Pink About It

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09 de novembro de 2012

Ser saudável está na moda

Kate Moss, eu te amo e sempre vou te amar, mas aquela imagem da mulher esquálida, embriagada e com a maquiagem borrada não cola mais. Emanuelle Alt, a sua Vogue é a minha preferida, mas os seus editoriais com mulheres fumando já não passam mais a ideia de glamour de outrora. Os tempos são outros e a expressão “geração saúde” nunca fez tanto sentido quanto agora.

Por incrível que pareça, a moda, que sempre foi considerada uma tirana defensora dos maus hábitos, se tornou uma das principais vozes em favor da saúde. As modelos continuam magras? Sim, muito. Mas veja como a magreza atual é muito mais saudável, privilegiando os músculos ao invés dos ossos. O corpo perfeito do momento é resultado de atividades físicas e alimentação saudável, e não mais de uso de drogas e falta de comida.

A figura da “mulher vampira”, pálida e com olheiras, que parecia não sair de casa durante o dia, também não agrada mais. A beleza agora pede pele corada e até bronzeada, “cara de saúde”, como diriam nossas avós. Até a expressão blasé, tão característica do mundinho da moda, está démodé. O sorriso está liberadíssimo e é muito bem-vindo, pois, cada vez mais, ser de verdade está na moda.

Duvida? Basta olhar para as modelos ícones da atualidade. Não são mais meninas de 14 anos, com o corpo ainda em formação. São mulheres – muitas delas mães – com curvas, carne, ossos e músculos reais, esbanjando saúde. Seus corpos são invejáveis, mas não inalcançáveis, o que as torna realmente modelos – no sentido literal da palavra – para nos inspirarmos.

Então, meninas, preparem-se: as fotos abaixo são fortes, mas não é para ninguém entrar em depressão. Vamos encarar como um estímulo para levarmos uma vida mais saudável e, consequentemente, nos aproximarmos desse tal de corpo perfeito, combinado?

E que venha o verão!

Por @ferdiprestes

Imagens: Vogue UK, Vogue US, Vogue Itália, Elle Brasil e Vogue Paris

16 de outubro de 2012

Sobre estilo, inspiração e je ne sais quoi : Aurelie Bidermann

Tem essa designer francesa de jóias que é uma super inspiração pra mim.

O nome dela é Aurelie Bidermann e pra falar o mínimo, e tentar apresentá-la o suficiente, posso dizer que já colaborou com designers como Proenza Schouler e Jason Wu e tem Sofia Coppola como cliente, por exemplo.

Mas isso é realmente o mínimo (por que ela é realmente o máximo). E olha ela aí:

Suas criações são primorosas, diferentes de tudo, de uma simplicidade única, mas que ainda assim parece ser que tudo o que a gente deseja.

O que trouxe Aurelie ao Pink hoje foi esse vídeo. Simples e lindo como as suas criações, com peças que desejei uma a uma e todas juntas ao mesmo tempo.

Alguém não?

Beijos, @recallage

imagem: Vogue Fr
vídeo: http://aureliebidermann.com

03 de outubro de 2012

Sobre a inspiração

Escrever – em blog, revista, livro, profissionalmente ou como hobby – não é tarefa fácil. Além de ter que lidar com as críticas, suas e dos outros, você tem que aprender a contornar suas crises criativas. Acredito que isso ocorra com qualquer pessoa que tenha uma atividade de criação, mas vou usar o meu caso com a escrita para exemplificar o que quero dizer.

Escrever posts aqui para o Pink às vezes é muito fácil, basta ver uma imagem que as frases vêm prontas para a minha cabeça e daí é só correr para botar no papel. Mas tem vezes que o papel e eu ficamos nos encarando por horas, com a minha cabeça tão em branco quanto ele. Bom, é nesses momentos que eu tenho que recorrer a alguns artifícios que funcionam como inspiração para mim para qualquer coisa, não necessariamente relacionadas com escrita ou com moda.

