “truques” das musas que inspiraram sua criação:

Pra fazer o estilo mulherão de Brigitte, não há como pular as etapas de beauté no get the look:Volume na parte superior da cabeça em penteados de cabelo solto ou preso são marca registrada. Faixas largas, lisas e com motivos florais, também eram marca registrada de Brigite e são a cara do verão, aproveite! E para finalizar a beleza de BB, não há como fugir de olhos bem delineados nas partes superior e inferior.

Já para obter o jeitinho de menina cheia de sex appeal de Jane B, começemos observando a franjinha e os cabelos sempre desgrenhados, proposta total.

Depois, batinhas amplas com carinha hippie somadas a jeans de cintura alta, boca de sino ou cigarrete, são a cara de J.

Tubinhos em comprimento mini também parecem ter nascido ou sido inventados por/para ela também. E em ocasiões mais glamourosas, rendas precisosas e bordados decorados adornam o shape em questão, fazendo contraponto com seu make nada e seu cabelo natural do tipo “sequei ao vento”.

 

 

I’m totally inspired by <3

Beijos, @recallage

imagens: moda operandi e reprodução.

 

 

 

11 de outubro de 2012

NY Fashion Week, nosso “resumão” após a sinapse

A semana de moda de Nova York, uma das quatro principais do mundo, é conhecida por apresentar uma moda altamente usável e desejável. Isso quer dizer que, com algumas exceções, as marcas que desfilam na cidade não são grande lançadoras de tendências, mas mostram coleções boas de assistir e que podem sair diretamente da passarela para as ruas.

Abaixo, fizemos um resumo com os principais destaques da temporada primavera/verão 2013:
O estilo: impossível falar de um só estilo em comum entre tantos desfiles, mas podemos perceber algumas tendências principais. O estilo esportivo costuma ser recorrente entre as apresentações da semana de moda de Nova York, e nessa temporada não foi diferente. Rag & Bone, Helmut Lang e Lacoste estão entre as marcas que apostaram nessa tendência. Outras marcas, como Jill Stuart, Jenny Packham e Marc Jacobs, optaram por um estilo retrô, com ares de anos 50, mais ladylike, e 60, mais futurista. As imagens são dos desfiles de Helmut Lang, Jill Stuart e Jenny Packham.

O tecido: não é exatamente um tecido, mas o couro se tornou um dos materiais preferidos dos estilistas em suas coleções de verão, superando o estigma de que só poderia ser usado no inverno. Para tirar o aspecto pesado, a maioria das marcas optou por utilizá-lo com tecidos leves e transparentes. Abaixo, modelos de Jason Wu, BCBG Max Azria e Reed Krakoff.

A cor: o branco reinou absoluto na maioria das passarelas de Nova York, mas, tratando-se de verão, um pouco de cor é sempre bem vindo. O azul e o verde – juntos, de preferência – e o laranja cumpriram o papel de alegrar a estação. Imagens de Victoria Beckham, Proenza Schouler e Narciso Rodriguez.

O look: o terno branco, que se tornou uma verdadeira obsessão para mim, tem tudo a ver com as noites de verão. Aqui ele aparece em três versões: mais moderno, da Calvin Klein; clássico e elegante, da Oscar de la Renta; e despojado, da Tommy Hilfiger.

A silhueta: as décadas de 50 e 60 voltam a aparecer por aqui, definindo a silhueta da estação. Dos anos 50 vem a cintura marcada, que evoca uma mulher mais romântica e feminina, como a de Monique Lhuillier. Já dos anos 60 vem os vestidos de comprimento mini e corte em A, como mostrado por Michael Kors. O shape reto e afastado do corpo também apareceu bastante, principalmente nas coleções de marcas mais modernas, como Alexander Wang.

O sapato: a controversa gladiadora vem maximizada nessa temporada, em versões que deixam em dúvida se são sandálias ou botas. Apareceram nas coleções de Altuzarra, Proenza Schouler e Victoria Beckham.

A estampa: esqueçam os alegres florais que estamos acostumados a ver (e vestir) no verão. Dessa vez foram as listras que dominaram as passarelas, seja nas versões mais gráficas de Marc Jacobs e Michael Kors, ou mais navy como na Tommy Hilfiger.

A animal print: apesar da onça ainda ser a preferência nacional quando se trata de animal print, é a cobra que vem aparecendo nas melhores coleções da estação, como a de Proenza Schouler e Reed Krakoff.

