Pink About It

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13 de abril de 2012

Do backstage à passarela: M. Placeres_Donna Fashion Iguatemi

 

A escolha de Mauricio Placeres pela moda tem 2 grandes influências. Uma delas técnica, pois tendo o pai como engenheiro de produção, especializado no ramo têxtil, viveu dentro de fábricas de roupa praticamente sua vida inteira.

E a segunda, talvez mais lúdica e inspiracional, a música pois, segundo Mauricio, “você tendo uma cultura musical boa, as suas referências estéticas são muito amplas, quando você passa a ter ideia que certas coisas existem, você começa a não se contentar somente com o disponível ao seu redor, você quer o que acha mais legal, o que é mais a sua cara e o que faz você um ser singular”.

Será que deu pra imaginar a moda que M. Placeres desfilou no DFI? Bom, confere tudo aqui ó:

Nome: Mauricio Placeres

Idade: 27

Como surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la?Bom, meu envolvimento com a moda, surge de duas fontes diferentes mas complementarias, em primeiro lugar meu pai, e em segundo lugar a música.Meu pai é engenheiro de produção, especializado no ramo têxtil, fato que fez eu estar dentro de fábricas de roupa, praticamente minha vida inteira. Ao longo dos anos fui conhecendo todos os processos de confecção ao observar produções em grande escala, isso fez com que eu veja de perto as possibilidades que existiam neste ramo. Mas minhas criações começaram quando deixei de me contentar com o que via nas lojas e comecei a pedir pro meu pai montar certas peças, é ai que entra a música, você tendo uma cultura musical boa, as suas referências estéticas são muito amplas, quando você passa a ter ideia que certas coisas existem, você começa a não se contentar somente com o disponível ao seu redor, você quer o que acha mais legal, o que é mais a sua cara e o que faz você um ser singular. Minha visão da moda é totalmente funcional, tudo o que eu crio é porque me da vontade de usa-lo ou porque vejo um potencial fiel a elegância que o público quer, fusionada com a atitude que ele almeja.

Essa é sua primeira coleção? Certo? Essa seria minha terceira coleção, na verdade. Comecei em novembro de 2010 com a coleção que apresentava a marca ao público gaúcho, uma coleção que misturava cores claras e escuras, porque eu defendo que não existem as cores por temporada, você usa preto no verão e branco no inverno, é mais um tema comercial eu acho. Depois criei outra coleção no fim do ano passado, me focando nas listras, mais inspirada no lado Navy, mas sempre tendo em conta de manter uma imagem que não seja tão apegada à estação.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios? O convite surgiu de uma forma engraçada até, eu sou muito amigo do Daniel Tessler, irmão da Débora Tessler, estavamos Daniel e eu num show no Opinião, quando nos encontramos com a Débora, e o Daniel nos apresentou dizendo, “esse aqui é o cara que faz meus ternos, o Mauricio” e a Débora disse, você que é o Mauricio Placeres? no que eu respondi sim, e ela comentou, vou te querer pro próximo Donna guri. Eu fiquei surpreso e ansioso mandei meu material e esperei pra ver se seria selecionado. E fui heh.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la? A grife está no mercado, vendemos nossas peças online no site Estilo Exclusivo, e diretamente comigo sob medida, já estivemos um tempo na Loja Pandorga e fizemos uma coleção para a marca Aragana. Hoje estamos estudando a possibilidade de abrir algo semelhante a um atelier/loja.

Como você define e quais as características das suas criações? O homem de hoje, por estas latitudes, não tende a vestir-se muito bem, mas não é culpa dele, é culpa do entorno que não gera boas referencias. Além dos que não tem as referencias, temos os que vão atrás de todas as referencias possíveis e as vestem todas juntas, pra mostrar o quão ligados na moda estão, o que também não é legal, e termina sendo um grande obstáculo para que o vestir bem seja cotidiano, esse tipo de pessoa assusta aquele que esta começando a querer se vestir melhor, já que não quer ser associado a este “super mega estiloso personagem”. A modernidade nas minhas peças é sutil, basicamente é definida pelos cortes slim e por sempre usar tecidos diferentes mas não chamativos, a chave está em fazer um mix entre a ousadia e a elegância, pensar, quem certamente usaria esta peça, e como ele seria visto pelos outro? eu gostaria de ser esse cara? pronto é assim, se você produz algo que possa ser associado a pessoas que você admira acho que encontrou o caminho correto, e isso é ser funcional e moderno.

