Pink About It

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15 de outubro de 2012

Desvendando o estilo, Isabel Marant Spring 2013.

Foi a Fê Prestes – @ferdiprestes – quem começou a tag “Desvendando o estilo” aqui no Pink About It.  Nos posts sob este título, it girls e ícones de estilo tem seus segredinhos de styling desvendados e descritos pela Fê para nos inspirar.

Hoje me utilizo da mesma tag mas, para dessa vez, desvendar o estilo de uma coleção: Isabel Marant Spring 2013.

A designer francesa, não é a primeira vez que comentamos aqui, tem sido uma das principais hitmakers da moda. Qual o segredo por trás disso? Muito trabalho, por supuesto, uma “conexão banda larga” com o zeigest, e, no caso da coleção Spring 2013, objeto deste post, uma bela escolha de musas inspiradoras: nada menos que a dobradinha Jane Birkin + Brigitte Bardot.

Como se não bastasse todo o talento de Isabel Marant para desenvolver peças que vão ao encontro dos nossos desejos, eu diria que desta vez foi covardia, e que ela pegou pesado capturando nos looks o estilo de duas mais estilosas mulheres que já vimos. Cabe observar porém que a inspiração não é traduzida de forma literal, mas sim, uma releitura moderna do estilo de ambas. Pode haver algo melhor? – eu me pergunto.

 

 

Uma pegada boho – toque habitual da estilista, comprimento mini, crop tops, decorativismos como bordados com carinha vintage e gupires aplicados em peças lisas e estampadas, capas sobre vestidos de comprimento mini , sandálias com amarrações no tornozelo, entre outros detalhes –  tão simples quanto precisosos –  são o que compõe o luxo despretensioso da coleção.

Mas se as peças dela estão muito distantes de você, beba direto da fonte, experimentando alguns dos “truques” das musas que inspiraram sua criação:

Pra fazer o estilo mulherão de Brigitte, não há como pular as etapas de beauté no get the look:Volume na parte superior da cabeça em penteados de cabelo solto ou preso são marca registrada. Faixas largas, lisas e com motivos florais, também eram marca registrada de Brigite e são a cara do verão, aproveite! E para finalizar a beleza de BB, não há como fugir de olhos bem delineados nas partes superior e inferior.

Já para obter o jeitinho de menina cheia de sex appeal de Jane B, começemos observando a franjinha e os cabelos sempre desgrenhados, proposta total.

Depois, batinhas amplas com carinha hippie somadas a jeans de cintura alta, boca de sino ou cigarrete, são a cara de J.

Tubinhos em comprimento mini também parecem ter nascido ou sido inventados por/para ela também. E em ocasiões mais glamourosas, rendas precisosas e bordados decorados adornam o shape em questão, fazendo contraponto com seu make nada e seu cabelo natural do tipo “sequei ao vento”.

 

 

I’m totally inspired by <3

Beijos, @recallage

imagens: moda operandi e reprodução.

 

 

 

15 de setembro de 2012

London calling

É, parece que foi ontem (não pensem que não agradeço ao papai do céu, a TAM e a turma do Fhits guardadas as devidas proporções, é claro) e felizmente estou aqui mais uma vez.

Andei meio sumida na última semana porque estava resolvendo coisas da vida, e, COMO tem coisa, né?

Sobre essas não vou contar porque, sinceramente, tooo boring (estilo desperate housewives porém sem a caricatura que faz da série uma comédia).

Passo por aqui pra contar, isso sim, que estou em Londres, essa cidade que tanto amo e que super me inspira, e mostrar rapidinho as coisas boas ocorridas nos últimos 2 turnos, desde minha recente aterrissagem na terra da rainha (além de dizer que essa semana vai valer passar aqui pelo Pink pra gente bater um papo).

Já sobre as últimas 12 horas:

1 – Sabe aquele dia em que você se olha no espelho e gosta do look sem nenhum motivo ou inspiração especial? Essa fotinho no elevador é sobre isso e sobre como cheguei aqui =)

2 – Fiz a mala mais “objetiva” de toda a minha vida numa ocasião fashionista como a LFW. Me digam depois se foi enxuta demais, ok?

3 – Achei que já conhecia muitos bons hotéis em Londres mas essa cidade não tem fim. Do Corinthia Hotel, onde estamos hospedadas, deixo por hora as flores lindas e o cartão delicado, que recebi ao lado de champagne e boas vindas. Depois quero contar mais.