A beleza: maquiagem “nada”, fresh e iluminada, como pede o verão. Os cabelos repartidos no meio e com os fios bagunçados foram os mais vistos nos desfiles de Nova York. Não posso deixar de destacar a trança espinha de peixe de Tory Burch, penteado lindo e tudo a ver com a estação.

Imagens: FFW e Style.com

Por @ferdiprestes

22 de agosto de 2012

Color blocking parte III

Não faz nem um ano que o tal color blocking inundou vitrines e páginas de revistas, a ponto de não podermos nem ouvir falar no termo – quanto mais vestir a tendência – e eu já estou aqui falando na sua volta. A verdade é que as engrenagens da moda andam girando cada vez mais rápido. Mal temos tempo para nos recuperarmos de uma trend desgastada e, quando nos damos conta, olha ela aí batendo na nossa porta outra vez.
Mas, por favor, não há motivo para pânico nem desespero. Quando uma tendência volta, ela sempre traz um frescor diferente, algo que a deixe com cara de novidade para que a gente possa desejá-la novamente.

Com o color blocking não poderia ser diferente: o novo vem muito mais elegante e “cult, digamos assim. Isso porque a inspiração vem do movimento artístico Bauhaus e de alguns pintores modernistas, como Piet Mondrian, conhecidos pelas formas arquitetônicas e funcionais, pelo uso de cores primárias e do branco, pela geometria e pelo minimalismo. Para ser sincera, o novo color blocking não lembra em nada o do ano passado.

A principal responsável pela novidade é Phoebe Philo, estilista da Céline, que em sua última coleção de inverno recheou a passarela com ótimas peças com recortes coloridos.

Mas somente agora, com o aval da Vogue US, que dedicou algumas páginas da sua september issue à tendência, é que o novo color blocking deve partir para as ruas. E o que é melhor: muito mais moderno, mais bonito e mais elegante que o antigo. Concordam?

Por @ferdiprestes
Imagens: FFW e Vogue US

06 de julho de 2012

Sobre a Alta Costura e a moda que nos faz sonhar

Existem diversas definições para a palavra moda. Para alguns, moda é arte, é inovação, é transgressão. Para outros, é mercado, consumo, business. Mas também há quem diga que moda é beleza, sonho, uma forma de fugir da (às vezes) dura realidade.

Eu, particularmente, gosto muito dessa terceira definição, mas não tenho encontrado muito sonho na moda atual. Os tempos hoje são de crise, correria e muito trabalho, e, sendo assim, é perfeitamente compreensível que a moda reflita as novas necessidades da sociedade. O resultado disso é o minimalismo, o esportivo, roupas funcionais que se adaptem a todas as horas do dia, aos homens e às mulheres. Na moda atual, o sonho acaba ficando para depois.

Mas se você também é do time dos sonhadores, calma, saiba que nem tudo está perdido para nós. Duas vezes por ano, em Paris, acontecem as semanas de Alta Costura, desfiles onde alguns dos nossos sonhos se materializam em belíssimos vestidos costurados e bordados à mão, feitos com os tecidos mais preciosos do mundo e que habitam a imaginação de toda mulher.

Vestir uma dessas criações é um sonho inalcançável para a grande maioria de nós, mas, pelo menos nessas duas vezes por ano, podemos alimentar a nossa imaginação com belas imagens. E quem sabe um dia não aparece um príncipe encantado ou não somos convidadas para a cerimônia do Oscar? Bom, acho que me empolguei com os desfiles, é melhor voltar para a realidade.

Para quem quiser dar uma sonhadinha também, alguns dos modelos incríveis desfilados nessa temporada de Alta Costura:

 

Armani Prive

 

Valentino

 

Giambatista Valli

 

Elie Saab

 

Dior

 

 

Por @ferdiprestes

Imagens: FFW

30 de maio de 2012

Lançamento Louis Vuitton prêt-a-porter Pre fall 2012

Viram no instagram que ontem vim para SP, né?

Pois o motivo da viagem foi um convite especial: conferir de perto, bem de pertinho, o lançamento Pre fall Louis Vuitton na loja da Haddock Lobo.

Adorei a proposta do evento: avant premiere just for bloggers, em que as modelos transitavam entre nós e, melhor do que num desfile convencional, podíamos ver de perto cada detalhe de cada look.

