Pink About It

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20 de julho de 2012

Desvendando a bossa carioca

Já revelei aqui o meu amor por Paris e pelo estilo das parisienses, mas a verdade é que o meu coração é grande e nele cabem muitas paixões. Além de Paris, também sou completamente apaixonada pelo Rio de Janeiro e pelo lifestyle carioca.

Não sou nenhuma rata de praia, não curto esportes radicais, nem sou uma sumidade no samba, mas há algo no ar dessa cidade – e no estilo dos seus habitantes – que me encanta. Talvez seja a chamada “bossa”, o equivalente carioca ao je ne sais quoi parisiense. Mas, afinal, que bossa é essa? O que é esse algo a mais que torna o estilo das cariocas tão único?

Para entender o estilo de se vestir dos cariocas, é preciso antes entender o seu estilo de vida. Ruy Castro, jornalista e escritor, diz que “por esse jeito de ser do carioca, leia-se, entre outras, uma recusa quase carnívora a se levar muito a sério, uma combinação de tédio e deboche diante de qualquer espécie de poder e, não por último, uma joie de vivre que desafia os argumentos mais racionais”.

Esse jeito de ser está representado na maneira como a carioca se veste. Descontração, cores e estampas são palavras-chave nos seus looks. Ela é livre e demonstra isso nas suas roupas: nada de salto ou peças justas demais, o conforto está acima de tudo. Mas não pense que a sua sensualidade fica para trás em nome desse conforto. A carioca sabe como ninguém aliar as duas características. E, assim como a parisiense, o seu principal segredo está em criar uma moda própria, totalmente sintonizada com a vida que leva e com a cidade em que vive.

Para nós, não-cariocas, resta olhar, admirar e se inspirar. E para quem deseja adicionar um pouquinho de bossa ao seu estilo, há esperança, pois – segundo Ruy Castro – “um carioca jamais poderá ser suíço, mas talvez até um suíço possa se tornar carioca, se o Rio tiver tempo para seduzi-lo e, no bom sentido, corrompê-lo”.

Tem como não amar?
Por @ferdiprestes
Imagens: RIOetc

09 de março de 2012

Glamour, Diana Vreeland

Bons livros são o tipo de dica que adoro dar (e receber tbm, viu?!)

Se for de moda, então (e quase sempre é), amo mais ainda!

Hoje a dica é para quem curte história (recente) da moda e fotografia : Glamour de Diana Vreeland.

Não é um livro de leitura, aliás, de suas 207 páginas, pouquiíssimas contém textos.

No entanto há fotos históricas lindíssimas de musas como A. Hepburn, Greta Garbo – tipo assim – além de alguns poucos mas significativos textos, que contam sobre como a ex-número 1 da Vogue Americana (que tbm teve passagem pela Harpeer’s Bazaar) transformou a revista no símbolo fashion que é até hoje.

Daqueles livros que valem a pena adquirir para apreciar boas imagens e entender um pouquinho mais deste tema que a gente tanto ama.

beijos, @recallage

foto: Gabi Mo.

03 de fevereiro de 2012

Once upon a time…

ou em português,”Era uma vez”…

…uma menina muito, mas muito inteligente chamada Camilla Morton, que teve uma linda idéia – sobre qual vou falar agora pra vocês.

Camilla Morton* é a escritora de uma série de “Fashion Fairy Tale Memoir”, (não há tradução exata, é algo como Contos de Fadas Fashion ou,.. quem se arrisca a uma tradução melhor?) escritos no formato clássico, iniciado pelo tradicional “Era uma vez”, porém, as histórias narradas em cada um destes livrinhos é a biografia de grandes designers, importantes nomes da moda.

Quem tava achando que era brincadeira, não não, é assunto bem sério, já viu, né?

Manolo Blahnik e Christian Lacroix são dois dos designers que já tem suas histórias publicadas nestes livros.

Dia desses, passando rapidão na livraria Cultura, vi esse exemplar perdido e não resisti – olha porquê:

 

 

Foi delícia quando cheguei em casa e fui ver com calma minha aquisição. Os livros são lindos, a biografia desses designers é narrada de forma muito gostosa de ler, sem falar num detalhe importantíssimo que quase esqueço de contar: as ilustrações dos livros são feitas pelos respectivos estilistas. L-i-n-d-o d-e m-o-r-r-e-r!

Amigas apaixonadas por moda, aviso: não há como não querer colecionar!