4 – Graças a TAM e a parceria da empresa com o Fhits este ano foi mais rico, mais recheado e colorido. E quando falo em “fidelidade”, sorry o trocadilho, I really mean it!!!

5 – Chegar no quarto do hotel e encontrar flores, champagne e um cartão personalizado, escrito de próprio punho, não tem preço. Encontrar em cima da sua cama o convite para desfile da Burberry na London Fashion Week endereçado à você…OooI?? Ploft.

6 – E pra acabar a noite, e os meus relatos, mas só começar os trabalhos, o registro de um querido jantar de boas vindas no Mandarin Hotel oferecido pela NK Store  (loja que amo), e com make feito em mim pela minha querida amiga Ane Medina – popularmente conhecida como Eu Maquio, pra eu pagar de bonita apesar do jet lag.

Beijos, @recallage

13 de abril de 2012

Do backstage à passarela: M. Placeres_Donna Fashion Iguatemi

 

A escolha de Mauricio Placeres pela moda tem 2 grandes influências. Uma delas técnica, pois tendo o pai como engenheiro de produção, especializado no ramo têxtil, viveu dentro de fábricas de roupa praticamente sua vida inteira.

E a segunda, talvez mais lúdica e inspiracional, a música pois, segundo Mauricio, “você tendo uma cultura musical boa, as suas referências estéticas são muito amplas, quando você passa a ter ideia que certas coisas existem, você começa a não se contentar somente com o disponível ao seu redor, você quer o que acha mais legal, o que é mais a sua cara e o que faz você um ser singular”.

Será que deu pra imaginar a moda que M. Placeres desfilou no DFI? Bom, confere tudo aqui ó:

Nome: Mauricio Placeres

Idade: 27

Como surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la?Bom, meu envolvimento com a moda, surge de duas fontes diferentes mas complementarias, em primeiro lugar meu pai, e em segundo lugar a música.Meu pai é engenheiro de produção, especializado no ramo têxtil, fato que fez eu estar dentro de fábricas de roupa, praticamente minha vida inteira. Ao longo dos anos fui conhecendo todos os processos de confecção ao observar produções em grande escala, isso fez com que eu veja de perto as possibilidades que existiam neste ramo. Mas minhas criações começaram quando deixei de me contentar com o que via nas lojas e comecei a pedir pro meu pai montar certas peças, é ai que entra a música, você tendo uma cultura musical boa, as suas referências estéticas são muito amplas, quando você passa a ter ideia que certas coisas existem, você começa a não se contentar somente com o disponível ao seu redor, você quer o que acha mais legal, o que é mais a sua cara e o que faz você um ser singular. Minha visão da moda é totalmente funcional, tudo o que eu crio é porque me da vontade de usa-lo ou porque vejo um potencial fiel a elegância que o público quer, fusionada com a atitude que ele almeja.

Essa é sua primeira coleção? Certo? Essa seria minha terceira coleção, na verdade. Comecei em novembro de 2010 com a coleção que apresentava a marca ao público gaúcho, uma coleção que misturava cores claras e escuras, porque eu defendo que não existem as cores por temporada, você usa preto no verão e branco no inverno, é mais um tema comercial eu acho. Depois criei outra coleção no fim do ano passado, me focando nas listras, mais inspirada no lado Navy, mas sempre tendo em conta de manter uma imagem que não seja tão apegada à estação.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios? O convite surgiu de uma forma engraçada até, eu sou muito amigo do Daniel Tessler, irmão da Débora Tessler, estavamos Daniel e eu num show no Opinião, quando nos encontramos com a Débora, e o Daniel nos apresentou dizendo, “esse aqui é o cara que faz meus ternos, o Mauricio” e a Débora disse, você que é o Mauricio Placeres? no que eu respondi sim, e ela comentou, vou te querer pro próximo Donna guri. Eu fiquei surpreso e ansioso mandei meu material e esperei pra ver se seria selecionado. E fui heh.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la? A grife está no mercado, vendemos nossas peças online no site Estilo Exclusivo, e diretamente comigo sob medida, já estivemos um tempo na Loja Pandorga e fizemos uma coleção para a marca Aragana. Hoje estamos estudando a possibilidade de abrir algo semelhante a um atelier/loja.