Quer conferir os looks que mais gostei (em ordem de preferência)? Espia aqui:

LOOK 1: foi sem dúvida o que eu mais amei. Silhueta anos 20 (que aliás foi a inspiração dos cabelos das modelos tbm), mas com um toque de modernidade garantido pelo mix de texturas e o “descombinado-combinandíssimo” do sapato x vestido:

 

LOOK 2: Amei o tom do vestido, o mix de pele + tacha + pedras and, o que achei uma excelente idéia de styling para reproduzir em casa: maxi colar sobre gola de pele (fake). Arrasa ou não arrasa? Pra dar um charme sobre uma camisa de seda, ou cashmere de gola careca…vai dizer…?

 

 

LOOK 3: Tô apaixonada por este tom de amarelo. Ele é alegre sem ser color blocking e ao mesmo tempo neutro sem ser pastel. Além disso, o look todo está adorável, feminilidade, modernidade e elegância na medida.

 

LOOK 4: Esse vocês já devem saber que é too lady like pra mim, não? Mas morri pelos acessórios: sapato e colar.

 

 

LOOK 5: Por último, gostei do sneaker – alternativa pra quem quer se jogar na tendência mas cansou do modelo Isabel Marant inspired.

Quem tem o privilégio de ter uma loja LV na sua cidade (o que não é meu caso ;( ), vale a pena dar uma passadinha pra olhar de perto.

beijos, @recallage
fotos: Yo

13 de abril de 2012

Do backstage à passarela: M. Placeres_Donna Fashion Iguatemi

 

A escolha de Mauricio Placeres pela moda tem 2 grandes influências. Uma delas técnica, pois tendo o pai como engenheiro de produção, especializado no ramo têxtil, viveu dentro de fábricas de roupa praticamente sua vida inteira.

E a segunda, talvez mais lúdica e inspiracional, a música pois, segundo Mauricio, “você tendo uma cultura musical boa, as suas referências estéticas são muito amplas, quando você passa a ter ideia que certas coisas existem, você começa a não se contentar somente com o disponível ao seu redor, você quer o que acha mais legal, o que é mais a sua cara e o que faz você um ser singular”.

Será que deu pra imaginar a moda que M. Placeres desfilou no DFI? Bom, confere tudo aqui ó:

Nome: Mauricio Placeres

Idade: 27

Como surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la?Bom, meu envolvimento com a moda, surge de duas fontes diferentes mas complementarias, em primeiro lugar meu pai, e em segundo lugar a música.Meu pai é engenheiro de produção, especializado no ramo têxtil, fato que fez eu estar dentro de fábricas de roupa, praticamente minha vida inteira. Ao longo dos anos fui conhecendo todos os processos de confecção ao observar produções em grande escala, isso fez com que eu veja de perto as possibilidades que existiam neste ramo. Mas minhas criações começaram quando deixei de me contentar com o que via nas lojas e comecei a pedir pro meu pai montar certas peças, é ai que entra a música, você tendo uma cultura musical boa, as suas referências estéticas são muito amplas, quando você passa a ter ideia que certas coisas existem, você começa a não se contentar somente com o disponível ao seu redor, você quer o que acha mais legal, o que é mais a sua cara e o que faz você um ser singular. Minha visão da moda é totalmente funcional, tudo o que eu crio é porque me da vontade de usa-lo ou porque vejo um potencial fiel a elegância que o público quer, fusionada com a atitude que ele almeja.

Essa é sua primeira coleção? Certo? Essa seria minha terceira coleção, na verdade. Comecei em novembro de 2010 com a coleção que apresentava a marca ao público gaúcho, uma coleção que misturava cores claras e escuras, porque eu defendo que não existem as cores por temporada, você usa preto no verão e branco no inverno, é mais um tema comercial eu acho. Depois criei outra coleção no fim do ano passado, me focando nas listras, mais inspirada no lado Navy, mas sempre tendo em conta de manter uma imagem que não seja tão apegada à estação.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios? O convite surgiu de uma forma engraçada até, eu sou muito amigo do Daniel Tessler, irmão da Débora Tessler, estavamos Daniel e eu num show no Opinião, quando nos encontramos com a Débora, e o Daniel nos apresentou dizendo, “esse aqui é o cara que faz meus ternos, o Mauricio” e a Débora disse, você que é o Mauricio Placeres? no que eu respondi sim, e ela comentou, vou te querer pro próximo Donna guri. Eu fiquei surpreso e ansioso mandei meu material e esperei pra ver se seria selecionado. E fui heh.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la? A grife está no mercado, vendemos nossas peças online no site Estilo Exclusivo, e diretamente comigo sob medida, já estivemos um tempo na Loja Pandorga e fizemos uma coleção para a marca Aragana. Hoje estamos estudando a possibilidade de abrir algo semelhante a um atelier/loja.