Qual o estilo do público que a grife M. Placeres objetiva atingir? O público que queremos atingir é o homem carente de opções, aquele que sabe o que quer mas não acha no mercado, e se acha não cumpre as espectativas, nos trabalhamos muito peça a peça, para que sejam as melhores e as mais singulares, nos pensamos naqueles que querem ser individuos e não fazer parte de uma grande massa, por isso fazemos peças únicas, para agradar muitos, mas de jeitos diferentes. O nosso publico é aquele que não quer passar desapercebido, mas também não quer ser chamativo, “a atidude é percebida sem a necessidade de ser demostrada”. No final nossos clientes terminam sendo nossa melhor publicidade, eles vestindo bem nossos trajes farão com que muitos outros se interessem e se aproximem as peças mais elaboradas.

E como os temas acontecem para você? Os meus temas sempre são e vão ser iguais, minha inspiração vem, das máfias, das guerras, idade média, dos movimentos sociais como Mod, Hooligan e Rude Boy, e obviamente da música, tendo isto como inspiração nunca vão faltar ideias para transformar em moda com personalidade.

Meu processo de criação é simples, depois de me focar nas ideias que vão compor as novas peças, busco referencias fotográficas do tema que mais se aproxima a minha proposta, com a referencia fotográfica posso fazer uma releitura das roupas e traze-la para nossos dias. Na alfaiataria está quase tudo inventado, não existe aquele que diz que inventou cortes novos revolucionarios ou peças nunca antes vistas, a alfaiataria tem centenas de anos, e o que vemos hoje é o resultado de muito trabalho de muita gente na história, não podemos ser arrogantes ao ponto de dizer que estamos criando coisas inéditas, tudo vem de algum lugar e nós somente o adaptamos, damos a nossa cara e acrescentamos valores de marca que terminam sendo exibidos nas roupas.

O que você acha que está faltando na moda masculina brasileira? Eu acho que o que falta na moda brasileira são ícones com bagagem cultural, formadores de opinião de verdade, que sejam escolhidos pelas pessoas e não pelos meios, o formador de opinião ele é seguido e imitado, se ele é uma criação dos meios de comunicação, ele é maleável e frágil, um dia você é, no outro não mais, o ícone real não deixa de ser de um dia pro outro, e por ser real não deixa de ser seguido. Este formador de opinião tem infinitas coisas pra falar, comentar e repassar, então você cria admiração e o segue. Falta também muita informação para o público geral, sem ter a informação previa para decodificar uma mensagem, você não consegue decodifica-la, ou pior a interpreta errado, por exemplo, uns anos atrás quando existiam os emos, eles viraram donos do quadriculado, qualquer coisa quadriculada era emo, e como as pessoas não tem outra informação previa a isso, achavam que quadriculado era coisa de emo, mas não sabem que o quadriculado identifica Rude Boys desde os anos 60 e até foi associado a skinheads. Então a falta de informação gera lacunas na moda provocadas pela má interpretação do que vemos. Outro grande problema da moda nas ruas é o medo a ser julgado, quem gosta de algum de estilo mais “diferente” do que se ve na rua, muitas vezes tem medo a ser julgado de um jeito ou de outro, e deixa de usar o que realmente gostaria por medo às criticas, mas algumas pessoas não sabem que a satisfação de usar o que se gosta e passar por cima de tudo isso faz muito bem à nossa pessoa e forma nossa personalidade.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações? Não, tento sempre ficar longe de tudo que possa me contaminar, no bom sentido, está tudo praticamente inventado, se vamos nos guiar por marcas ou estilistas contemporâneos, já estamos um passo atrás, o segredo pra mim é se focar nas raizes e interpretar tudo desde lá. Mesmo assim adimiro muito as alfaiatarias de Hugo Boss e Zegna.

O que pensa para a marca no futuro? Sinceramente pretendo ser uma referencia na moda masculina, fazer com que homens percebam que mulher adora um cara bem vestido, não é difícil ser elegante e nos torna muito mais inconfundíveis. Quero fazer com que se tenha prazer em vestir-se que o ato de comprar uma peça de roupa seja para que isso mostre algo de nos e não que seja um elemento somente para cobrir o corpo.

No backstage:

Na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Rê Callage
fotos passarela: Emmanuel Denaui
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

13 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Jonathan Scarpari_Donna Fashion Iguatemi

Jonathan Scarpari começou a criar em 2012. Sentia a necessidade de peças masculinas diferentes do que se encontra hoje. “São todas iguais, sempre as mesmas. Queria algo diferente. Com impacto.”

Sempre com este foco, Jonathan desfilou neste DFI s sua terceira coleção e já está partindo para a quarta, que será apresentada em vídeo na Casa dos Criadores.