Como você define e quais as características das suas criações? O homem de hoje, por estas latitudes, não tende a vestir-se muito bem, mas não é culpa dele, é culpa do entorno que não gera boas referencias. Além dos que não tem as referencias, temos os que vão atrás de todas as referencias possíveis e as vestem todas juntas, pra mostrar o quão ligados na moda estão, o que também não é legal, e termina sendo um grande obstáculo para que o vestir bem seja cotidiano, esse tipo de pessoa assusta aquele que esta começando a querer se vestir melhor, já que não quer ser associado a este “super mega estiloso personagem”. A modernidade nas minhas peças é sutil, basicamente é definida pelos cortes slim e por sempre usar tecidos diferentes mas não chamativos, a chave está em fazer um mix entre a ousadia e a elegância, pensar, quem certamente usaria esta peça, e como ele seria visto pelos outro? eu gostaria de ser esse cara? pronto é assim, se você produz algo que possa ser associado a pessoas que você admira acho que encontrou o caminho correto, e isso é ser funcional e moderno.

Qual o estilo do público que a grife M. Placeres objetiva atingir? O público que queremos atingir é o homem carente de opções, aquele que sabe o que quer mas não acha no mercado, e se acha não cumpre as espectativas, nos trabalhamos muito peça a peça, para que sejam as melhores e as mais singulares, nos pensamos naqueles que querem ser individuos e não fazer parte de uma grande massa, por isso fazemos peças únicas, para agradar muitos, mas de jeitos diferentes. O nosso publico é aquele que não quer passar desapercebido, mas também não quer ser chamativo, “a atidude é percebida sem a necessidade de ser demostrada”. No final nossos clientes terminam sendo nossa melhor publicidade, eles vestindo bem nossos trajes farão com que muitos outros se interessem e se aproximem as peças mais elaboradas.

E como os temas acontecem para você? Os meus temas sempre são e vão ser iguais, minha inspiração vem, das máfias, das guerras, idade média, dos movimentos sociais como Mod, Hooligan e Rude Boy, e obviamente da música, tendo isto como inspiração nunca vão faltar ideias para transformar em moda com personalidade.

Meu processo de criação é simples, depois de me focar nas ideias que vão compor as novas peças, busco referencias fotográficas do tema que mais se aproxima a minha proposta, com a referencia fotográfica posso fazer uma releitura das roupas e traze-la para nossos dias. Na alfaiataria está quase tudo inventado, não existe aquele que diz que inventou cortes novos revolucionarios ou peças nunca antes vistas, a alfaiataria tem centenas de anos, e o que vemos hoje é o resultado de muito trabalho de muita gente na história, não podemos ser arrogantes ao ponto de dizer que estamos criando coisas inéditas, tudo vem de algum lugar e nós somente o adaptamos, damos a nossa cara e acrescentamos valores de marca que terminam sendo exibidos nas roupas.

O que você acha que está faltando na moda masculina brasileira? Eu acho que o que falta na moda brasileira são ícones com bagagem cultural, formadores de opinião de verdade, que sejam escolhidos pelas pessoas e não pelos meios, o formador de opinião ele é seguido e imitado, se ele é uma criação dos meios de comunicação, ele é maleável e frágil, um dia você é, no outro não mais, o ícone real não deixa de ser de um dia pro outro, e por ser real não deixa de ser seguido. Este formador de opinião tem infinitas coisas pra falar, comentar e repassar, então você cria admiração e o segue. Falta também muita informação para o público geral, sem ter a informação previa para decodificar uma mensagem, você não consegue decodifica-la, ou pior a interpreta errado, por exemplo, uns anos atrás quando existiam os emos, eles viraram donos do quadriculado, qualquer coisa quadriculada era emo, e como as pessoas não tem outra informação previa a isso, achavam que quadriculado era coisa de emo, mas não sabem que o quadriculado identifica Rude Boys desde os anos 60 e até foi associado a skinheads. Então a falta de informação gera lacunas na moda provocadas pela má interpretação do que vemos. Outro grande problema da moda nas ruas é o medo a ser julgado, quem gosta de algum de estilo mais “diferente” do que se ve na rua, muitas vezes tem medo a ser julgado de um jeito ou de outro, e deixa de usar o que realmente gostaria por medo às criticas, mas algumas pessoas não sabem que a satisfação de usar o que se gosta e passar por cima de tudo isso faz muito bem à nossa pessoa e forma nossa personalidade.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações? Não, tento sempre ficar longe de tudo que possa me contaminar, no bom sentido, está tudo praticamente inventado, se vamos nos guiar por marcas ou estilistas contemporâneos, já estamos um passo atrás, o segredo pra mim é se focar nas raizes e interpretar tudo desde lá. Mesmo assim adimiro muito as alfaiatarias de Hugo Boss e Zegna.