Como você define e quais as características das suas criações? O homem de hoje, por estas latitudes, não tende a vestir-se muito bem, mas não é culpa dele, é culpa do entorno que não gera boas referencias. Além dos que não tem as referencias, temos os que vão atrás de todas as referencias possíveis e as vestem todas juntas, pra mostrar o quão ligados na moda estão, o que também não é legal, e termina sendo um grande obstáculo para que o vestir bem seja cotidiano, esse tipo de pessoa assusta aquele que esta começando a querer se vestir melhor, já que não quer ser associado a este “super mega estiloso personagem”. A modernidade nas minhas peças é sutil, basicamente é definida pelos cortes slim e por sempre usar tecidos diferentes mas não chamativos, a chave está em fazer um mix entre a ousadia e a elegância, pensar, quem certamente usaria esta peça, e como ele seria visto pelos outro? eu gostaria de ser esse cara? pronto é assim, se você produz algo que possa ser associado a pessoas que você admira acho que encontrou o caminho correto, e isso é ser funcional e moderno.

Qual o estilo do público que a grife M. Placeres objetiva atingir? O público que queremos atingir é o homem carente de opções, aquele que sabe o que quer mas não acha no mercado, e se acha não cumpre as espectativas, nos trabalhamos muito peça a peça, para que sejam as melhores e as mais singulares, nos pensamos naqueles que querem ser individuos e não fazer parte de uma grande massa, por isso fazemos peças únicas, para agradar muitos, mas de jeitos diferentes. O nosso publico é aquele que não quer passar desapercebido, mas também não quer ser chamativo, “a atidude é percebida sem a necessidade de ser demostrada”. No final nossos clientes terminam sendo nossa melhor publicidade, eles vestindo bem nossos trajes farão com que muitos outros se interessem e se aproximem as peças mais elaboradas.

E como os temas acontecem para você? Os meus temas sempre são e vão ser iguais, minha inspiração vem, das máfias, das guerras, idade média, dos movimentos sociais como Mod, Hooligan e Rude Boy, e obviamente da música, tendo isto como inspiração nunca vão faltar ideias para transformar em moda com personalidade.

Meu processo de criação é simples, depois de me focar nas ideias que vão compor as novas peças, busco referencias fotográficas do tema que mais se aproxima a minha proposta, com a referencia fotográfica posso fazer uma releitura das roupas e traze-la para nossos dias. Na alfaiataria está quase tudo inventado, não existe aquele que diz que inventou cortes novos revolucionarios ou peças nunca antes vistas, a alfaiataria tem centenas de anos, e o que vemos hoje é o resultado de muito trabalho de muita gente na história, não podemos ser arrogantes ao ponto de dizer que estamos criando coisas inéditas, tudo vem de algum lugar e nós somente o adaptamos, damos a nossa cara e acrescentamos valores de marca que terminam sendo exibidos nas roupas.

O que você acha que está faltando na moda masculina brasileira? Eu acho que o que falta na moda brasileira são ícones com bagagem cultural, formadores de opinião de verdade, que sejam escolhidos pelas pessoas e não pelos meios, o formador de opinião ele é seguido e imitado, se ele é uma criação dos meios de comunicação, ele é maleável e frágil, um dia você é, no outro não mais, o ícone real não deixa de ser de um dia pro outro, e por ser real não deixa de ser seguido. Este formador de opinião tem infinitas coisas pra falar, comentar e repassar, então você cria admiração e o segue. Falta também muita informação para o público geral, sem ter a informação previa para decodificar uma mensagem, você não consegue decodifica-la, ou pior a interpreta errado, por exemplo, uns anos atrás quando existiam os emos, eles viraram donos do quadriculado, qualquer coisa quadriculada era emo, e como as pessoas não tem outra informação previa a isso, achavam que quadriculado era coisa de emo, mas não sabem que o quadriculado identifica Rude Boys desde os anos 60 e até foi associado a skinheads. Então a falta de informação gera lacunas na moda provocadas pela má interpretação do que vemos. Outro grande problema da moda nas ruas é o medo a ser julgado, quem gosta de algum de estilo mais “diferente” do que se ve na rua, muitas vezes tem medo a ser julgado de um jeito ou de outro, e deixa de usar o que realmente gostaria por medo às criticas, mas algumas pessoas não sabem que a satisfação de usar o que se gosta e passar por cima de tudo isso faz muito bem à nossa pessoa e forma nossa personalidade.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações? Não, tento sempre ficar longe de tudo que possa me contaminar, no bom sentido, está tudo praticamente inventado, se vamos nos guiar por marcas ou estilistas contemporâneos, já estamos um passo atrás, o segredo pra mim é se focar nas raizes e interpretar tudo desde lá. Mesmo assim adimiro muito as alfaiatarias de Hugo Boss e Zegna.