Um desses artifícios é o livro My Wonderful World of Fashion, um livro lindo, que num primeiro momento parece infantil, mas que serve para qualquer pessoa que queira se desligar do mundo e soltar a imaginação. O livro é todo feito com ilustrações e lhe sugere algumas atividades criativas, como o desenvolvimento de uma estampa ou que você desenhe um chapéu.

Outra coisa que eu gosto de fazer para me inspirar é olhar fotos antigas, tanto da minha família, quanto fotos de moda vintage. Eu acho que a gente sempre pode aprender alguma coisa nova com o passado e temos aí uma fonte infinita de referências. Para quem escreve, também é muito importante ler bastante, assim você aumenta o seu repertório de palavras, entra em contato com estilos diferentes de escrita e ganha mais segurança para fazer os seus textos. E outra dica fundamental é ter sempre em mãos um bloquinho de anotações, pois as ideias não têm hora para chegar.

Mas e o que isso tudo tem a ver com moda? É simples: nós podemos buscar inspiração em qualquer parte e para qualquer coisa, até mesmo para montar os nossos looks do dia. É claro que para isso contamos com a ajuda dos blogs e revistas de moda, que nos dizem o que é tendência e até nos sugerem o que podemos combinar com o que, mas a informação ali está pronta, não temos que usar a nossa criatividade. O exercício que eu proponho é que a gente busque inspiração para nos vestirmos em coisas que, aparentemente, não tem a ver com moda. Vocês já pensaram que um quadro pode nos dar a ideia de uma cartela de cores para montarmos um look, por exemplo? E que ouvir uma música animada ao acordar pode nos inspirar a vestir uma roupa bem colorida?

O que eu quero dizer é: leiam revistas e blogs de moda, mas não deixem de beber em outras fontes. Quanto mais referências diferentes trouxermos para nossas vidas, mais interessantes ficarão nossos textos, nosso trabalho e até a nossa maneira de se vestir.

Por @ferdiprestes

Imagens: reprodução

01 de outubro de 2012

Tradição para chamar de sua

Não é a primeira vez que artefatos de couro personalizáveis, de marca tradicional, caem nas graças e viram hit, como se tivessem acabado de ser lançados.

Resgatar o tradicional está definitivamente na moda, tanto quanto encontrar pequenas/grandes marcas com longa história de vida e produtos artesanais de qualidade inquestionável. Tornar-se único é uma obsessão dos tempos modernos. E quando a exclusividade está associada a algo feito especialmente para si, e parece antiga como se tivesse sido herdada há gerações, score! – nos dias de hoje parece ser tudo o que se quer.

Foi assim com as bolsas da Cambridge Satchel, “britânica da gema” que virou objeto de desejo entre os fashionistas e circulou pelos centros mais badalados da Europa, em tons que vão dos metalizados (dourado e prata) ao fluo, passando pelos neutros, alguns destes modelos ainda decorados com as iniciais do seu dono.

Agora a bola da vez é outra marca igualmente britânica, que tem a cara do novo embora esteja no mercado desde 1887.

Ícone de sofisticação, com marcas registradas como a personalização e os produtos em couro com ampla cartela de cor, a Smythson vem fazendo sucesso com itens como o notebook de dizeres divertidos, como este a venda no e-commerce da Barneys NY.

 

 

Sonho de consumo de quem quer tradição para literalmente poder chamar de sua.

 

Lembram da investigação a respeito da sobreposição de bolsinhas? Pois não sosseguei até encontrar a origem e algo me diz que a Smythson, seus notebooks, porta-gadgets e clutchs minimalistas, tem TUDO a ver com isso.

Beijos, @recallage

27 de setembro de 2012

O mundo encantando de Acessorize

Let’s go back to London.

Sempre pensei como a Acessorize conseguia ser tão competente (?). Sério, acho um case.

Ok, a origem britânica já explica muito sobre isso, mas ficava pensando como conseguia estar em tantos lugares do mundo e, em todos eles – com suas diferentes culturas – ser tão desejável e desejada.