O que pensa para a marca no futuro? Sinceramente pretendo ser uma referencia na moda masculina, fazer com que homens percebam que mulher adora um cara bem vestido, não é difícil ser elegante e nos torna muito mais inconfundíveis. Quero fazer com que se tenha prazer em vestir-se que o ato de comprar uma peça de roupa seja para que isso mostre algo de nos e não que seja um elemento somente para cobrir o corpo.

No backstage:

Na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Rê Callage
fotos passarela: Emmanuel Denaui
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

13 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Jonathan Scarpari_Donna Fashion Iguatemi

Jonathan Scarpari começou a criar em 2012. Sentia a necessidade de peças masculinas diferentes do que se encontra hoje. “São todas iguais, sempre as mesmas. Queria algo diferente. Com impacto.”

Sempre com este foco, Jonathan desfilou neste DFI s sua terceira coleção e já está partindo para a quarta, que será apresentada em vídeo na Casa dos Criadores.

Bom, deu pra ver que essa moda com impacto e ditante do lugar comum não pára mais, né? Confere nosso papo aqui:
Nome: Jonathan Scarpari

Idade: 27 anos

Quando surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la?
Surgiu em 2010. Surgiu com a necessidade de ter peças masculinas. São todas iguais, sempre as mesmas. Queria algo diferente. Com impacto.

Essa é sua primeira coleção? Certo?
Não. Está é minha terceira coleção. Estou partindo para quarta onde estou em processo de desenvolvimento dela. Apresentarei em formato de vídeo na CASA DE CRIADORES.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios?
Foi super emocionante. Débora Tessler entrou em contato comigo e disse que gostaria muito de me ter na sua grade de estilistas para o entremeios. Fiquei super emocionado e aceitei.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Sim, já atua. Trabalho muito com peças sob-medida, atendimento exclusivos com os clientes, mas podem encontrar algumas criações em Porto Alegre no Gabinete de Curiosidades e em São Paulo na Galeria VOGA.

Como você define e quais as características das suas criações?
Toda coleção sempre busco trabalhar com materiais totalmente diferente e técnicas diferentes. Gosto de buscar e experimentar o novo, a informação e como trabalhar e executar isso no decorrer do desenvolvimento da coleção. Gosto de trabalhar sempre com técnicas manuais. Acredito que temos que resgatar a cultura dos nossos antepassados e traduzir isso para o mundo atual.

Qual o público-alvo a grife JONATHAN SCARPARI objetiva atingir?
Meu público é o público que gosta e entende moda. Aprecia. Gosto de pessoas que se encante pelas peças e no olhar conseguimos identificar. A emoção é a mais forte. Isso não tem preço!

Como é o processo de criação para o desenvolvimento da sua coleção?
Meu processo criativo se desenvolve totalmente ao longo da coleção. Começa na idéia principal e vou amadurecendo ela, fazendo testes e pesquisas até se materializar. Ela se estende muito além. Antecipa até mesmo antes do desfile de tão intensa que é.
Minhas grandes influências são de minhas gerações. Sou de família italiana e fui criado sempre em ambiente campesino. Sempre ouvi muito minha avó cantando, falando italiano. Meus avôs tanto paternos quanto maternos são agricultores de SC e isso passou para meu pai. Fui criado no mundo do arroz, dos bovinos, das frutas, hortas, barrerais de uva, máquinas agrícola, enfim o contato muito forte com a terra, com os natureza. Isso tem uma grande influência no meu processo. Acabo sempre buscando as origens e a minha identidade. De onde vim, quem sou! Acho totalmente importante para minha vida e para a moda que procuro desenvolver.

O que você acha que está faltando na moda masculina brasileira?
Está faltando audácia de criar e colocar isso em prática. Não existe roupa que não pode ser usada. A roupa é uma expressão, emoção na vida.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações?
Não. Não busco esse tipo de interferência. Com certeza tenho estilista que amo suas criações. Marcas como Mugler, lavin, Raf Simons, Ermenegildo Zegna

O que pensa para a marca no futuro?
Acho que ao futuro pertence. Penso que trabalhando bem e apresentando um ótimo trabalho os frutos são colhidos. Tenho isso na minha mente e no coração.

No backstage:

Na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

12 de abril de 2012

Do backstage à passarela: GZBL de Déh Dullius_Donna Fashion Iguatemi

O lance do Deh Dullius é com a arte e, ao menor contato com suas criações, isso já fica mais do que claro. A idéia da GZBL é, digamos assim, para expandir o campo de ação e experimentar um relação mais íntima com a moda, além da expressão conceitual à qual já está habituado. Em resumo, criar um selo para o seu ateliê de figurinos e artes plásticas no geral.