O que pensa para a marca no futuro? Sinceramente pretendo ser uma referencia na moda masculina, fazer com que homens percebam que mulher adora um cara bem vestido, não é difícil ser elegante e nos torna muito mais inconfundíveis. Quero fazer com que se tenha prazer em vestir-se que o ato de comprar uma peça de roupa seja para que isso mostre algo de nos e não que seja um elemento somente para cobrir o corpo.

No backstage:

Na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Rê Callage
fotos passarela: Emmanuel Denaui
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

11 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Tarciso Bressan_Donna Fashion Iguatemi

Os homens vão agradecer. Neste último DFI, Tarciso Bressan debutou sua marca de roupa masculina, bem como homem gosta. E muitas vezes procura e não acha.

Não são pirações, abstrações ou moda só pra ver. Tarciso Bressan tem como foco o que é comercial, porém bem feito, bem elaborado, bem pensado e com influência em temas como o design e a música. Homens (ok, mulheres também), take a look:

Nome: Tarciso Bressan

Idade: 28

Como surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la?

Junto com meu sócio, ao observarmos a carência de boas marcas de moda masculina no mercado gaúcho e até nacional e na vontade de ter um negócio próprio voltado pra moda. O jorge cuida de toda a comunicação, cria etiquetas, estampas, ilustra e eu crio todas as peças, escolho materiais e acompanho todo processo. Quando concluímos que juntos tínhamos tudo o que precisávamos, começamos o projeto.

Essa é sua primeira coleção? Certo?
Sim, a primeira. O Donna será o ponto de partida da marca.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios?
Conheci a Debora enquanto discotecava em um evento e trocamos uma idéia. Depois disso, contei a ela que eu era designer de uma outra marca gaúcha e ela me propôs apresentar uma coleção autoral. Já estava com o projeto de uma marca em andamento. Não hesitei, pedi demissão do antigo emprego e iniciei a Tarciso Bressan.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Ainda não, as peças só serão comercializadas após o evento.

Como você define e quais as características das suas criações?
Crio roupas de verdade. Procuro fazer o comercial bem feito, bem elaborado, bem pensado, com grande influência do design e da música, busco inspirações em coisas que já vivi e aplico todas essas influências nas peças. Sou rígido na escolha dos materiais imagino sempre algumas pessoas usando as peças quando estou criando. Gosto de brincar com detalhes e com cores, quero peças impecáveis sempre. Uma peça precisa ser bonita por fora e por dentro para ser linda. Sem bons acabamentos, não existem boas peças. O Segredo é virar do avesso, uma peça só ee bonita se for por dentro e por fora.

Qual o estilo do público que a grife TARCISO BRESSAN, objetiva atingir?
Crio para homens que pensam como eu. Ligados em música, em design, em novidades, homens que sabem como e porque se vestem de tal forma. O meu público é a galera que deixou de usar camiseta estampada, mas não se sentiria bem dentro de um terno. A pegada é jovem, atemporal, divertida, mas acima de tudo, bebe da alfaiataria e prima pela elegância. Não quero ser mais uma marca que cria para seus amigos. Claro que quero que meus amigos usem minhas roupas, mas quero ouvir quem não me conhece, quero criar pra quem não sabe quem eu sou. Quero atrair as pessoas através do meu produto e não pela minha amizade ou simpatia.

Depois de um tema escolhido, como é sua pesquisa por materiais?
Começo a prestar atenção em qualquer coisa que eu ache interessante, independente de poder ou não usá-las nas roupas. Depois faço uma associação de materiais com o que é possível usar, traduzo bem as cores para os tecidos, vasculho todas as lojas, contato todos os fornecedores e só começo a criar após ter total segurança dos materiais que serão usados.

