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30 de outubro

Top 5: compras que mudaram a minha vida

Peço desculpas pelo tom sensacionalista do título desse texto, mas acho que vocês vão entender. Sabe quando você compra uma roupa ou um acessório e tem a sensação de que não pode mais viver sem ele? Pois então, é sobre isso que eu quero falar. Parece que tem certas roupas que foram feitas pra você, que estavam ali na loja só esperando a sua chegada e quando vocês se encontram é amor à primeira vista.

Às vezes são peças que nem têm nada demais ou que você nem tinha se dado conta que precisava, mas ao comprar você percebe que ela preenche um vazio no seu coração, digo, no seu closet. Aí a história segue como em qualquer romance: vocês se apaixonam, prometem passar a vida inteira juntos, não se desgrudam por alguns meses, até que aparece outra e… Bem, o final nem sempre é “viveram felizes para sempre”, mas podemos dizer que foi eterno (e intenso) enquanto durou.

Vou dividir aqui com vocês as compras que mudaram a minha vida recentemente e que, pelo menos por enquanto, eu estou vivendo a fase de “amor eterno, amor verdadeiro”:

Tênis esportivo: a última vez que eu comprei um tênis esportivo eu devia estar no colégio e com certeza não foi um caso de amor, já que eu nunca fui muito dada à prática de esportes e os tênis seriam usados nas aulas de Educação Física. Bom, eis que esse ano durante minhas férias em Nova York me vi num dilema: ou comprava um tênis, ou não conseguiria mais caminhar. Comprei, lógico, e descobri a sensação de andar nas nuvens. Desde então não nos largamos mais.

Tricô: o tricô pra mim é como um romance tranquilo e aconchegante como um abraço. Encontrei o modelo perfeito para usar nesse período de meia estação e tenho certeza que nosso romance não será só um amor de primavera. Meu único arrependimento nesse caso é não ter comprado vários iguais a ele, para que nossa história pudesse durar por muitos anos.

Camisa jeans: a camisa jeans faz o tipo companheira para todas as horas, que vai comigo da padaria à festa, passando pelo trabalho. Olhando para a minha vida hoje, fica difícil entender como eu passei tantos anos sem ela.

Óculos aviador: nosso romance era uma questão de tempo, pois eu já estava de olho nele há muitos anos. Agora que estamos juntos, posso dizer com convicção que ele não me decepcionou em nada. O único problema é que ele faz o tipo conquistador: combina com qualquer pessoa e é difícil resistir ao seu charme.

Sapatilha metalizada: meu caso com a sapatilha metalizada está sendo o mais duradouro dos últimos tempos. Como eu não costumo usar salto, ela preencheu uma lacuna fundamental na minha vida: é um sapato baixo que combina com looks mais arrumadinhos e dá um up nas produções mais básicas.

E vocês, podem confessar, também andam apaixonadas?

Por @ferdiprestes

Imagens: Blonde Salad, Jak & Jil e After DRK

26 de outubro

Boêmia Rapsodia y otras cositas más

Gostar de moda, mais do que gostar de comprar roupas novas, é querer estar sempre por dentro das novidades. Imaginem então a minha curiosidade ao descobrir que ia inaugurar uma loja nova no shopping Iguatemi de Porto Alegre, de uma marca que eu nunca tinha ouvido falar, chamada Rapsodia. Corri para o Google para saber do que se tratava, claro. Minha vontade de conhecer mais sobre a marca ficou ainda maior ao descobrir a sua procedência argentina. Rivalidades à parte, vamos combinar que nossas hermanas têm um talento para se vestir de deixar qualquer uma com inveja.