Bom, deu pra ver que essa moda com impacto e ditante do lugar comum não pára mais, né? Confere nosso papo aqui:
Nome: Jonathan Scarpari

Idade: 27 anos

Quando surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la?
Surgiu em 2010. Surgiu com a necessidade de ter peças masculinas. São todas iguais, sempre as mesmas. Queria algo diferente. Com impacto.

Essa é sua primeira coleção? Certo?
Não. Está é minha terceira coleção. Estou partindo para quarta onde estou em processo de desenvolvimento dela. Apresentarei em formato de vídeo na CASA DE CRIADORES.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios?
Foi super emocionante. Débora Tessler entrou em contato comigo e disse que gostaria muito de me ter na sua grade de estilistas para o entremeios. Fiquei super emocionado e aceitei.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Sim, já atua. Trabalho muito com peças sob-medida, atendimento exclusivos com os clientes, mas podem encontrar algumas criações em Porto Alegre no Gabinete de Curiosidades e em São Paulo na Galeria VOGA.

Como você define e quais as características das suas criações?
Toda coleção sempre busco trabalhar com materiais totalmente diferente e técnicas diferentes. Gosto de buscar e experimentar o novo, a informação e como trabalhar e executar isso no decorrer do desenvolvimento da coleção. Gosto de trabalhar sempre com técnicas manuais. Acredito que temos que resgatar a cultura dos nossos antepassados e traduzir isso para o mundo atual.

Qual o público-alvo a grife JONATHAN SCARPARI objetiva atingir?
Meu público é o público que gosta e entende moda. Aprecia. Gosto de pessoas que se encante pelas peças e no olhar conseguimos identificar. A emoção é a mais forte. Isso não tem preço!

Como é o processo de criação para o desenvolvimento da sua coleção?
Meu processo criativo se desenvolve totalmente ao longo da coleção. Começa na idéia principal e vou amadurecendo ela, fazendo testes e pesquisas até se materializar. Ela se estende muito além. Antecipa até mesmo antes do desfile de tão intensa que é.
Minhas grandes influências são de minhas gerações. Sou de família italiana e fui criado sempre em ambiente campesino. Sempre ouvi muito minha avó cantando, falando italiano. Meus avôs tanto paternos quanto maternos são agricultores de SC e isso passou para meu pai. Fui criado no mundo do arroz, dos bovinos, das frutas, hortas, barrerais de uva, máquinas agrícola, enfim o contato muito forte com a terra, com os natureza. Isso tem uma grande influência no meu processo. Acabo sempre buscando as origens e a minha identidade. De onde vim, quem sou! Acho totalmente importante para minha vida e para a moda que procuro desenvolver.

O que você acha que está faltando na moda masculina brasileira?
Está faltando audácia de criar e colocar isso em prática. Não existe roupa que não pode ser usada. A roupa é uma expressão, emoção na vida.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações?
Não. Não busco esse tipo de interferência. Com certeza tenho estilista que amo suas criações. Marcas como Mugler, lavin, Raf Simons, Ermenegildo Zegna

O que pensa para a marca no futuro?
Acho que ao futuro pertence. Penso que trabalhando bem e apresentando um ótimo trabalho os frutos são colhidos. Tenho isso na minha mente e no coração.

No backstage:

Na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

11 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Tarciso Bressan_Donna Fashion Iguatemi

Os homens vão agradecer. Neste último DFI, Tarciso Bressan debutou sua marca de roupa masculina, bem como homem gosta. E muitas vezes procura e não acha.

Não são pirações, abstrações ou moda só pra ver. Tarciso Bressan tem como foco o que é comercial, porém bem feito, bem elaborado, bem pensado e com influência em temas como o design e a música. Homens (ok, mulheres também), take a look:

Nome: Tarciso Bressan

Idade: 28

Como surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la?

Junto com meu sócio, ao observarmos a carência de boas marcas de moda masculina no mercado gaúcho e até nacional e na vontade de ter um negócio próprio voltado pra moda. O jorge cuida de toda a comunicação, cria etiquetas, estampas, ilustra e eu crio todas as peças, escolho materiais e acompanho todo processo. Quando concluímos que juntos tínhamos tudo o que precisávamos, começamos o projeto.

Essa é sua primeira coleção? Certo?
Sim, a primeira. O Donna será o ponto de partida da marca.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios?
Conheci a Debora enquanto discotecava em um evento e trocamos uma idéia. Depois disso, contei a ela que eu era designer de uma outra marca gaúcha e ela me propôs apresentar uma coleção autoral. Já estava com o projeto de uma marca em andamento. Não hesitei, pedi demissão do antigo emprego e iniciei a Tarciso Bressan.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Ainda não, as peças só serão comercializadas após o evento.

