Pink About It

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05 de novembro de 2012

Apaixonadas por couro

Já faz algum tempo que o couro caiu nas graças da turma da moda e parece que não quer sair mais. Basta uma busca simples aqui pelo Pink, que vocês vão encontrar a palavra “couro” em mais de 40 posts recentes. A resposta para esse fenômeno é simples: o couro nunca esteve fora de moda, mas as peças no material não eram algo muito fáceis de serem usadas. Até pouco tempo atrás, roupas de couro se assemelhavam mais a armaduras medievais no quesito conforto.

Acontece que, nos últimos anos, os avanços tecnológicos foram generosos nessa área, dando ao couro maior flexibilidade e diminuindo sua espessura, de forma que até camisetas podem ser feitas do material. Além disso, o couro perdeu o seu aspecto estritamente invernal, sendo uma das grandes apostas para os próximos verões. Mas, se por um lado as roupas de couro se tornaram muito mais fáceis de serem usadas, por outro, o preço das peças são praticamente proibitivos de tão altos.

É nesse contexto que surge a Love Leather, marca criada para as apaixonadas por couro. Conheci a marca em uma tarde de sábado muito quente, quando saí sem qualquer intenção de comprar alguma coisa e acabei voltando para casa com uma calça skinny de couro. O que me fez enfrentar o calor para experimentar a calça naquela tarde? Primeiro, porque achei o modelo lindo; segundo, porque nunca tinha encontrado uma calça de couro que ficasse justa em mim (para quem não me conhece, eu sou bem magrinha); e terceiro, porque o preço contrariava o que eu mesma disse ali em cima, que roupas de couro têm valores quase proibitivos. Com essa trinca beleza + caimento + preço, a compra se tornou irresistível.

Além da calça skinny, a marca conta com um mix de produtos que vai desde as peças mais clássicas, como jaquetas e vestidos tubinhos, até as tendências da vez, como o short com spikes e o top peplum (como esse da Olivia Palermo que a Rê andou desejando, lembram?). E como os preços são bastante acessíveis, a gente nem fica com pena de investir numa peça que talvez saia da moda daqui a algumas temporadas, quanto mais em uma clássica que deverá durar para sempre.

Agora que eu já dei a dica, imagino que vocês estejam loucas para ver as peças da marca, certo? Vejam as fotos:

E para quem se animou e já vai fazer umas comprinhas, algumas imagens inspiradoras de looks com roupas de couro:

Quem quiser conhecer mais da Love Leather, pode entrar na página da marca no Facebook.

Por @ferdiprestes

Imagens: reprodução, AfterDRK, Columbine e Fashion Squad

26 de outubro de 2012

Boêmia Rapsodia y otras cositas más

Gostar de moda, mais do que gostar de comprar roupas novas, é querer estar sempre por dentro das novidades. Imaginem então a minha curiosidade ao descobrir que ia inaugurar uma loja nova no shopping Iguatemi de Porto Alegre, de uma marca que eu nunca tinha ouvido falar, chamada Rapsodia. Corri para o Google para saber do que se tratava, claro. Minha vontade de conhecer mais sobre a marca ficou ainda maior ao descobrir a sua procedência argentina. Rivalidades à parte, vamos combinar que nossas hermanas têm um talento para se vestir de deixar qualquer uma com inveja.

Bom, voltando a Rapsodia, posso dizer que ao olhar o lookbook da marca foi um caso de amor à primeira vista. As roupas têm um estilo hippie chic dos anos 2000, sem aquela cara de que ficaram perdidas em Woodstock. As inspirações para a coleção de verão foram handcraft tailandês, western rock e jeans batik. Assim, batas com bordados étnicos se misturam a shorts de couro com a mesma naturalidade que um vestido de paetês é usado com jaqueta de franjas. Jeans manchados, coletes bordados, vestidos longos estampados e camisetas com estampa rocker completam a coleção. Destaco também a botinha western, bem ao estilo Isabel Marant. Na verdade, destacaria a coleção inteira, pois ao entrar na loja (que já inaugurou), minha vontade foi de levar tudo pra casa.

Além de Porto Alegre, a Rapsodia abriu duas lojas em São Paulo e já conta com um site em português.

Como uma coisa leva à outra, resolvi ir atrás de mais algumas marcas argentinas legais. Aqui um resumo geral do que eu encontrei:

Para as mais moderninhas, as marcas certas são a Complot e Ay Not Dead. Nelas que você vai encontrar algumas das tendências mais ousadas do momento, como leggings metalizadas e creepers.

A Ayres e a Chocolate são marcas mais maduras, voltadas para mulheres que preferem peças de qualidade e atemporais, mas sem perder o estilo e a elegância.

 

Já a India Style tem um estilo parecido com o da Rapsodia, com referências multiculturais. Sua coleção de verão não é tão urbana, sendo ideal para ser usada nos dias de praia.

Quem gosta de uma moda mais romântica, vai fazer boas compras na Como quieres que te quiera, marca voltada para o público adolescente. Tem o mesmo estilo da americana Free People.

Não preciso nem dizer que já estou louca para agendar uma viagem para Buenos Aires para conferir tudo isso de perto! Mais alguém?

Por @ferdiprestes

Imagens: reprodução

11 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Tarciso Bressan_Donna Fashion Iguatemi

Os homens vão agradecer. Neste último DFI, Tarciso Bressan debutou sua marca de roupa masculina, bem como homem gosta. E muitas vezes procura e não acha.