Bom, voltando a Rapsodia, posso dizer que ao olhar o lookbook da marca foi um caso de amor à primeira vista. As roupas têm um estilo hippie chic dos anos 2000, sem aquela cara de que ficaram perdidas em Woodstock. As inspirações para a coleção de verão foram handcraft tailandês, western rock e jeans batik. Assim, batas com bordados étnicos se misturam a shorts de couro com a mesma naturalidade que um vestido de paetês é usado com jaqueta de franjas. Jeans manchados, coletes bordados, vestidos longos estampados e camisetas com estampa rocker completam a coleção. Destaco também a botinha western, bem ao estilo Isabel Marant. Na verdade, destacaria a coleção inteira, pois ao entrar na loja (que já inaugurou), minha vontade foi de levar tudo pra casa.

Além de Porto Alegre, a Rapsodia abriu duas lojas em São Paulo e já conta com um site em português.

Como uma coisa leva à outra, resolvi ir atrás de mais algumas marcas argentinas legais. Aqui um resumo geral do que eu encontrei:

Para as mais moderninhas, as marcas certas são a Complot e Ay Not Dead. Nelas que você vai encontrar algumas das tendências mais ousadas do momento, como leggings metalizadas e creepers.

A Ayres e a Chocolate são marcas mais maduras, voltadas para mulheres que preferem peças de qualidade e atemporais, mas sem perder o estilo e a elegância.

 

Já a India Style tem um estilo parecido com o da Rapsodia, com referências multiculturais. Sua coleção de verão não é tão urbana, sendo ideal para ser usada nos dias de praia.

Quem gosta de uma moda mais romântica, vai fazer boas compras na Como quieres que te quiera, marca voltada para o público adolescente. Tem o mesmo estilo da americana Free People.

Não preciso nem dizer que já estou louca para agendar uma viagem para Buenos Aires para conferir tudo isso de perto! Mais alguém?

Por @ferdiprestes

Imagens: reprodução

24 de outubro

Swinging 60’s

Todo mundo tem uma década preferida, não tem? Aquela década que você se identifica mais, seja pela música, pela moda ou pelos acontecimentos históricos, e faz você pensar “como eu queria ter nascido naquela época…”. Bom, eu pelo menos tenho a minha, na verdade as minhas décadas preferidas: os anos 60 e os 70.

Por sorte, a moda sempre acaba trazendo um pouco das nossas épocas favoritas de volta e nos dá um gostinho de como teria sido viver naquele tempo. Há uns meses atrás falei aqui que os anos 20 eram a “década da vez”, lembram? Pois agora tenho o prazer de anunciar que a década de 60, uma das minhas queridinhas, está de volta à moda.

Para entender melhor a moda dos anos 60, é preciso saber o que estava acontecendo no mundo na época – vocês vão ver que tudo está relacionado. Os babyboomers nascidos após o fim da guerra cresceram e se tornaram adolescentes nos 60’s. Com uma população predominantemente jovem, era de se esperar que a década fosse cheia de revoluções, a começar pela criação da pílula anticoncepcional, em 1961, que culminou na revolução sexual. Ainda em 1961, o homem fez sua primeira viagem ao espaço, o que deu origem ao futurismo e alterou o modo de vestir da época. Outra revolução – para o mundo e para a moda – aconteceu quando, em 1964, Mary Quant resolveu subir a barra das saias, criando a minissaia. O palco de toda essa efervescência era Londres – terra dos Beatles, dos Rolling Stones, da modelo Twiggy e de outros ícones da década – que passou a ser chamada de Swinging London.

Todas essas mudanças refletiram na moda, que se tornou totalmente jovem e inovadora, rompendo de vez com a “caretice” dos anos 50. Na prática, a moda dos anos 60 foi marcada pela silhueta em A, pelas saias curtas, pelo uso do plástico e de tecidos metalizados em looks futuristas, e pelos sapatos (botas, de preferência) brancos – tudo o que a gente tem falado aqui no Pink que são as tendências do momento.

Pra vocês verem como a moda dos 60’s era tão moderna que continua moderna até hoje, olhem essas fotos da época comparadas com imagens de desfiles recentes:

Porque moderninhas mesmo eram as nossas avós, né?