E como os temas acontecem para você?
Costumo dizer que os temas de coleções acontecem de dentro pra fora. Temas e inspirações não chegam até sua cabeça, eles brotam de sua cabeça. Você só consegue desenvolver uma coleção em cima de um tema se você ja vivenciou aquilo, se sabe que cheiro tem, que gosto tem, como se manifesta e onde vive. Não sei dizer como eles acontecem e nem em que momento acontecem. É natural, quando vejo, já estou trabalhando em cima de um tema e esse tema nem tem nome ainda.
O que você acha que está faltando na moda masculina brasileira?
Marcas bem definidas para um público de bom gosto. As marcas brasileiras ou fazem roupas para meninos ou roupas para os pais dos meninos. Minha marca não tem camiseta estampada e não tem ternos escuros. Acho que falta um pouco de seriedade no street e um pouco de sorriso na alfaiataria nacional.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações?
Sim, sempre vejo novidades de marcas/estilistas que eu tenho uma grande admiração. Martin Margiella, Dirk Bikkembergs, Dries Van Noten, Yohji Yamamoto, Rei kawakubo. Mas não sou bitolado, costumo abominar fashionismos, informação de moda é essencial, banalização da moda é um saco.

O que pensa para a marca no futuro?
A idéia é atingir o público que se identifica com a marca aqui em Porto Alegre. O primeiro passo está sendo dado, já recebi várias encomendas de uma única peça que saiu em um ensaio do Donna ZH, isso é bom, mostra que o caminho é esse. Óbvio que queremos vender, eu sou um negociador, precisamos sustentar a marca com ela mesma e não com outros negócios. Eu atuo em diversas áreas, mas gosto de manter cada uma no seu nicho. A marca está começando, sinto uma energia bo

No Backstage:

Na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

09 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Nara Lisbôa_Donna Fashion Iguatemi

Hoje não tem retrato da estilista aqui porque ela mora na França. Seu desfile foi possível graças a contribuição de amigas queridas e da sua filha Mariana Pesce, a querida Mariba, estilista da Remodê que logo mais vocês também vão ver nesta seção.

A Nara é multi. Ela é cantora, compositora, artista, tricoteira, estilista (mais pela necessidade que temos de criar títulos do que propriamente pela forma como se vê, se é que entendi bem) e de tudo o que já fez na vida, acho que a única página realmente virada é a dos tempos em que Nara Lisbôa preenchia “publicitária” nos formulários em que a pergunta pedia “profissão” como resposta.

O fato é que ao acaso ou não, de uma forma ou de outra, e somando toda a riqueza que tem dentro de si, Nara tem feitos lindos tricôs que nos deixam em dúvida se a obra de arte em questão pode ser só um blusão quentinho.

Acho que no fim das contas, os tricôs da Nara refletem tal e qual a diversidade, a soma e a liberdade da pessoa que ela é, que escolheu ser.

Uma pena não ter encontrado com ela por aqui, pra ter esse papo pessoalmente, mas que nem por isso deixamos de conseguir:

Nome: Nara Lisbôa
Idade: 61 anos
Quando surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la? Essa é sua primeira coleção? Certo? As coleçoes são sempre agregadas de novas peças pois não faço moda. Meu tricot é mais estilo de vida. Comecei a chamar de coleçao em 2008.
Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios? Eu estava no Brasil no verao e participei do I° Coletivo Criativo, em dezembro. Meus tricots passaram a ter um pouco de visibildade e ai veio o convite.
A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la? Sim. Através do site www.naralisboa.fr e através da Mariana Pesce, da Remodê, que é a nossa representante fora da França.
A gente sabe que você também é cantora, estilista é sua nova profissão ou um projeto paralelo?
Sou artista. Cantar e compor foram minhas primeiras manifestaçoes, depois o desenho, bordado, tricot, ainda na infância. Uma coisa não interfere na outra. Canso de começar a compor enquanto faço tricot. Estou também escrevendo um livro há anos e se der tempo ainda, gostaria de me dedicar ao desenho de novo. Cinema também não esta fora de possibilidade. Quanto mas coisas a gente faz, mais a gente tem tempo. Temos a eternidade pra descansar.
Seus tricôs são peças muito diferenciadas. Eles são desenvolvidos como expressão artística ou moda, tipo one of a kind?A única coisa que eu NÃO penso quando começo uma peça é na moda. Acho que é expressão artística com utilidade e conforto pra gente livre.
O que pensa para a marca no futuro? Não sei mesmo, não gosto muito de criar objetivos , prefiro observar os sinais, pois não quero entrar em nenhum tipo de gincana existencial. Deixei uma carreira de quase 30 anos em propaganda para me dedicar à arte, cheia de liberdade e paz e é isso que vou continuar fazendo. O resto é fisica quântica! A gente materializa tudo que pensa.

