Pink About It

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28 de setembro de 2012

Mapeando o estilo de Columbine Smille

Quem é leitora compulsiva de blogs de moda, certamente já viu em algum lugar o nome Columbine Smille. Mas se esse nome não lhe diz nada, talvez uma foto ajude a refrescar sua memória. Isso porque Columbine é mais um desses casos de meninas que ficaram mais conhecidas pelo seu estilo de se vestir do que por quem realmente são. Eu confesso que comecei a admirar suas fotos em sites de street style muito antes de conhecer o seu blog e o seu trabalho como stylist.

Ao olhar para Columbine, o que primeiro chama a atenção é a sua beleza. Ela tem aquele tipo de beleza despretensiosa, aquele ar de “acordei assim” que a gente adora, sabem? Esse mesmo ar displicente ela também passa nos seus looks, sempre repletos de sobreposições e peças oversized.

Columbine não usa muitos acessórios, por isso suas produções sempre têm uma peça chave que se destaca – normalmente um casaco amplo ou uma calça jeans boyfriend. Ela também parece não ter medo de arriscar nas proporções e vira e mexe aparece desafiando aquela regrinha básica da moda: justo em cima, largo embaixo ou vice-versa. Para ela, pode ser tudo largo mesmo, mas sempre acompanhado de um bom salto para que a silhueta não fique achatada.

Adjetivos como girlie e romântico não se encaixam no seu estilo, definitivamente. Se algum dia você a vir usando uma peça feminina demais, pode ter certeza que ela estará acompanhada de algo do estilo oposto, como um casaco pesado. Olhem como ela quebrou totalmente o clima romântico do vestido com saia de babados usando com uma jaqueta de couro e uma manta xadrez. E não é que o resultado ficou incrível?

Com as suas combinações inusitadas (e acertadas) e o seu estilo confortável com elegância, Columbine Smille conquistou o posto de minha musa de estilo do momento.

Por @ferdiprestes
Imagens: columbine.freshnet.se

27 de setembro de 2012

Original Beauty that is modern forever

Nem estava programada pra escrever sobre isso hoje, mas ter um blog (e não ter um chefe) é bom por isso: poder se deixar levar e investir o tempo naquilo que repentinamente nos atrai…
Então eu tomo um café e sento na minha Herman Miller (outro privilégio de não ter um chefe?) e na minha caixa está um email da Tiffany’s – uma newsletter dessas que vão pra todo mundo – mas que me tocou de forma especial.

Apaixonada por pulseirismos bold, bright and gold – ok, sou dessas –  num primeiro momento fui atraída pela imagem do bone cuff  de Elsa Peretti, que  eu confesso, já era um sonho antigo. E aí, como poucas vezes acontece, me dediquei a ler o que a newsletter dizia.

Me deparei com esse vídeo adorável,  sobre a história pessoal e as criações de Elsa Peretti (é possível separar?) que é longo mas vale cada minuto. Não só pelo brilhantismo e vanguardismo da designer em questão, mas por alguns conceitos que vão se esclarecendo na medida em que se avança na história da mulher por trás da criação.

Me chamou atenção o que deve ter sido sua marca registrada, o óculos de armação gigantesca, e fiquei pensando como, neste mundo de tendências, perdemos a oportunidade ou nos desencorajamos para insistir no nosso estilo e fazer a diferença, atormentadas com must haves que vão nos tornar iguais.

Who.must.have.what??? É de se pensar.

Depois, e como dizia Anástasia Steele (ah, vai, quem no mundo na está acompanhando a trilogia Cinqueta Tons de Cinza?) minha “deusa interior” virou estrelinha com frases simples como “Style is simple”.

E é simples assim ou pelo menos acho que deve ser.

Nas fotos históricas de Elsa, vários itens atualíssimos mas que também são eternos, como o óculos, a sobreposição de colares, a combinação de braceletes, …

 

Pra terminar, anotei, passei caneta marca texto e decorei com asteriscos a frase que dá título a este post – Original Beauty that is forever modern, e foi o que eu precisava pra interromper qualquer outra pesquisa e dividir esse ponto de vista com vocês.