Não perde de ver essa pessoa fantástica e este namoro entre a moda e a arte que o Deh promove, confere aqui:
Nome: André Luís Dullius- GZBL

Idade: 20 e alguma coisa.

Essa é sua primeira coleção? Certo? - Não é a primeira que eu produzo, mas que eu assino, sim.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios? – Veio depois da minha participação na super mostra coletiva ARTEMOSFERA, no início do ano, mas acredito que as minhas “auto intervenções” na noite também ajudaram à chamar a atenção.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la? – Não. A GZBL, na realidade, é apenas um selo para o meu atelier de figurinos e artes plásticas no geral. Tecnicamente não pretendo transformá-la em um tipo de grife, mas, digamos, expandir o campo de ação. Experimentar uma relação mais íntima com a moda além da expressão conceitual à qual já estou habituado.

O que inspira a GZBL na suas criações? – No dia a dia do atelier as inspirações vem de trabalhos iconográficos e da imagética do ecossistema. Sempre uma explosão de imagens, textos e referências diversas para serem espremidos em uma peça de figurino antes de se adequarem à um tema proposto, se for o caso. Já nesta coleção para o Entremeios as ideias partiram da reflexão implícita no Abaporu sobre o brasileiro, culminando na dominância negra e ignorada do nosso país e no potencial das políticas de sustentabilidade que podemos oferecer enquanto diferencial competitivo no design e na moda globais.

Qual a influência do universo artístico no seu trabalho? – Essencial. Embora não tenhamos como nos desvencilhar do surrealismo quando se trata de moda conceitual e da pop arte em moda comercial e e-commerce, tento buscar na contravenção do dadaísmo, na rigidez dos padrões da Bauhaus e no hard edge as “linhas de costura” imaginárias para as minha ideias. Quase sempre sem sucesso. Tudo vira carnaval no final das contas huahauhauah

O que você acha que está faltando na moda feminina brasileira? - Modelagem que vise o conforto, tecidos de qualidade e formas mais retas. Mais informação de moda e menos bronzeamento artificial.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações? – Sim. Seguido bebo dessas fontes: Neon, Ronaldo Fraga, Maria Bonita, Samuel Cirnansck, Gloria Coelho, Salvatore Ferragamo, Junia Watanabe, Russein Chalayan, Gaultier, Proenza Schouler, Marchesa, Jason Wu e Zac Posen, por enquanto, especialmente no que eu quero vestir.

O que pensa para a marca no futuro? – Levá-la para se instalar no espaço de alguma fabriqueta antiga para ter justamente o que me falta: espaço!

No backstage:

E na passarela:


beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

11 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Tarciso Bressan_Donna Fashion Iguatemi

Os homens vão agradecer. Neste último DFI, Tarciso Bressan debutou sua marca de roupa masculina, bem como homem gosta. E muitas vezes procura e não acha.

Não são pirações, abstrações ou moda só pra ver. Tarciso Bressan tem como foco o que é comercial, porém bem feito, bem elaborado, bem pensado e com influência em temas como o design e a música. Homens (ok, mulheres também), take a look:

Nome: Tarciso Bressan

Idade: 28

Como surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la?

Junto com meu sócio, ao observarmos a carência de boas marcas de moda masculina no mercado gaúcho e até nacional e na vontade de ter um negócio próprio voltado pra moda. O jorge cuida de toda a comunicação, cria etiquetas, estampas, ilustra e eu crio todas as peças, escolho materiais e acompanho todo processo. Quando concluímos que juntos tínhamos tudo o que precisávamos, começamos o projeto.

Essa é sua primeira coleção? Certo?
Sim, a primeira. O Donna será o ponto de partida da marca.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios?
Conheci a Debora enquanto discotecava em um evento e trocamos uma idéia. Depois disso, contei a ela que eu era designer de uma outra marca gaúcha e ela me propôs apresentar uma coleção autoral. Já estava com o projeto de uma marca em andamento. Não hesitei, pedi demissão do antigo emprego e iniciei a Tarciso Bressan.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Ainda não, as peças só serão comercializadas após o evento.