Como você define e quais as características das suas criações?
Crio roupas de verdade. Procuro fazer o comercial bem feito, bem elaborado, bem pensado, com grande influência do design e da música, busco inspirações em coisas que já vivi e aplico todas essas influências nas peças. Sou rígido na escolha dos materiais imagino sempre algumas pessoas usando as peças quando estou criando. Gosto de brincar com detalhes e com cores, quero peças impecáveis sempre. Uma peça precisa ser bonita por fora e por dentro para ser linda. Sem bons acabamentos, não existem boas peças. O Segredo é virar do avesso, uma peça só ee bonita se for por dentro e por fora.

Qual o estilo do público que a grife TARCISO BRESSAN, objetiva atingir?
Crio para homens que pensam como eu. Ligados em música, em design, em novidades, homens que sabem como e porque se vestem de tal forma. O meu público é a galera que deixou de usar camiseta estampada, mas não se sentiria bem dentro de um terno. A pegada é jovem, atemporal, divertida, mas acima de tudo, bebe da alfaiataria e prima pela elegância. Não quero ser mais uma marca que cria para seus amigos. Claro que quero que meus amigos usem minhas roupas, mas quero ouvir quem não me conhece, quero criar pra quem não sabe quem eu sou. Quero atrair as pessoas através do meu produto e não pela minha amizade ou simpatia.

Depois de um tema escolhido, como é sua pesquisa por materiais?
Começo a prestar atenção em qualquer coisa que eu ache interessante, independente de poder ou não usá-las nas roupas. Depois faço uma associação de materiais com o que é possível usar, traduzo bem as cores para os tecidos, vasculho todas as lojas, contato todos os fornecedores e só começo a criar após ter total segurança dos materiais que serão usados.

E como os temas acontecem para você?
Costumo dizer que os temas de coleções acontecem de dentro pra fora. Temas e inspirações não chegam até sua cabeça, eles brotam de sua cabeça. Você só consegue desenvolver uma coleção em cima de um tema se você ja vivenciou aquilo, se sabe que cheiro tem, que gosto tem, como se manifesta e onde vive. Não sei dizer como eles acontecem e nem em que momento acontecem. É natural, quando vejo, já estou trabalhando em cima de um tema e esse tema nem tem nome ainda.
O que você acha que está faltando na moda masculina brasileira?
Marcas bem definidas para um público de bom gosto. As marcas brasileiras ou fazem roupas para meninos ou roupas para os pais dos meninos. Minha marca não tem camiseta estampada e não tem ternos escuros. Acho que falta um pouco de seriedade no street e um pouco de sorriso na alfaiataria nacional.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações?
Sim, sempre vejo novidades de marcas/estilistas que eu tenho uma grande admiração. Martin Margiella, Dirk Bikkembergs, Dries Van Noten, Yohji Yamamoto, Rei kawakubo. Mas não sou bitolado, costumo abominar fashionismos, informação de moda é essencial, banalização da moda é um saco.

O que pensa para a marca no futuro?
A idéia é atingir o público que se identifica com a marca aqui em Porto Alegre. O primeiro passo está sendo dado, já recebi várias encomendas de uma única peça que saiu em um ensaio do Donna ZH, isso é bom, mostra que o caminho é esse. Óbvio que queremos vender, eu sou um negociador, precisamos sustentar a marca com ela mesma e não com outros negócios. Eu atuo em diversas áreas, mas gosto de manter cada uma no seu nicho. A marca está começando, sinto uma energia bo

No Backstage:

Na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

10 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Remodê de Mariana Pesce_Donna Fashion Iguatemi

Para Mariana Pesce, ou a querida Mariba – como muita gente a conhece – moda não é assunto novo. Foram 15 anos trabalhando em produção de moda e estilismo, em carreira solo e também em companhia das Modistas.

Mas agora é tempo de novos ares. Seu primeiro filho, o Eric, já está grande (fez até show, tocando ao vivo como trilha do desfile) e chegou a hora do segundo, que já está numa linda barriguinha que desponta. E foi ele o grande impulsionador do novo projeto, a Remodê, que é seu segundo filho também, mas no âmbito profissional.

Através da Remodê, em seu charmoso ateliê na Rua Dinarte Ribeiro, no bairro Moinhos de Vento, Mariba se dedica a criação do futuro, no mais amplo sentido: criar, reciclar, reaproveitar, fazer moda de um jeito mais sustentável, utilizando o lixo têxtil como seu aliado e usando o que ela chama de “roupas brecholentas” como matéria prima. Tudo de um jeito contemporâneo e sem cheiro de naftalina.