Espero ter feito mais alguém supirar assim como eu.

Um belo dia pra vocês também.

Beijos, @recallage

Vídeo: Tiffany’s

Fotos: Tiffany’s e Coventgarden.com

18 de setembro de 2012

Look do dia – London Fashion Week dia #1

No primeiro (e que até este momento era o último – sorry!) post aqui de Londres, falei que ia postar o look que usei no jantar oferecido ao Fhits pela NK Store.

So, at last, but not least...taí minha “misturinha”.

 

 

A história desse look é a seguinte: comprei essa saia aqui em Londres no mês passado, quando caí de amores por essa estampa. Só que esse shape, assim rodadinho, não tá no meu “top 5″, que quase sempre pende pra alguma coisa menos comportada.  Então, pra matar o desejo do floral amor à primeira vista sem cair num look total ladylike, experimentei o mix com camisa de couro e sapatinho com spikes e gostei dessa fórmula.

Moral da história: Tem algumas peças que rapidamente revelam o nosso estilo, falam por nós e são os “nossos clássicos”, como foram pra mim, neste caso, a camisa e os spikes. Misturando com peças que façam este papel dá pra experimentar novidades e matar desejos repentinos e inusitados, mantendo a coerência de estilo que a gente busca, concordam?

P.S.: Tá, mas que eu quero saber mesmo é se vcs gostaram!…Fazia tanto tempo que não tinha look do dia, né?

beijos, @recallage

o look: Camisa Bo.bô, saia Ted Baker, sapato Valentino e clutch YSL.

 

 

 

 

13 de agosto de 2012

Fashion is in the house: La Parisiense en Provence

Conhecer as escolhas de moda é algo que, sem dúvida, diz muito sobre alguém. Ou pelo menos deveria.

Conhecer a casa dessa pessoa, é algo que revela de forma inegável o seu estilo, e no sentido mais amplo da palavra.

Quando li A Parisiense, assim como muitas de vocês – imagino, me senti muito privilegiada por ter oportunidade de ouvir aqueles segredos, truques, aprendizados, tudo de forma tão pessoal, como se ela estivesse contando pra mim. Me senti conhecendo muito a respeito dela e, como ela é de fato uma pessoa muito rica e interessante, foi inevitável, virei fã.

Para quem também é fã e quer conhecer (e se inspirar) ainda mais nesse lifestyle, proponho uma visita à casa de Ines en Provence:

Quer prova maior de que ela segue à risca (e em todos os aspectos de sua vida) valores como o de “estilo sem esforço” ou “ser alternativa e nada burguesa”?

Achei a cara literalmente A CARA da dona. Que coerência adorável, hã?

beijos, @recallage
fonte: www.elle.fr/

30 de julho de 2012

Laços: como usar

Lembram da tendência dos laços e minha wish list que postei semana passada?

Resolvi retornar ao tema (é tanto amor, e são tantas possibilidades…), dessa vez falando de vida “mais” real e, sobre como brincar com a tendência é fácil, e pode ser acessível, com alguma criatividade. Quer ver algumas idéias?

1 – Laço tipo gravatinha borboleta (de tamanho exagerado) no cabelo é cool. Já um lacinho delicado, sei não, acho angelical demais;

2 – Enrolar o casacão de inverno (desde que o mesmo tenha modelagem mais reta e não tenha muito volume, ou ainda o casaco de pele) com um lenço e dar um laço na frente. Acho um charme, pero bem despretensioso.

 

 

3- Fita em volta da gola da camisa, deixando o laço generoso caído sobre o colo: super DIY e divertido.

4- Cinto de laço “giga”: pra acinturar o vestidinho, acho chic e super up to date.

E aí, gurias, alguém afim desse “enlace”?

beijos, @recallage

fotos: Netaporter

20 de julho de 2012

Desvendando a bossa carioca

Já revelei aqui o meu amor por Paris e pelo estilo das parisienses, mas a verdade é que o meu coração é grande e nele cabem muitas paixões. Além de Paris, também sou completamente apaixonada pelo Rio de Janeiro e pelo lifestyle carioca.