Na última estada em Londres com o Fhits tivemos a oportunidade de visitar o mock up room do grupo Monsoon (composto pelas marcas Monsoon Ladies, Monsoon Children, Monsoon Baby, Monsoon Home e Accessorize) e pude matar minha curiosidade.

“Abre parênteses”, não preciso dizer que foi frisson entre a turma de bloggers adentrar no mundo encantado de Acessorize?

Minha amiga Dê Gebrim, queen quando o assunto é acessórios.

Nice pic com Lalá Noleto e Camila Coelho =)

Blond beauty: Paula Martins e Nati Vozza

AMO em caps lock, Jú Ali

De minha parte, porém, o que mais chamou atenção – fora a coleção que estava linda – foi o profissionalismo da rede. Imaginem uma big-big sala, com todos os produtos da coleção, organizados da forma como eles estarão nas lojas? Até as vitrines, estão lá, meticulosamente montadas para que as unidades ao redor do mundo possam, com uma ou outra adequação, seguir o padrão.

Fiquei ainda mais fã. Bacana, né?

Beijos, @recallage
Fotos: Victor Fernandes

27 de setembro de 2012

Original Beauty that is modern forever

Nem estava programada pra escrever sobre isso hoje, mas ter um blog (e não ter um chefe) é bom por isso: poder se deixar levar e investir o tempo naquilo que repentinamente nos atrai…
Então eu tomo um café e sento na minha Herman Miller (outro privilégio de não ter um chefe?) e na minha caixa está um email da Tiffany’s – uma newsletter dessas que vão pra todo mundo – mas que me tocou de forma especial.

Apaixonada por pulseirismos bold, bright and gold – ok, sou dessas –  num primeiro momento fui atraída pela imagem do bone cuff  de Elsa Peretti, que  eu confesso, já era um sonho antigo. E aí, como poucas vezes acontece, me dediquei a ler o que a newsletter dizia.

Me deparei com esse vídeo adorável,  sobre a história pessoal e as criações de Elsa Peretti (é possível separar?) que é longo mas vale cada minuto. Não só pelo brilhantismo e vanguardismo da designer em questão, mas por alguns conceitos que vão se esclarecendo na medida em que se avança na história da mulher por trás da criação.

Me chamou atenção o que deve ter sido sua marca registrada, o óculos de armação gigantesca, e fiquei pensando como, neste mundo de tendências, perdemos a oportunidade ou nos desencorajamos para insistir no nosso estilo e fazer a diferença, atormentadas com must haves que vão nos tornar iguais.

Who.must.have.what??? É de se pensar.

Depois, e como dizia Anástasia Steele (ah, vai, quem no mundo na está acompanhando a trilogia Cinqueta Tons de Cinza?) minha “deusa interior” virou estrelinha com frases simples como “Style is simple”.

E é simples assim ou pelo menos acho que deve ser.

Nas fotos históricas de Elsa, vários itens atualíssimos mas que também são eternos, como o óculos, a sobreposição de colares, a combinação de braceletes, …

 

Pra terminar, anotei, passei caneta marca texto e decorei com asteriscos a frase que dá título a este post – Original Beauty that is forever modern, e foi o que eu precisava pra interromper qualquer outra pesquisa e dividir esse ponto de vista com vocês.

Espero ter feito mais alguém supirar assim como eu.

Um belo dia pra vocês também.

Beijos, @recallage

Vídeo: Tiffany’s

Fotos: Tiffany’s e Coventgarden.com

24 de setembro de 2012

Liberty of London, estampas florais e tradição

Neste post aqui, eu falei da Liberty, – esse magazine inglês bárbaro, e esqueci de contar uma historinha pitoresca que adoro, que acho que diz muito sobre os ingleses e sua cultura, e talvez vocês ainda não saibam.

É que graças a Liberty, a esta Liberty, que usamos este nome para designar aqueles estampas florais miudinhas (que eram tendência até pouco tempo atrás) as “estampas liberty”, sabe?