Confere nosso papo com ela:

Nome: Mariana Pesce
Idade: 35 anos
Quando surgiu a grife ou a idéia de criá-la? A grife surgiu como um projeto dentro da minha antiga empresa, As Modistas, criada com a minha amiga Roberta Ahrons em 2007/2008. Mas foi depois de 15 anos trabalhando com produção de moda e estilismo, que no início deste ano decidi me dedicar única e exclusivamente a Remodê, no momento em que descobri que estou esperando meu segundo filho, por coincidência a Remodê também é, de certa forma, meu segundo filho rsrsrs … Sempre gostei de reciclar, reaproveitar e dessa forma posso colocar em prática esse desejo de criar, fazer moda, de um jeito mais sustentável, utilizando o lixo têxtil como meu aliado e as roupas brecholentas como matéria prima, de um jeito contemporâneo e sem cheiro de naftalina .
Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios? Foi engraçado, a Débora Tessler me ligou quando estava produzindo um editorial de moda para o Donna, pois gostaria de umas peças daquele meu trabalho com roupas recicladas… Foi então que eu contei a ela a novidade quentinha, havia decidido no dia anterior que me entregaria a este projeto de corpo alma. Neste exato momento surgiu o convite e eu quase não acreditei !
A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Sim, a Remodê tem um atelier no Moinhos de Vento, na Rua Dinarte Ribeiro 171/2º piso .
Fugindo da padronização da moda, e reconstruindo um vestuário novo a partir de peças de brechó, a marca segue um trabalho de reciclagem , como surgiu essa idéia? Viajo muito, pesquiso e amo a moda, mas sempre tive um certo receio com o lixo que a moda produz, com a rapidez com que as coisas deixam de servir para as pessoas. E é por isso que sempre tive essa mania de reciclar tudo, desde as roupas da minha vó, até as meias calça de ballet. Mas a gota d’água mesmo para a criação da Remodê foi uma matéria em uma dessas revistas de companhias aéreas sobre o lixo têxtil no mundo, fiquei apavorada, e imediatamente busquei uma forma trabalhar com a moda de um jeito menos agressivo e sustentável.
Esse trabalho é realizado totalmente por você na escolha e nas modificações das roupas? Ou as clientes podem levar as peças para as modificações?
Temos peças prêt-`a-porter Remodê, mas também atendo clientes com hora marcada para reformar suas próprias roupas. Sabe aquele vestido que já foi a vários casamentos, ou que não serve mais e o tecido é incrível ? Este é o trabalho da grife : revitalizar, ousaria dizer até que é quase um trabalho de restauração.
Qual o estilo do público que a REMODÊ, objetiva atingir? Acho que as pessoas ainda tem preconceito com a roupa usada, mas acredito também que isto está mudando. Na realidade é inavitável que encontremos uma maneira de reutilizar qualquer coisa, pois é único caminho daqui pra frente. E quanto ao estilo da marca, aí sim, vejo um público bem feminino, mas sem idade. Não tenho rigidez alguma ao criar, portanto tenho peças que vão dos 12 aos 80, do estilo despojado ao clássico. Adoro isso, a versatilidade que a moda nos proporciona, a fantasia e a ousadia de sermos cada dia o que estamos sentindo . Afinal a moda é isso, uma forma de expressar quem somos e o queremos dizer naquele momento.
O que você acha que está faltando na moda feminina brasileira? Um olhar pra dentro de si mesma .
Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações? Me inspiro em detalhes, em belas imagens, mas tento transformar tudo dentro de mim e produzir algo que seja meu, embora a matéria prima do meu trabalho ser na maioria das vezes algo pronto. É quase como montar um quebra – cabeças rsrsrs
A inspiração para a criação da grife vem dos tempos que você trabalhava com produção de moda? Sim, como disse acima a Remodê era como um projeto do coração dentro das Modistas .
O que pensa para a marca no futuro? Acredito que reciclar é o futuro, então me sinto no caminho certo .

No backstage:

E na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

09 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Nara Lisbôa_Donna Fashion Iguatemi

Hoje não tem retrato da estilista aqui porque ela mora na França. Seu desfile foi possível graças a contribuição de amigas queridas e da sua filha Mariana Pesce, a querida Mariba, estilista da Remodê que logo mais vocês também vão ver nesta seção.