Por @ferdiprestes

Imagens: Youthquaker e FFW

18 de outubro

É a vez de Paris, #PFW

Duas vezes por ano todos os olhares se voltam para Paris, pois é lá que acontecem as semanas de prêt-à-porter mais aguardadas entre os fashionistas. Se Nova York tem o frescor, Londres a vanguarda e Milão a elegância, é Paris que reúne os principais nomes, aqueles que realmente têm o poder de lançar tendências.

Agora, sem mais delongas, vamos ver quais foram as tendências lançadas nessa temporada em Paris.

O estilo: nessa temporada o decorativismo perdeu suas forças e deu lugar a coleções mais minimalistas. Até marcas como Balenciaga, que não é muito adepta do estilo, privilegiaram as formas mais retas e estruturadas em suas coleções. Ainda assim, é possível perceber alguns outros temas recorrentes, como o japonismo – aqui representado pela Hermès – e o safári da Kenzo.

O tecido: o jeans bruto, sem qualquer tratamento ou lavagem, foi a novidade da temporada no quesito tecidos. Aqui as versões da Balmain, Chanel e Miu Miu.

A cor: o preto e o branco, juntos, formam a dupla infalível da estação. Apesar de não combinar tanto com o verão, a clássica combinação é garantia de elegância. Aqui modelos das coleções de Anthony Vaccarello, Céline e, claro, da Chanel.

O look: se em Nova York foi o terno branco, em Paris o destaque foi para o traje de gala masculino, o smoking, que ganhou releituras pelas mãos de diversos estilistas. O smoking virou um macacão na coleção de Jean Paul Gaultier, ficou mais feminino na Dior e ganhou versão oitentista na Balmain.

O detalhe: depois da febre do peplum – que ainda não saiu totalmente de cena, diga-se de passagem – os babados localizados nas golas e na barra das saias vêm para dar um toque de feminilidade à moda da estação. As imagens são das coleções da Balenciaga, Chloé e Givenchy.

A estampa: a temporada é das estampas com formas geométricas. Depois das listras em Nova York, em Paris foi a vez do quadriculado e do pois aparecerem nas coleções de marcas como Louis Vuitton, Chanel e Haider Ackermann.

O sapato: o clássico scarpin foi o preferido da temporada, mas nós destacamos também o famigerado salto de acrílico, que apareceu em diversas coleções. Essa tendência dá continuidade aos sapatos com detalhes em plástico, que nós já mostramos aqui. Os modelos abaixo são de Alexander McQueen, Stella McCartney e Valentino.

O acessório: o cinto super largo apareceu em diversas coleções com interpretações diferentes. Na coleção ultra feminina da Alexander McQueen ele lembra um espartilho, já nas coleções mais austeras de Ann Demeulemeester e da Saint Laurent, o cinto parece mais uma armadura.

Por @ferdiprestes
Imagens: FFW e Style.com

16 de outubro

Sobre estilo, inspiração e je ne sais quoi : Aurelie Bidermann

Tem essa designer francesa de jóias que é uma super inspiração pra mim.

O nome dela é Aurelie Bidermann e pra falar o mínimo, e tentar apresentá-la o suficiente, posso dizer que já colaborou com designers como Proenza Schouler e Jason Wu e tem Sofia Coppola como cliente, por exemplo.

Mas isso é realmente o mínimo (por que ela é realmente o máximo). E olha ela aí:

Suas criações são primorosas, diferentes de tudo, de uma simplicidade única, mas que ainda assim parece ser que tudo o que a gente deseja.

O que trouxe Aurelie ao Pink hoje foi esse vídeo. Simples e lindo como as suas criações, com peças que desejei uma a uma e todas juntas ao mesmo tempo.

Alguém não?

Beijos, @recallage

imagem: Vogue Fr
vídeo: http://aureliebidermann.com

15 de outubro

Desvendando o estilo, Isabel Marant Spring 2013.

Foi a Fê Prestes – @ferdiprestes – quem começou a tag “Desvendando o estilo” aqui no Pink About It.  Nos posts sob este título, it girls e ícones de estilo tem seus segredinhos de styling desvendados e descritos pela Fê para nos inspirar.