A quem interessar possa, comprei o meu na livraria cultura e paguei R$ 55,00 pela versão em inglês (não achei versão traduzida para língua portuguesa).

beijos, @recallage

*Camille Morton, a autora, pra resumir seu extenso e incrível currículo, é fashion writer e entre outras mil coisas incríveis, já foi runaway reporter para Vogue.com, escreveu para várias revistas – como W Magazine e Harpers Bazaar e já escreveu 4 livros.

10 de dezembro de 2011

“É tudo tão simples”

 

 

Foi assim: estava em Congonhas, esperando o vôo SP-POA às 22h de uma terça-feira, depois de ter praticamente virado a noite anterior, ter perdido o primeiro vôo de ida pra essa cidade de manhã cedo e, ter tido um dia ótimo, mas beeem corrido em São Paulo.

O plano A, depois de ter cochilado no taxi à caminho do aeroporto (o táxista me acordou com um “psssiu” – how cute!?) era chegar no avião, colar um bilhete no peito dizendo “aeromoça, por favor me acorde em Porto Alegre” e dormir (quase) eternamente.

Mas passei em frente a livraria e avistei o livro novo da Danuza Leão, “É tudo tão simples”. E como amei “Quase tudo” (o livro anterior dela), não resisti e comprei, para ler depois.

Comecei a leitura na espera do embarque que, a essas alturas, já pensava: infelizmente não atrasou…

O avião estava vazio e seria perfeito deitar em 3 poltronas só minhas, mas fiquei sentada sem nem recostar o assento o vôo todo e, quando vi, aterrisamos e o livro estava em suas últimas páginas. Nem pestanejei.

Eu adorei e quero recomendar a leitura (embora não seja uma leitura sobre moda, como geralmente é), mas sob algumas condições:

Não é uma leitura fácil. Quer dizer, ler é suuuper fácil, gostoso, o livro é bem humorado e bem escrito, mas é que nesta espécie de guia de etiqueta da vida moderna, Danuza dá dicas para simplificar a vida, viver de forma mais leve e prática, o que acredito, seja coisa que todas nós desejamos.

No entanto, muitas destas dicas eu, aos 31, não me sinto apta a aderir. O motivo é muito simples, estou no que ela chama de segunda fase da vida e, pessoalmente, acho que estou no momento de complicar as coisas, pra daqui a pouco aprender e começar a simplificar.

Outras dicas acho que não, independemente do quanto viver, não vou querer aproveitar.

De qualquer forma, vale muito a leitura, a experiência de seu senso de humor refinado e até suas manias engraçadas . Se estiver de bobeira neste final de semana, vale!

Danuza e sua vida incrível, com passagens das mais fantásticas até as mais tristes (se vc não conhece a história vale muito ler “Quase tudo”), é como aquela amiga mais velha que te diz: “calma, se for pra será” OU “não esquente a cabeça com isso agora, nada como um dia após a outro e daqui a pouco vamos rir de tudo isso” -mesmo que de uma forma menos cute e mais imperativa, sabe assim?

beijos de bom final de semana, @recallage

P.S.: Me desculpem se eu estiver falando muito sobre livros, mas é que minha filhota está com 2 aninhos, fofíssimamente mais independente, o que tem me permitido gastar um tempo maior com essa paixão que é a leitura, e vocês sabem, quando gosto, divido!! ;)

foto: Gabi Mo

22 de novembro de 2011

10 dicas de styling by “A Parisiense”

Estilo. Eis um tema que AMO, e vocês já devem ter percebido aqui, tanto pelas dicas que pesquiso e posto a respeito, quanto pelos bons livros que coleciono e também pelas imagens de street style (outra paixão) que estão diariamente no Pink, nos posts que venho chamando de “Hoje eu queria sair assim”.

Acho fascinante andar por todos os lugares observando pessoas, suas idéias e expressões através daquilo que vestem. Muito mais do que qualquer desfile. Do que uma semana de moda inteira.

Nada é mais inspirador do que alguém com muito estilo pessoal.

Pois estes tempos (acho que há umas 2 edições atrás) li na Vogue, na coluna de Contanza Pascolatto, sobre o livro A Parisiente O guia de estilo de Ines de Le Fressange e fiquei muito curiosa, muito afim, mas achei que demoraria um bom tempo até que publicassem a versão em português.

Pois ela acaba de sair e já se encontra nas livrarias, e ontem a noite comecei a d-e-v-o-r-a-r. Sabe aquela coisa boa de querer economizar o livro pra que ele não acabe?

Bons guias de estilo não são fáceis de achar mas esse é imperdível.

Com dicas de beleza, estilo e decoração, muito fáceis de seguir e de um bom gosto simples porém refinado e, ainda, bons endereços de uma insider de Paris.