A Nara é multi. Ela é cantora, compositora, artista, tricoteira, estilista (mais pela necessidade que temos de criar títulos do que propriamente pela forma como se vê, se é que entendi bem) e de tudo o que já fez na vida, acho que a única página realmente virada é a dos tempos em que Nara Lisbôa preenchia “publicitária” nos formulários em que a pergunta pedia “profissão” como resposta.

O fato é que ao acaso ou não, de uma forma ou de outra, e somando toda a riqueza que tem dentro de si, Nara tem feitos lindos tricôs que nos deixam em dúvida se a obra de arte em questão pode ser só um blusão quentinho.

Acho que no fim das contas, os tricôs da Nara refletem tal e qual a diversidade, a soma e a liberdade da pessoa que ela é, que escolheu ser.

Uma pena não ter encontrado com ela por aqui, pra ter esse papo pessoalmente, mas que nem por isso deixamos de conseguir:

Nome: Nara Lisbôa
Idade: 61 anos
Quando surgiu a grife? Ou a idéia de criá-la? Essa é sua primeira coleção? Certo? As coleçoes são sempre agregadas de novas peças pois não faço moda. Meu tricot é mais estilo de vida. Comecei a chamar de coleçao em 2008.
Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios? Eu estava no Brasil no verao e participei do I° Coletivo Criativo, em dezembro. Meus tricots passaram a ter um pouco de visibildade e ai veio o convite.
A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la? Sim. Através do site www.naralisboa.fr e através da Mariana Pesce, da Remodê, que é a nossa representante fora da França.
A gente sabe que você também é cantora, estilista é sua nova profissão ou um projeto paralelo?
Sou artista. Cantar e compor foram minhas primeiras manifestaçoes, depois o desenho, bordado, tricot, ainda na infância. Uma coisa não interfere na outra. Canso de começar a compor enquanto faço tricot. Estou também escrevendo um livro há anos e se der tempo ainda, gostaria de me dedicar ao desenho de novo. Cinema também não esta fora de possibilidade. Quanto mas coisas a gente faz, mais a gente tem tempo. Temos a eternidade pra descansar.
Seus tricôs são peças muito diferenciadas. Eles são desenvolvidos como expressão artística ou moda, tipo one of a kind?A única coisa que eu NÃO penso quando começo uma peça é na moda. Acho que é expressão artística com utilidade e conforto pra gente livre.
O que pensa para a marca no futuro? Não sei mesmo, não gosto muito de criar objetivos , prefiro observar os sinais, pois não quero entrar em nenhum tipo de gincana existencial. Deixei uma carreira de quase 30 anos em propaganda para me dedicar à arte, cheia de liberdade e paz e é isso que vou continuar fazendo. O resto é fisica quântica! A gente materializa tudo que pensa.

Já no backstage a gente tem um highlight do que vai ver depois, né?

Mistério revelado, Nara Lisbôa enche de cor e textura a passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Rê Callage
fotos passarela: Emmanuel Denaui
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

05 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Eduardo Nipper_Donna Fashion Iguatemi

A marca Eduardo Nipper debutou neste DFI. Foi a primeira coleção, recém chegado de 3 anos estudando em Buenos Aires, que Eduardo assinou do início ao fim, em todos os detalhes, da criação ao styling.

Mas não é trabalho de principiante. As “formas geométricas, o recorte na modelagem, as sobreposições, volumes, cortes e vazados” – tudo com delicadeza minimalista, como ele próprio define como principais características de suas criações, resultaram numa boa mistura, linda de ver e pronta pra desejar.

Confere o nosso papo e a cobertura do Pink, do backstage à passarela:

Nome: Eduardo Grosze Nipper

Idade: 24 anos

Como e quando surgiu a marca?
Sempre criei peças, mas a marca e o seu conceito em si surgiram quando eu ainda morava em Buenos Aires. Vi que fazia falta um direcionamento, um conceito forte, que definisse bem quem sou como estilista, dar uma identidade para a aquilo que eu criava, e assim surgiu a marca Eduardo Nipper.

Essa é sua primeira coleção?
Sim, é minha primeira coleção pessoal, onde defino 100% todos os detalhes, desde a criação e confecção das peças, como o styling e detalhes do desfile.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios?
Já conhecia o projeto, mas só fui apresentado para a Débora Tessler no começo do ano, pelo beauty artist e amigo, Diego Marcon. Eu estava recém voltando ao Brasil, depois de 3 anos estudando em Buenos Aires, e na época troquei uma breve idéia com a Débora, apresentei meu portfólio, e uns meses depois chegou o convite, que foi aceito na hora!