Hoje me utilizo da mesma tag mas, para dessa vez, desvendar o estilo de uma coleção: Isabel Marant Spring 2013.

A designer francesa, não é a primeira vez que comentamos aqui, tem sido uma das principais hitmakers da moda. Qual o segredo por trás disso? Muito trabalho, por supuesto, uma “conexão banda larga” com o zeigest, e, no caso da coleção Spring 2013, objeto deste post, uma bela escolha de musas inspiradoras: nada menos que a dobradinha Jane Birkin + Brigitte Bardot.

Como se não bastasse todo o talento de Isabel Marant para desenvolver peças que vão ao encontro dos nossos desejos, eu diria que desta vez foi covardia, e que ela pegou pesado capturando nos looks o estilo de duas mais estilosas mulheres que já vimos. Cabe observar porém que a inspiração não é traduzida de forma literal, mas sim, uma releitura moderna do estilo de ambas. Pode haver algo melhor? – eu me pergunto.

 

 

Uma pegada boho – toque habitual da estilista, comprimento mini, crop tops, decorativismos como bordados com carinha vintage e gupires aplicados em peças lisas e estampadas, capas sobre vestidos de comprimento mini , sandálias com amarrações no tornozelo, entre outros detalhes –  tão simples quanto precisosos –  são o que compõe o luxo despretensioso da coleção.

Mas se as peças dela estão muito distantes de você, beba direto da fonte, experimentando alguns dos “truques” das musas que inspiraram sua criação:

Pra fazer o estilo mulherão de Brigitte, não há como pular as etapas de beauté no get the look:Volume na parte superior da cabeça em penteados de cabelo solto ou preso são marca registrada. Faixas largas, lisas e com motivos florais, também eram marca registrada de Brigite e são a cara do verão, aproveite! E para finalizar a beleza de BB, não há como fugir de olhos bem delineados nas partes superior e inferior.

Já para obter o jeitinho de menina cheia de sex appeal de Jane B, começemos observando a franjinha e os cabelos sempre desgrenhados, proposta total.

Depois, batinhas amplas com carinha hippie somadas a jeans de cintura alta, boca de sino ou cigarrete, são a cara de J.

Tubinhos em comprimento mini também parecem ter nascido ou sido inventados por/para ela também. E em ocasiões mais glamourosas, rendas precisosas e bordados decorados adornam o shape em questão, fazendo contraponto com seu make nada e seu cabelo natural do tipo “sequei ao vento”.

 

 

I’m totally inspired by <3

Beijos, @recallage

imagens: moda operandi e reprodução.

 

 

 

11 de outubro

NY Fashion Week, nosso “resumão” após a sinapse

A semana de moda de Nova York, uma das quatro principais do mundo, é conhecida por apresentar uma moda altamente usável e desejável. Isso quer dizer que, com algumas exceções, as marcas que desfilam na cidade não são grande lançadoras de tendências, mas mostram coleções boas de assistir e que podem sair diretamente da passarela para as ruas.

Abaixo, fizemos um resumo com os principais destaques da temporada primavera/verão 2013:
O estilo: impossível falar de um só estilo em comum entre tantos desfiles, mas podemos perceber algumas tendências principais. O estilo esportivo costuma ser recorrente entre as apresentações da semana de moda de Nova York, e nessa temporada não foi diferente. Rag & Bone, Helmut Lang e Lacoste estão entre as marcas que apostaram nessa tendência. Outras marcas, como Jill Stuart, Jenny Packham e Marc Jacobs, optaram por um estilo retrô, com ares de anos 50, mais ladylike, e 60, mais futurista. As imagens são dos desfiles de Helmut Lang, Jill Stuart e Jenny Packham.