Como você define e quais as características das suas criações?
Crio roupas de verdade. Procuro fazer o comercial bem feito, bem elaborado, bem pensado, com grande influência do design e da música, busco inspirações em coisas que já vivi e aplico todas essas influências nas peças. Sou rígido na escolha dos materiais imagino sempre algumas pessoas usando as peças quando estou criando. Gosto de brincar com detalhes e com cores, quero peças impecáveis sempre. Uma peça precisa ser bonita por fora e por dentro para ser linda. Sem bons acabamentos, não existem boas peças. O Segredo é virar do avesso, uma peça só ee bonita se for por dentro e por fora.

Qual o estilo do público que a grife TARCISO BRESSAN, objetiva atingir?
Crio para homens que pensam como eu. Ligados em música, em design, em novidades, homens que sabem como e porque se vestem de tal forma. O meu público é a galera que deixou de usar camiseta estampada, mas não se sentiria bem dentro de um terno. A pegada é jovem, atemporal, divertida, mas acima de tudo, bebe da alfaiataria e prima pela elegância. Não quero ser mais uma marca que cria para seus amigos. Claro que quero que meus amigos usem minhas roupas, mas quero ouvir quem não me conhece, quero criar pra quem não sabe quem eu sou. Quero atrair as pessoas através do meu produto e não pela minha amizade ou simpatia.

Depois de um tema escolhido, como é sua pesquisa por materiais?
Começo a prestar atenção em qualquer coisa que eu ache interessante, independente de poder ou não usá-las nas roupas. Depois faço uma associação de materiais com o que é possível usar, traduzo bem as cores para os tecidos, vasculho todas as lojas, contato todos os fornecedores e só começo a criar após ter total segurança dos materiais que serão usados.

E como os temas acontecem para você?
Costumo dizer que os temas de coleções acontecem de dentro pra fora. Temas e inspirações não chegam até sua cabeça, eles brotam de sua cabeça. Você só consegue desenvolver uma coleção em cima de um tema se você ja vivenciou aquilo, se sabe que cheiro tem, que gosto tem, como se manifesta e onde vive. Não sei dizer como eles acontecem e nem em que momento acontecem. É natural, quando vejo, já estou trabalhando em cima de um tema e esse tema nem tem nome ainda.
O que você acha que está faltando na moda masculina brasileira?
Marcas bem definidas para um público de bom gosto. As marcas brasileiras ou fazem roupas para meninos ou roupas para os pais dos meninos. Minha marca não tem camiseta estampada e não tem ternos escuros. Acho que falta um pouco de seriedade no street e um pouco de sorriso na alfaiataria nacional.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações?
Sim, sempre vejo novidades de marcas/estilistas que eu tenho uma grande admiração. Martin Margiella, Dirk Bikkembergs, Dries Van Noten, Yohji Yamamoto, Rei kawakubo. Mas não sou bitolado, costumo abominar fashionismos, informação de moda é essencial, banalização da moda é um saco.

O que pensa para a marca no futuro?
A idéia é atingir o público que se identifica com a marca aqui em Porto Alegre. O primeiro passo está sendo dado, já recebi várias encomendas de uma única peça que saiu em um ensaio do Donna ZH, isso é bom, mostra que o caminho é esse. Óbvio que queremos vender, eu sou um negociador, precisamos sustentar a marca com ela mesma e não com outros negócios. Eu atuo em diversas áreas, mas gosto de manter cada uma no seu nicho. A marca está começando, sinto uma energia bo

No Backstage:

Na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

10 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Remodê de Mariana Pesce_Donna Fashion Iguatemi

Para Mariana Pesce, ou a querida Mariba – como muita gente a conhece – moda não é assunto novo. Foram 15 anos trabalhando em produção de moda e estilismo, em carreira solo e também em companhia das Modistas.

Mas agora é tempo de novos ares. Seu primeiro filho, o Eric, já está grande (fez até show, tocando ao vivo como trilha do desfile) e chegou a hora do segundo, que já está numa linda barriguinha que desponta. E foi ele o grande impulsionador do novo projeto, a Remodê, que é seu segundo filho também, mas no âmbito profissional.

Através da Remodê, em seu charmoso ateliê na Rua Dinarte Ribeiro, no bairro Moinhos de Vento, Mariba se dedica a criação do futuro, no mais amplo sentido: criar, reciclar, reaproveitar, fazer moda de um jeito mais sustentável, utilizando o lixo têxtil como seu aliado e usando o que ela chama de “roupas brecholentas” como matéria prima. Tudo de um jeito contemporâneo e sem cheiro de naftalina.