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Por enquanto o contato com os clientes se dá pessoalmente, tanto quanto pelo meu site (eduardonipper.tumblr.com), por Facebook, ou telefone (51 – 78145758)

Qual o estilo do público que a grife EDUARDO NIPPER, objetiva atingir?
Essa coleção é exclusivamente feminina, porém a marca também cria para o público masculino. Portanto, a marca tem um público amplo, jovem, que busca algum tipo de exclusividade e diferenciação. Mulheres fortes porém femininas, sem medo de inovar e se destacar.

Como você define e quais as características das suas criações?
Minhas criações são geralmente muito geométricas, trabalho muito com o recorte na modelagem, criando sobreposições, volumes, cortes, vazados, porém tudo com uma delicadeza quase minimalista. Também brinco muito com o contraste, principalmente de materiais, o leve com o pesado, o armado em contraposição ao fluído, mas sempre tentando deixar as peças muito frescas e joviais.

Depois de um tema escolhido, como é sua pesquisa por materiais?
Os materiais entram no processo criativo muito cedo, quase junto com a concepção do tema. Assim que tenho o conceito bem definido, busco tudo o que possa alimentar o processo criativo: imagens, sons, texturas, e tudo isso ajuda a entender melhor qual a materialidade perfeita para a coleção, como tecidos, estampas, aviamentos. Uma das características da marca também são as novas texturas que se podem realizar em determinado material, não usar sempre o tecido de maneira “crua”, e sim dar novas formas a ele.

E como os temas acontecem para você?
Sempre busco trabalhar com algo que de alguma maneira me emocione, me deixe apaixonado, porém sou muito aberto quanto a escolha de inspirações. Tudo a nossa volta pode se tornar uma fonte de inspiração e pesquisa, mas me interesso muito pela arte, pela arte vanguardista, arquitetura, objetos antigos, e culturas de diferentes países, por exemplo.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações?
Não sei se inspirar, mas algumas marcas e estilistas tem mais a ver com aquilo que eu busco e me identifico, como por exemplo Ann Demeulemeester, Phillip Lim e principalmente Dries Van Noten. Das marcas nacionais, gosto muito das marcas cariocas, e me identifico muito com a estilista Giulia Borges.

O que pensa para a marca no futuro? Estamos melhorando a maneira de contato com a marca, através da página, e também pretendo vender as peças em alguma loja física, pra ter um contato mais direto com o público.

No backstage:

e na passarela:

beijos, @recallage
fotos backstage: Marco A F
fotos passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

04 de abril de 2012

Do backstage à passarela: Carlos Bacchi_Donna Fashion Iguatemi

Sabe aquela música do Lulú (Santos) “eu vejo um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera”? Pois enquanto eu pensava aqui, no escrever a respeito do Carlos Bacchi, essa música fica tocando na minha cabeça.

Loucuras à parte, faz todo o sentido. O Carlos Bacchi faz parte do que acredito ser uma nova geração de profissionais de moda e do que seja o seu futuro (ou o caminho mais promissor).

Alguém que enxerga que sucesso é igual a pesquisa, estudo e trabalho duro. Que se inspira não apenas nos produtos dos renomados estilistas, mas na sua forma de trabalhar. Que está sempre buscando melhores formas de representar, na sua criação, o lugar em que vive e que é sua inspiração.

Em sua quarta coleção, Carlos desfilou neste Donna Fashion Iguatemi a marca que leva seu nome e foi uma linda surpresa.

Confere aí o “papo” que a gente bateu com ele, e nossa cobertura do backstage à passarela.

Nome: Carlos Bacchi Filho
Idade:24 anos
Essa é sua primeira coleção?
Não, está é a quarta. A primeira foi a Chamalote, que comercializei para amigas. A segunda, Lineum, vendi na Loja Pandorga e a terceira chamada Gobelin está a venda na loja Lua Galeria Pop Up Store.

Como surgiu o convite para participar do projeto EntreMeios?
Atraves da Débora. Ela conheceu meu produto e acabou rolando o convite para a seleção do Entremeios.

A marca já atua no mercado? Em caso positivo onde, e como podemos encontrá-la?
Sim. Hoje, vendo na Lua Galeria e no meu atelier, em Ana Rech, Caxias do Sul.
·
Você tem um trabalho autoral, produzindo peças exclusivas e com materiais delicados. Como é a pesquisa para a escolha desses materiais?
A procura por novos materiais não da trégua. Visito regularmente várias lojas, armarinhos, representantes. Quando viajo, é uma das principais atividades. Minhas paixões são fibras naturais e técnicas artesanais, tanto de tecelagem como tingimentos. Esse tipo de materiais sempre terá minha preferencia.