O tecido: não é exatamente um tecido, mas o couro se tornou um dos materiais preferidos dos estilistas em suas coleções de verão, superando o estigma de que só poderia ser usado no inverno. Para tirar o aspecto pesado, a maioria das marcas optou por utilizá-lo com tecidos leves e transparentes. Abaixo, modelos de Jason Wu, BCBG Max Azria e Reed Krakoff.

A cor: o branco reinou absoluto na maioria das passarelas de Nova York, mas, tratando-se de verão, um pouco de cor é sempre bem vindo. O azul e o verde – juntos, de preferência – e o laranja cumpriram o papel de alegrar a estação. Imagens de Victoria Beckham, Proenza Schouler e Narciso Rodriguez.

O look: o terno branco, que se tornou uma verdadeira obsessão para mim, tem tudo a ver com as noites de verão. Aqui ele aparece em três versões: mais moderno, da Calvin Klein; clássico e elegante, da Oscar de la Renta; e despojado, da Tommy Hilfiger.

A silhueta: as décadas de 50 e 60 voltam a aparecer por aqui, definindo a silhueta da estação. Dos anos 50 vem a cintura marcada, que evoca uma mulher mais romântica e feminina, como a de Monique Lhuillier. Já dos anos 60 vem os vestidos de comprimento mini e corte em A, como mostrado por Michael Kors. O shape reto e afastado do corpo também apareceu bastante, principalmente nas coleções de marcas mais modernas, como Alexander Wang.

O sapato: a controversa gladiadora vem maximizada nessa temporada, em versões que deixam em dúvida se são sandálias ou botas. Apareceram nas coleções de Altuzarra, Proenza Schouler e Victoria Beckham.

A estampa: esqueçam os alegres florais que estamos acostumados a ver (e vestir) no verão. Dessa vez foram as listras que dominaram as passarelas, seja nas versões mais gráficas de Marc Jacobs e Michael Kors, ou mais navy como na Tommy Hilfiger.

A animal print: apesar da onça ainda ser a preferência nacional quando se trata de animal print, é a cobra que vem aparecendo nas melhores coleções da estação, como a de Proenza Schouler e Reed Krakoff.

A beleza: maquiagem “nada”, fresh e iluminada, como pede o verão. Os cabelos repartidos no meio e com os fios bagunçados foram os mais vistos nos desfiles de Nova York. Não posso deixar de destacar a trança espinha de peixe de Tory Burch, penteado lindo e tudo a ver com a estação.

Imagens: FFW e Style.com

Por @ferdiprestes

08 de outubro

Os hitmakers

Há algumas marcas e estilistas que são verdadeiros “hitmakers”, vocês já notaram? São marcas que têm a capacidade de criar desejos instantâneos e fazer o coração das fashionistas baterem mais forte. Prada, Marc Jacobs, Balenciaga e Isabel Marant são alguns dos nomes que têm o poder de “transformar em ouro” tudo aquilo que tocam.

E para medir quem está por cima na escala de hits, nada melhor que as semanas de moda, período em que todos querem desfilar pelas ruas com os seus melhores looks e mostrar que estão por dentro das tendências da estação. Analisando as fotos de street style fica fácil perceber quais são as marcas que emplacaram os hits da vez. Nessa ocasião, as mulheres não se importam de encontrar seus “pares de vaso”, afinal, como diz Anna Dello Russo, se alguém está usando o mesmo look que você, é porque você fez a escolha certa.

De acordo com o meu levantamento – e baseada em mais nada além disso – essas foram as marcas que conseguiram emplacar os maiores hits da temporada:

Stella McCartney: a coleção de inverno da estilista foi a preferida de quem gosta de roupas com inspiração esportiva. Entre as peças da coleção, o vestido de lã com recortes foi o que mais conquistou os corações e as ruas.

Dolce & Gabbana: para as mais dramáticas, a coleção de inspiração barroca da Dolce & Gabbana foi um prato cheio. As peças com bordados que lembram tapeçaria, especialmente as bolsas, se tornaram desejo e estão entre as mais vestidas durante as semanas de moda.