Confere nosso papo com ela:

Nome: Mariana Pesce
Idade: 35 anos
Quando surgiu a grife ou a idéia de criá-la? A grife surgiu como um projeto dentro da minha antiga empresa, As Modistas, criada com a minha amiga Roberta Ahrons em 2007/2008. Mas foi depois de 15 anos trabalhando com produção de moda e estilismo, que no início deste ano decidi me dedicar única e exclusivamente a Remodê, no momento em que descobri que estou esperando meu segundo filho, por coincidência a Remodê também é, de certa forma, meu segundo filho rsrsrs … Sempre gostei de reciclar, reaproveitar e dessa forma posso colocar em prática esse desejo de criar, fazer moda, de um jeito mais sustentável, utilizando o lixo têxtil como meu aliado e as roupas brecholentas como matéria prima, de um jeito contemporâneo e sem cheiro de naftalina .
Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios? Foi engraçado, a Débora Tessler me ligou quando estava produzindo um editorial de moda para o Donna, pois gostaria de umas peças daquele meu trabalho com roupas recicladas… Foi então que eu contei a ela a novidade quentinha, havia decidido no dia anterior que me entregaria a este projeto de corpo alma. Neste exato momento surgiu o convite e eu quase não acreditei !
A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Sim, a Remodê tem um atelier no Moinhos de Vento, na Rua Dinarte Ribeiro 171/2º piso .
Fugindo da padronização da moda, e reconstruindo um vestuário novo a partir de peças de brechó, a marca segue um trabalho de reciclagem , como surgiu essa idéia? Viajo muito, pesquiso e amo a moda, mas sempre tive um certo receio com o lixo que a moda produz, com a rapidez com que as coisas deixam de servir para as pessoas. E é por isso que sempre tive essa mania de reciclar tudo, desde as roupas da minha vó, até as meias calça de ballet. Mas a gota d’água mesmo para a criação da Remodê foi uma matéria em uma dessas revistas de companhias aéreas sobre o lixo têxtil no mundo, fiquei apavorada, e imediatamente busquei uma forma trabalhar com a moda de um jeito menos agressivo e sustentável.
Esse trabalho é realizado totalmente por você na escolha e nas modificações das roupas? Ou as clientes podem levar as peças para as modificações?
Temos peças prêt-`a-porter Remodê, mas também atendo clientes com hora marcada para reformar suas próprias roupas. Sabe aquele vestido que já foi a vários casamentos, ou que não serve mais e o tecido é incrível ? Este é o trabalho da grife : revitalizar, ousaria dizer até que é quase um trabalho de restauração.
Qual o estilo do público que a REMODÊ, objetiva atingir? Acho que as pessoas ainda tem preconceito com a roupa usada, mas acredito também que isto está mudando. Na realidade é inavitável que encontremos uma maneira de reutilizar qualquer coisa, pois é único caminho daqui pra frente. E quanto ao estilo da marca, aí sim, vejo um público bem feminino, mas sem idade. Não tenho rigidez alguma ao criar, portanto tenho peças que vão dos 12 aos 80, do estilo despojado ao clássico. Adoro isso, a versatilidade que a moda nos proporciona, a fantasia e a ousadia de sermos cada dia o que estamos sentindo . Afinal a moda é isso, uma forma de expressar quem somos e o queremos dizer naquele momento.
O que você acha que está faltando na moda feminina brasileira? Um olhar pra dentro de si mesma .
Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações? Me inspiro em detalhes, em belas imagens, mas tento transformar tudo dentro de mim e produzir algo que seja meu, embora a matéria prima do meu trabalho ser na maioria das vezes algo pronto. É quase como montar um quebra – cabeças rsrsrs
A inspiração para a criação da grife vem dos tempos que você trabalhava com produção de moda? Sim, como disse acima a Remodê era como um projeto do coração dentro das Modistas .
O que pensa para a marca no futuro? Acredito que reciclar é o futuro, então me sinto no caminho certo .

No backstage:

E na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

05 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Eduardo Nipper_Donna Fashion Iguatemi

A marca Eduardo Nipper debutou neste DFI. Foi a primeira coleção, recém chegado de 3 anos estudando em Buenos Aires, que Eduardo assinou do início ao fim, em todos os detalhes, da criação ao styling.

Mas não é trabalho de principiante. As “formas geométricas, o recorte na modelagem, as sobreposições, volumes, cortes e vazados” – tudo com delicadeza minimalista, como ele próprio define como principais características de suas criações, resultaram numa boa mistura, linda de ver e pronta pra desejar.