Já no backstage a gente tem um highlight do que vai ver depois, né?

Mistério revelado, Nara Lisbôa enche de cor e textura a passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Rê Callage
fotos passarela: Emmanuel Denaui
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

05 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Eduardo Nipper_Donna Fashion Iguatemi

A marca Eduardo Nipper debutou neste DFI. Foi a primeira coleção, recém chegado de 3 anos estudando em Buenos Aires, que Eduardo assinou do início ao fim, em todos os detalhes, da criação ao styling.

Mas não é trabalho de principiante. As “formas geométricas, o recorte na modelagem, as sobreposições, volumes, cortes e vazados” – tudo com delicadeza minimalista, como ele próprio define como principais características de suas criações, resultaram numa boa mistura, linda de ver e pronta pra desejar.

Confere o nosso papo e a cobertura do Pink, do backstage à passarela:

Nome: Eduardo Grosze Nipper

Idade: 24 anos

Como e quando surgiu a marca?
Sempre criei peças, mas a marca e o seu conceito em si surgiram quando eu ainda morava em Buenos Aires. Vi que fazia falta um direcionamento, um conceito forte, que definisse bem quem sou como estilista, dar uma identidade para a aquilo que eu criava, e assim surgiu a marca Eduardo Nipper.

Essa é sua primeira coleção?
Sim, é minha primeira coleção pessoal, onde defino 100% todos os detalhes, desde a criação e confecção das peças, como o styling e detalhes do desfile.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios?
Já conhecia o projeto, mas só fui apresentado para a Débora Tessler no começo do ano, pelo beauty artist e amigo, Diego Marcon. Eu estava recém voltando ao Brasil, depois de 3 anos estudando em Buenos Aires, e na época troquei uma breve idéia com a Débora, apresentei meu portfólio, e uns meses depois chegou o convite, que foi aceito na hora!

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Por enquanto o contato com os clientes se dá pessoalmente, tanto quanto pelo meu site (eduardonipper.tumblr.com), por Facebook, ou telefone (51 – 78145758)

Qual o estilo do público que a grife EDUARDO NIPPER, objetiva atingir?
Essa coleção é exclusivamente feminina, porém a marca também cria para o público masculino. Portanto, a marca tem um público amplo, jovem, que busca algum tipo de exclusividade e diferenciação. Mulheres fortes porém femininas, sem medo de inovar e se destacar.

Como você define e quais as características das suas criações?
Minhas criações são geralmente muito geométricas, trabalho muito com o recorte na modelagem, criando sobreposições, volumes, cortes, vazados, porém tudo com uma delicadeza quase minimalista. Também brinco muito com o contraste, principalmente de materiais, o leve com o pesado, o armado em contraposição ao fluído, mas sempre tentando deixar as peças muito frescas e joviais.

Depois de um tema escolhido, como é sua pesquisa por materiais?
Os materiais entram no processo criativo muito cedo, quase junto com a concepção do tema. Assim que tenho o conceito bem definido, busco tudo o que possa alimentar o processo criativo: imagens, sons, texturas, e tudo isso ajuda a entender melhor qual a materialidade perfeita para a coleção, como tecidos, estampas, aviamentos. Uma das características da marca também são as novas texturas que se podem realizar em determinado material, não usar sempre o tecido de maneira “crua”, e sim dar novas formas a ele.

E como os temas acontecem para você?
Sempre busco trabalhar com algo que de alguma maneira me emocione, me deixe apaixonado, porém sou muito aberto quanto a escolha de inspirações. Tudo a nossa volta pode se tornar uma fonte de inspiração e pesquisa, mas me interesso muito pela arte, pela arte vanguardista, arquitetura, objetos antigos, e culturas de diferentes países, por exemplo.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações?
Não sei se inspirar, mas algumas marcas e estilistas tem mais a ver com aquilo que eu busco e me identifico, como por exemplo Ann Demeulemeester, Phillip Lim e principalmente Dries Van Noten. Das marcas nacionais, gosto muito das marcas cariocas, e me identifico muito com a estilista Giulia Borges.