Segue alguma linha para inspiração de suas peças? Quais?
Sim. A natureza é minha constante inspiração. Adoro plantas e animais, suas cores e formas. Paisagens. O lugar que vivo me serve diáriamente como inspiração, e tento refletir no produto todos os aspectos destas sensações.

O que você acha que está faltando na moda feminina brasileira?
Essa é difícil. Faz menos de um ano que tenho minha marca, e meu trabalho e reconhecimento ainda é regional. Comparando com tudo que vi no tempo em que morei fora, só me resta responder investimentos.
A forma como se ve a moda aqui no Brasil ainda está em desenvolvimento – não só a moda, o país como um todo. Vemos pelas campanhas, pelas semanas de moda, pelas apresentações e até mesmo pelas coleções que ainda temos um pé no freio. O investimento na moda aqui é contido, talvez por uma questão cultural.

Você se inspira em outras marcas/estilistas para suas criações?
Tenho vários ídolos na moda. Olho todos os desfiles, todas as coleções, baixo todos os videos e estudo bastante. Não me inspiro nos produtos apenas, mas na forma de trabalhar. Do pouco que já vivi e aprendi, admiro muito Miuccia Prada pelo processo de desenvolvimento das coleções, tanto para Prada como Miu Miu. Ninguém na moda entende o mundo, política e história como ela.Quanto a produto, técnicas e modelagem, nao posso deixar de citar Alexander McQueen, Gareth Pugh e Lanvin como meus prediletos. Proenza Schouler também, acho demais.

O que pensa para a marca no futuro?
Meu maior desejo atual para a marca é manter o que já está acontecendo. Aos poucos, consigo desenvolver todas as minhas vontades e trabalhar apenas com o que me faz feliz. Não tenho pretensões muito grandes, e não vou “dar o passo maior que as pernas”. Quero que a marca seja reconhecida pela qualidade e quero ser merecedor do que eu conquistar.

No backstage:

 

e por fim, na passarela:

 

beijos, @recallage

fotos do backstage: Marco A. F.
fotos da passarela: Franco Rodrigues
curadoria do projeto Entremeios: Débora Tessler
assistente de produção Pink: Nêmora Andrade

04 de abril de 2012

Do backstage à passarela, Donna Fashion Iguatemi_intro

Neste Donna Fashion Iguatemi o Pink About It quis fazer uma cobertura diferente.

Quando ficamos sabendo dos nomes e trabalho dos estilistas que estavam participando do projeto Entremeios, amamos a idéia de apresentar aqui novos e promissores nomes, muitos deles debutados nesta edição do evento.

Este post é pra dizer que, em seguida vou começar a postar essa série “do backstage à passarela”, cada dia com a cobertura de um novo talento, que entrevistamos e acompanhamos desde os preparativos até o momento dos seus defiles.

Coisas novas, bons achados é o que o Pink sempre está buscando e foi o que escolhemos trazer deste DFI.

Espero muito que vcs gostem! Ah, um teaser do que vem por aí:

beijos, @recallage.

03 de abril de 2012

Monogram me – Lançamento prêt-à-porter Victor Hugo no Donna Fashion Iguatemi.

Uma das grandes novidades apresentadas no DFI nesta edição foi o lançamento da coleção prêt-a-porter Victor Hugo.

Isso mesmo, você não viu nem leu errado. O conhecido monograma made in Brazil, que no ritmo da tendência scarf me já vinha incrementando o mix de produtos com lenços lindos no último verão, agora tem araras repletas com peles, paetês, metalizados (e mais outros tantos dos que devem ser hits no próximo inverno) na sua primeira coleção de roupas:

O monograma VH, a exemplo do que fazem marcas internacionais, virou estampa e a marca segue no vestuário o padrão sofisticado das bolsas e acessórios.

Meu querido amigo Armando Dall’Igna, proprietário da loja que promoveu o desfile, está só sorrisos. E não é pra menos, viu, vale a pena conferir.

Beijos, @recallage
fotos: Franco Rodrigues

02 de abril de 2012

Look do dia – Donna Fashion Iguatemi

Na semana passada, mais precisamente de quarta à domingo, rolou aqui em Porto Alegre o Donna Fashion Iguatemi – o maior evento de moda que temos aqui no sul do país.

Enquanto organizo umas coisas bacanas pra postar aqui sobre o evento, deixo vcs com o look que usei em uma das noites.

Espero que gostem ;)

o look: vestido Muy Guappa, blazer topshop, óculos Schultz, bolsa Proenza Schouler, lenço A. mcQueen e sapato Office.
foto: Marco A. F.

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