Tudo começou no final do século 19, com o inglês Arthur Lazehby Liberty, que importava seda, algodão e cashmere sem tingimento para estampá-los e posteriormente comercializar.

Com inspiração nos florais do Oriente, o movimento Art Noveau e os jardins ingleses, os tecidos fizeram sucesso e se tornaram tão populares que o seu criador acabou fundando a loja Liberty of London em 1875.

Hoje a Liberty é uma grande loja de departamentos, que abriga as mais tradicionais luxury brands e todos os sonhos de consumo atuais, mas os tecidos, como aqueles que fizeram seu sucesso um dia, continuam lá, e são um super símbolo de tradição.

Ah, os ingleses..!A gente tem tanto o que aprender, né?

Beijos, @recallage
foto: site Liberty, reprodução.

21 de setembro de 2012

Luxup, special, old and new from London

Em nossa estada em Londres recebemos um convite especial do Luxup. O members-only club, que oferece benefícios e privilégios especiais relacionados a moda e marcas de luxo de todo o mundo aos seus participantes, nos convidou a visitar a Liberty, uma das lojas de departamentos mais tradicionais da cidade (assim como Harrods, Selfridges, Harvey Nichols, etc) para uma experiência especial: personalizar nossas lunettes com nossos nomes gravados.

Olha a graça que ficou meu Ray Ban Club Masters com meu nomezito na lateral:

 

 

 

Sei que parece uma bo-ba-gem, mas depois disso meu óculos de sol ficou tão especial…! Tem um q de vintage, um q de traditional e, o que eu mais gosto, um q de diferente-de-todo-mundo.

Fico pensando que minha filha ou minhas netas vão usar um dia, assim como amo jóias de família, como os anéis que herdei da minha avó. Ou então, vai ser como os milhares de Ray Ban Aviator que meu pai usava quando eu era criança ainda, e que morro pensando que não sobrou unzinho pra contar/fazer mais história. Só tem que durar até lá…

Porque comigo, vintage é assim. Tenho aversão a Brechó, e não por falta de tentativa, mas acho que coisas antigas só tem valor se tiverem história conhecida, e de preferencia a minha. isso, na minha humilde opinião, pode fazer uma peça usada, que já não teve o encanto da compra, do cheiro de couro novo, do papel de seda,  valer a pena.

Alguém mais com essa estranha mania? Kkkk..

Beijos, @recallage

 

 

10 de setembro de 2012

Plá de segunda

Bora começar a semana?

beijos, @recallage

04 de setembro de 2012

Gold, bold and bright

Atenção amantes do pulseirismo (como eu): temos novidades!

Se tudo começou com um mood boho – “ripongo” mesmo – com pulsos repletos de tirinhas de couro intercaladas por outras pulseiras de metal (quase sempre prateado), prepare-se para a versão pulseirismo deluxe.

Como no editorial extraído das páginas da Vogue Paris de agosto (abaixo), o pulseirismo que vem sendo visto por aí, nas revistas e nos pulsos das meninas mais antenadas é gold, bold and bright.

Grandes braceletes dourados, num mix de tramas, texturas, aplicação de pedras e pérolas. É tudo maxi: muitas pulseiras, muito grandes, muito douradas, e para serem usadas todas juntas e encher o pulso (ou os 2).

Quer coisa melhor para dar uma iluminada nos looks minimalistas que ganham cada vez mais espaço nas araras por aí? Fico pensando num look basicão, tipo camisa jeans ou short jeans no verão (e eu gosto mais anida desse “luxo” todo em situações inusitadas!)

Como amante de um brilho eventual, estou apaixonada por esta mistura e colecionando braceletes pra montar um mix gold, bold and bright pra chamar de meu.

Ah, até fica legal misturar uma ou outra jóia entre um cuff e outro, mas não precisa ter medo de virar Porcina por que a proposta é abusar MESMO das bijouxs.

Beijos, @recallage

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