Confere o nosso papo e a cobertura do Pink, do backstage à passarela:

Nome: Eduardo Grosze Nipper

Idade: 24 anos

Como e quando surgiu a marca?
Sempre criei peças, mas a marca e o seu conceito em si surgiram quando eu ainda morava em Buenos Aires. Vi que fazia falta um direcionamento, um conceito forte, que definisse bem quem sou como estilista, dar uma identidade para a aquilo que eu criava, e assim surgiu a marca Eduardo Nipper.

Essa é sua primeira coleção?
Sim, é minha primeira coleção pessoal, onde defino 100% todos os detalhes, desde a criação e confecção das peças, como o styling e detalhes do desfile.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios?
Já conhecia o projeto, mas só fui apresentado para a Débora Tessler no começo do ano, pelo beauty artist e amigo, Diego Marcon. Eu estava recém voltando ao Brasil, depois de 3 anos estudando em Buenos Aires, e na época troquei uma breve idéia com a Débora, apresentei meu portfólio, e uns meses depois chegou o convite, que foi aceito na hora!

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Por enquanto o contato com os clientes se dá pessoalmente, tanto quanto pelo meu site (eduardonipper.tumblr.com), por Facebook, ou telefone (51 – 78145758)

Qual o estilo do público que a grife EDUARDO NIPPER, objetiva atingir?
Essa coleção é exclusivamente feminina, porém a marca também cria para o público masculino. Portanto, a marca tem um público amplo, jovem, que busca algum tipo de exclusividade e diferenciação. Mulheres fortes porém femininas, sem medo de inovar e se destacar.

Como você define e quais as características das suas criações?
Minhas criações são geralmente muito geométricas, trabalho muito com o recorte na modelagem, criando sobreposições, volumes, cortes, vazados, porém tudo com uma delicadeza quase minimalista. Também brinco muito com o contraste, principalmente de materiais, o leve com o pesado, o armado em contraposição ao fluído, mas sempre tentando deixar as peças muito frescas e joviais.

Depois de um tema escolhido, como é sua pesquisa por materiais?
Os materiais entram no processo criativo muito cedo, quase junto com a concepção do tema. Assim que tenho o conceito bem definido, busco tudo o que possa alimentar o processo criativo: imagens, sons, texturas, e tudo isso ajuda a entender melhor qual a materialidade perfeita para a coleção, como tecidos, estampas, aviamentos. Uma das características da marca também são as novas texturas que se podem realizar em determinado material, não usar sempre o tecido de maneira “crua”, e sim dar novas formas a ele.

E como os temas acontecem para você?
Sempre busco trabalhar com algo que de alguma maneira me emocione, me deixe apaixonado, porém sou muito aberto quanto a escolha de inspirações. Tudo a nossa volta pode se tornar uma fonte de inspiração e pesquisa, mas me interesso muito pela arte, pela arte vanguardista, arquitetura, objetos antigos, e culturas de diferentes países, por exemplo.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações?
Não sei se inspirar, mas algumas marcas e estilistas tem mais a ver com aquilo que eu busco e me identifico, como por exemplo Ann Demeulemeester, Phillip Lim e principalmente Dries Van Noten. Das marcas nacionais, gosto muito das marcas cariocas, e me identifico muito com a estilista Giulia Borges.

O que pensa para a marca no futuro? Estamos melhorando a maneira de contato com a marca, através da página, e também pretendo vender as peças em alguma loja física, pra ter um contato mais direto com o público.

No backstage:

e na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

19 de março de 2012

Ontem eu saí assim. Look do dia: Romantic mood

Ó, quem viu ontem no insta.gram, just in time, agora vai ver com mais detalhes.

Quem não viu (e curte os looks desta que vos escreve), espia lá no “insta”, ele tem me encorajado a fazer fotos dos looks do dia com mais frequência, neste final de semana aliás, diariamente. (Lá, como aqui, sou a @recallage ;, nice to meet you! kkk..)

Bueno, ontem teve o desfile da Pompéia – pra quem não conhece uma marca de fast fashion aqui do sul. O desfile estava super bacana e depois vou falar mais sobre ele aqui. Por hora, fica o look que usei ontem, com uma carinha meio romântica, meio antiguinha (que ainda trabalhei em apps novos – outro mundo maravilhoso ao qual não podemos ficar alheias, sou a mais nova addicted!)

Hope you enjoy it!

beijos de boa semana,
@recallage

o look: óculos Ralph Lauren, bolsa Cambrigde Satchel, blusa Animale, cinto Zara, saia Framboesa. E o batom (bom, batom vermelho é quase um acessório), o bom e velho ruby woo da Mac).

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