O que pensa para a marca no futuro? Estamos melhorando a maneira de contato com a marca, através da página, e também pretendo vender as peças em alguma loja física, pra ter um contato mais direto com o público.

No backstage:

e na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

04 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Carlos Bacchi_Donna Fashion Iguatemi

Sabe aquela música do Lulú (Santos) “eu vejo um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera”? Pois enquanto eu pensava aqui, no escrever a respeito do Carlos Bacchi, essa música fica tocando na minha cabeça.

Loucuras à parte, faz todo o sentido. O Carlos Bacchi faz parte do que acredito ser uma nova geração de profissionais de moda e do que seja o seu futuro (ou o caminho mais promissor).

Alguém que enxerga que sucesso é igual a pesquisa, estudo e trabalho duro. Que se inspira não apenas nos produtos dos renomados estilistas, mas na sua forma de trabalhar. Que está sempre buscando melhores formas de representar, na sua criação, o lugar em que vive e que é sua inspiração.

Em sua quarta coleção, Carlos desfilou neste Donna Fashion Iguatemi a marca que leva seu nome e foi uma linda surpresa.

Confere aí o “papo” que a gente bateu com ele, e nossa cobertura do backstage à passarela.

Nome: Carlos Bacchi Filho
Idade:24 anos
Essa é sua primeira coleção?
Não, está é a quarta. A primeira foi a Chamalote, que comercializei para amigas. A segunda, Lineum, vendi na Loja Pandorga e a terceira chamada Gobelin está a venda na loja Lua Galeria Pop Up Store.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios?
Atraves da Débora. Ela conheceu meu produto e acabou rolando o convite para a seleção do Entremeios.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Sim. Hoje, vendo na Lua Galeria e no meu atelier, em Ana Rech, Caxias do Sul.
·
Você tem um trabalho autoral, produzindo peças exclusivas e com materiais delicados. Como é a pesquisa para a escolha desses materiais?
A procura por novos materiais não da trégua. Visito regularmente várias lojas, armarinhos, representantes. Quando viajo, é uma das principais atividades. Minhas paixões são fibras naturais e técnicas artesanais, tanto de tecelagem como tingimentos. Esse tipo de materiais sempre terá minha preferencia.

Segue alguma linha para inspiração de suas peças? Quais?
Sim. A natureza é minha constante inspiração. Adoro plantas e animais, suas cores e formas. Paisagens. O lugar que vivo me serve diáriamente como inspiração, e tento refletir no produto todos os aspectos destas sensações.

O que você acha que está faltando na moda feminina brasileira?
Essa é difícil. Faz menos de um ano que tenho minha marca, e meu trabalho e reconhecimento ainda é regional. Comparando com tudo que vi no tempo em que morei fora, só me resta responder investimentos.
A forma como se ve a moda aqui no Brasil ainda está em desenvolvimento – não só a moda, o país como um todo. Vemos pelas campanhas, pelas semanas de moda, pelas apresentações e até mesmo pelas coleções que ainda temos um pé no freio. O investimento na moda aqui é contido, talvez por uma questão cultural.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações?
Tenho vários ídolos na moda. Olho todos os desfiles, todas as coleções, baixo todos os videos e estudo bastante. Não me inspiro nos produtos apenas, mas na forma de trabalhar. Do pouco que já vivi e aprendi, admiro muito Miuccia Prada pelo processo de desenvolvimento das coleções, tanto para Prada como Miu Miu. Ninguém na moda entende o mundo, política e história como ela.Quanto a produto, técnicas e modelagem, nao posso deixar de citar Alexander McQueen, Gareth Pugh e Lanvin como meus prediletos. Proenza Schouler também, acho demais.

O que pensa para a marca no futuro?
Meu maior desejo atual para a marca é manter o que já está acontecendo. Aos poucos, consigo desenvolver todas as minhas vontades e trabalhar apenas com o que me faz feliz. Não tenho pretensões muito grandes, e não vou “dar o passo maior que as pernas”. Quero que a marca seja reconhecida pela qualidade e quero ser merecedor do que eu conquistar.

No backstage:

 

e por fim, na passarela:

 

beijos, @recallage

fotos do backstage: Marco A. F.
fotos da passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

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