Isabel Marant: depois de transformar em febre os tênis com salto, a estilista francesa acertou mais uma vez com a sua coleção de inspiração country. A peça hit da vez? A jaqueta que conquistou até Costanza Pascolato.

Givenchy: a marca deu todo um novo significado ao termo animal print ao trazer em sua coleção estampas de bichos, mas não os desenhos de suas peles, como estamos acostumados a ver, e sim os rostos de animais serigrafados. Não preciso nem dizer que as peças foram sucesso de vendas, né?

Balenciaga: apesar de tudo, não teve sucesso que se compare às peças com estampa sci-fi da Balenciaga. A coleção com inspiração nos anos 80 e gosto um tanto duvidoso, na minha opinião, virou febre entre as fashionistas e deu à marca o posto de hitmaker da estação.

Agora é esperar para ver quais serão os hits da próxima temporada. Façam suas apostas!
Por @ferdiprestes
Imagens: Style.com

03 de outubro

Sobre a inspiração

Escrever – em blog, revista, livro, profissionalmente ou como hobby – não é tarefa fácil. Além de ter que lidar com as críticas, suas e dos outros, você tem que aprender a contornar suas crises criativas. Acredito que isso ocorra com qualquer pessoa que tenha uma atividade de criação, mas vou usar o meu caso com a escrita para exemplificar o que quero dizer.

Escrever posts aqui para o Pink às vezes é muito fácil, basta ver uma imagem que as frases vêm prontas para a minha cabeça e daí é só correr para botar no papel. Mas tem vezes que o papel e eu ficamos nos encarando por horas, com a minha cabeça tão em branco quanto ele. Bom, é nesses momentos que eu tenho que recorrer a alguns artifícios que funcionam como inspiração para mim para qualquer coisa, não necessariamente relacionadas com escrita ou com moda.

Um desses artifícios é o livro My Wonderful World of Fashion, um livro lindo, que num primeiro momento parece infantil, mas que serve para qualquer pessoa que queira se desligar do mundo e soltar a imaginação. O livro é todo feito com ilustrações e lhe sugere algumas atividades criativas, como o desenvolvimento de uma estampa ou que você desenhe um chapéu.

Outra coisa que eu gosto de fazer para me inspirar é olhar fotos antigas, tanto da minha família, quanto fotos de moda vintage. Eu acho que a gente sempre pode aprender alguma coisa nova com o passado e temos aí uma fonte infinita de referências. Para quem escreve, também é muito importante ler bastante, assim você aumenta o seu repertório de palavras, entra em contato com estilos diferentes de escrita e ganha mais segurança para fazer os seus textos. E outra dica fundamental é ter sempre em mãos um bloquinho de anotações, pois as ideias não têm hora para chegar.

Mas e o que isso tudo tem a ver com moda? É simples: nós podemos buscar inspiração em qualquer parte e para qualquer coisa, até mesmo para montar os nossos looks do dia. É claro que para isso contamos com a ajuda dos blogs e revistas de moda, que nos dizem o que é tendência e até nos sugerem o que podemos combinar com o que, mas a informação ali está pronta, não temos que usar a nossa criatividade. O exercício que eu proponho é que a gente busque inspiração para nos vestirmos em coisas que, aparentemente, não tem a ver com moda. Vocês já pensaram que um quadro pode nos dar a ideia de uma cartela de cores para montarmos um look, por exemplo? E que ouvir uma música animada ao acordar pode nos inspirar a vestir uma roupa bem colorida?

O que eu quero dizer é: leiam revistas e blogs de moda, mas não deixem de beber em outras fontes. Quanto mais referências diferentes trouxermos para nossas vidas, mais interessantes ficarão nossos textos, nosso trabalho e até a nossa maneira de se vestir.

Por @ferdiprestes

Imagens: reprodução

03 de outubro

Hoje eu queria sair assim

Para os dias de crise criativa, inspirado no post da Fê hoje, o combo moletom + saia de couro pode ser a solucão, não?

beijos, @recallage

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