Um dos pontos altos do livro que divido com vocês hoje aqui, são 10 dicas simples de styling que podem mudar a sua vida, que Ines diz que são suas “10 melhores idéias, da menos arriscada à mais ousada“, pra você descombinar com classe e evitar o tipo boring “moça arrumadinha”

Agora me fala, como não amar? Hoje testei e aprovei a produção número 4!

Beijos, @recallage.

27 de junho de 2011

Para ajudar na construção do tão desejado estilo pessoal.

Quem está sempre comigo aqui, sabe que o Pink About It adora um bom livro de moda.

E sabe também que “adoramos” – me refiro a mim e meu botãozinho rosa – falar dos efêmeros da moda como tendências, key items, o que está inn no street style, etc, etc, etc.

O que não tenho certeza se já falei, e, caso tenha falado, não sei se dei a real noção da representatividade que o tema tem para mim, é o estilo pessoal.

Estou constantemente tentando ler nas pessoas, cujo estilo admiro, qual a história que está por trás das roupas que elas usam (?), ou, o quê aqueles acessórios falam a seu respeito (?), e por aí vai.

É lógico, porém, que tem gente que, embora use num único look toda a nossa wish list das últimas coleções, não “diz” nada. E é por isso que este assunto é tão interessante, tão fascinante, ao menos pra mim.

Segundo Donna Karan, na minha humilde tradução, “Estilo pessoal é algo que vem com a pessoa. É quando uma mulher, sua individualidade e espírito, vem junto. Ela usa roupas que expressam quem ela é e como se sente”.

Já Domenico Dolce e Stefano Gabbana concordam que “Estilo é personalidade. É ter a habilidade de olhar para as coisas além da moda, e a auto-confiança para transformar até mesmo a coisa mais simples em algo especial. É uma qualidade natural que você não pode aprender e não há regras a seguir.

Sabe de onde tirei isso?
Da dica que vou dar hoje. De um livrinho bacanérimo que comprei na Pop Up Store lá na Bienal, durante a SPFW: Harper’s Bazaar Fashion – Your Guide to Personal Style.

São 205 páginas que abordam todas as questões relacionadas a formação do seu estilo.

São exemplos de grandes ícones de estilo da história (para inspirar), dicas de que roupas funcionam no seu corpo, como montar um guarda-roupas que funcione e mais. E tudo isso com ilustrações, fotos, croquis.

Quem se interessa pelo tema, pode adquirir o livro pela Amazon aqui LINK, pois não encontrei em livrarias nacionais.

Bora trabalhar nosso estilo pessoal?

Só vale lembrar que estilo pessoal é uma construção. Assim como o nosso é alimentado de várias referências e passagens de nossas vidas, e está em eterna transformação, não será neste único livro que vamos aprender tudo a respeito. Mas é mais uma bibliografia para os nossos estudos a respeito, neste constante processo delicioso que nós (?) tanto amamos :)

E falando em Harper’s Bazaar, para quem ainda não sabe, a publicação nacional sob o mesmo título é esperada para o final de novembro. E nossa, já estamos quase lá!

beijos, @recallage

08 de junho de 2011

Nos bastidores da moda

Finalmente, recebi agora, em casa, o livro Backstage, de Gustavo Malheiros e estou in love <3!

A CAPA

Todas as fotos do livro são P&B, e todas elas são flashes sem pose e super despretensiosos, de grandes models como Gisele Bundchen, Alessandra Ambrósio, Isabelli Fontana – lá no inicinho de suas carreiras – em muitos backstages de desfiles.

Gisele Bundchen e Alessandra Ambrosio

Gianne Albertoni, Alessandra Ambrósio e Fernanda Tavares

Fernanda Lima

O livro é bárbaro. A ausência de portraits e o registro em preto e branco, criam uma atmosfera que faz a gente sentir como se estivesse lá, como um voyeur.

Como bem disse Glória Kalil no prefácio do livro “(…) O espetáculo da beleza em descanso, em distração, é tão bonito e até mais emocionante do que ver essas garotas transformadas em estátuas inatingíveis de poder, desenvoltura e encantamento, sob a luz dos refletores e flashes.”

Sem falar que parte da história da moda brasileira está registrada nele.

Eu super recomendo, esse que não é mais um table book de moda, só pra fazer bonito na mesa de centro da sala. É a experiência de estar nos bastidores, vendo sob um ponto de vista privilegiado, aquele espetáculo que a gente tanto ama.

beijos, @recallage.

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