Não são pirações, abstrações ou moda só pra ver. Tarciso Bressan tem como foco o que é comercial, porém bem feito, bem elaborado, bem pensado e com influência em temas como o design e a música. Homens (ok, mulheres também), take a look:

Nome: Tarciso Bressan

Idade: 28

Como surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la?

Junto com meu sócio, ao observarmos a carência de boas marcas de moda masculina no mercado gaúcho e até nacional e na vontade de ter um negócio próprio voltado pra moda. O jorge cuida de toda a comunicação, cria etiquetas, estampas, ilustra e eu crio todas as peças, escolho materiais e acompanho todo processo. Quando concluímos que juntos tínhamos tudo o que precisávamos, começamos o projeto.

Essa é sua primeira coleção? Certo?
Sim, a primeira. O Donna será o ponto de partida da marca.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios?
Conheci a Debora enquanto discotecava em um evento e trocamos uma idéia. Depois disso, contei a ela que eu era designer de uma outra marca gaúcha e ela me propôs apresentar uma coleção autoral. Já estava com o projeto de uma marca em andamento. Não hesitei, pedi demissão do antigo emprego e iniciei a Tarciso Bressan.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Ainda não, as peças só serão comercializadas após o evento.

Como você define e quais as características das suas criações?
Crio roupas de verdade. Procuro fazer o comercial bem feito, bem elaborado, bem pensado, com grande influência do design e da música, busco inspirações em coisas que já vivi e aplico todas essas influências nas peças. Sou rígido na escolha dos materiais imagino sempre algumas pessoas usando as peças quando estou criando. Gosto de brincar com detalhes e com cores, quero peças impecáveis sempre. Uma peça precisa ser bonita por fora e por dentro para ser linda. Sem bons acabamentos, não existem boas peças. O Segredo é virar do avesso, uma peça só ee bonita se for por dentro e por fora.

Qual o estilo do público que a grife TARCISO BRESSAN, objetiva atingir?
Crio para homens que pensam como eu. Ligados em música, em design, em novidades, homens que sabem como e porque se vestem de tal forma. O meu público é a galera que deixou de usar camiseta estampada, mas não se sentiria bem dentro de um terno. A pegada é jovem, atemporal, divertida, mas acima de tudo, bebe da alfaiataria e prima pela elegância. Não quero ser mais uma marca que cria para seus amigos. Claro que quero que meus amigos usem minhas roupas, mas quero ouvir quem não me conhece, quero criar pra quem não sabe quem eu sou. Quero atrair as pessoas através do meu produto e não pela minha amizade ou simpatia.

Depois de um tema escolhido, como é sua pesquisa por materiais?
Começo a prestar atenção em qualquer coisa que eu ache interessante, independente de poder ou não usá-las nas roupas. Depois faço uma associação de materiais com o que é possível usar, traduzo bem as cores para os tecidos, vasculho todas as lojas, contato todos os fornecedores e só começo a criar após ter total segurança dos materiais que serão usados.

E como os temas acontecem para você?
Costumo dizer que os temas de coleções acontecem de dentro pra fora. Temas e inspirações não chegam até sua cabeça, eles brotam de sua cabeça. Você só consegue desenvolver uma coleção em cima de um tema se você ja vivenciou aquilo, se sabe que cheiro tem, que gosto tem, como se manifesta e onde vive. Não sei dizer como eles acontecem e nem em que momento acontecem. É natural, quando vejo, já estou trabalhando em cima de um tema e esse tema nem tem nome ainda.
O que você acha que está faltando na moda masculina brasileira?
Marcas bem definidas para um público de bom gosto. As marcas brasileiras ou fazem roupas para meninos ou roupas para os pais dos meninos. Minha marca não tem camiseta estampada e não tem ternos escuros. Acho que falta um pouco de seriedade no street e um pouco de sorriso na alfaiataria nacional.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações?
Sim, sempre vejo novidades de marcas/estilistas que eu tenho uma grande admiração. Martin Margiella, Dirk Bikkembergs, Dries Van Noten, Yohji Yamamoto, Rei kawakubo. Mas não sou bitolado, costumo abominar fashionismos, informação de moda é essencial, banalização da moda é um saco.

O que pensa para a marca no futuro?
A idéia é atingir o público que se identifica com a marca aqui em Porto Alegre. O primeiro passo está sendo dado, já recebi várias encomendas de uma única peça que saiu em um ensaio do Donna ZH, isso é bom, mostra que o caminho é esse. Óbvio que queremos vender, eu sou um negociador, precisamos sustentar a marca com ela mesma e não com outros negócios. Eu atuo em diversas áreas, mas gosto de manter cada uma no seu nicho. A marca está começando, sinto uma energia bo

No Backstage:

Na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

02 de fevereiro de 2012

New label: Three floor

Hmmm… essa notícia é daquelas que vocês gostam.

Tem marca nova no pedaço, ou melhor, na rede, a online label Three Floor.

Inglesa, é claro – a Three Floor tem um fast fashion chic & cheap e o melhor de tudo, worldwide delivery (sim, não leram errado, entrega no mundo todo!).

Se não for para consumir (reconheço que preços em libras + impostos de importação dão uma “peguiça”), já vale para se inspirar.

Olha a graça do lookbook:

E essa loucurinha da capa de super herói (quem notou?), acho que não é tão brincadeirinha, não. Outra hora quero mostrar mais coisas sobre isso.

beijos, @recallage
fotos: threefloorfashion.com

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