Não sou nenhuma rata de praia, não curto esportes radicais, nem sou uma sumidade no samba, mas há algo no ar dessa cidade – e no estilo dos seus habitantes – que me encanta. Talvez seja a chamada “bossa”, o equivalente carioca ao je ne sais quoi parisiense. Mas, afinal, que bossa é essa? O que é esse algo a mais que torna o estilo das cariocas tão único?

Para entender o estilo de se vestir dos cariocas, é preciso antes entender o seu estilo de vida. Ruy Castro, jornalista e escritor, diz que “por esse jeito de ser do carioca, leia-se, entre outras, uma recusa quase carnívora a se levar muito a sério, uma combinação de tédio e deboche diante de qualquer espécie de poder e, não por último, uma joie de vivre que desafia os argumentos mais racionais”.

Esse jeito de ser está representado na maneira como a carioca se veste. Descontração, cores e estampas são palavras-chave nos seus looks. Ela é livre e demonstra isso nas suas roupas: nada de salto ou peças justas demais, o conforto está acima de tudo. Mas não pense que a sua sensualidade fica para trás em nome desse conforto. A carioca sabe como ninguém aliar as duas características. E, assim como a parisiense, o seu principal segredo está em criar uma moda própria, totalmente sintonizada com a vida que leva e com a cidade em que vive.

Para nós, não-cariocas, resta olhar, admirar e se inspirar. E para quem deseja adicionar um pouquinho de bossa ao seu estilo, há esperança, pois – segundo Ruy Castro – “um carioca jamais poderá ser suíço, mas talvez até um suíço possa se tornar carioca, se o Rio tiver tempo para seduzi-lo e, no bom sentido, corrompê-lo”.

Tem como não amar?
Por @ferdiprestes
Imagens: RIOetc

19 de julho de 2012

A estratégia blue chip

Nesse mundo invadido por tendências de moda, pouco se fala em investir no clássico, em peças eternas e verdadeiros coringas. (Às vezes é difícil até, reconhecer ou acreditar, que uma peça tenha essas características).

É bem verdade que ainda vivemos a euforia do fast fashion, já que ainda é recente o acesso à produtos importados just in time, entre outras facilidades do mundo “globalizado” (acho cafona essa expressão).

Mas se tem uma coisa em que acredito é nesse tipo de investimento, como sugere a estratégia que dá nome a este post. O texto abaixo é traduzido e transcrito do guia de estilo da Harper’s Bazaar (que estava relendo, dia desses e amei) e que sugere adotar o critério da bolsa (de valores) nas escolhas de consumo fashion.

Pronta para se tornar uma investidora do seu próprio estilo? Anota essas dicas!

PORQUE INVESTIR? O item blue chip é exatamente o que parece: uma compra estratégica que vale a pena o seu preço elevado, dura um longo tempo e preserva – e em alguns casos aumenta – o seu valor. Por que comprar um? Se você fizer as contas, o custo por desgaste, de um Verdura cuff ou Cartier Française pode não ser tão caro quanto você pensa.

A ZONA ATEMPORAL: Uma peça de designer show-stopping poderia potencialmente ser uma blue chip para adquirir, se você caiu irrevogavelmente de amores. Mas isso é um caso raro. O que você está procurando são clássicos perenes de marcas veneráveis que irão trabalhar hoje e quinze anos a partir de agora.

STATUS OU SUBSTÂNCIA? Sim querida, uma bolsa Birkin Hermès no seu braço pode passar uma certa mensagem sobre a posição que você ocupa na sociedade. No entanto, você não está apenas comprando os direitos de se gabar, mas também um pedaço do artesanato que é cada vez mais raro nos dias de hoje. É a qualidade que importa, e que assegura a longevidade.

A ENTRADA NO MERCADO – O QUE COMPRAR PRIMEIRO?
Como um movimento criterioso, que é o caso de compras como investimento, quando estiver decidindo o que comprar, você deve seguir seu coração. Se você estiver investindo seu dinheiro em uma única peça, em vez de comprar cinco itens, esta peça tem tirar seu fôlego apenas por contemplá-la.

Agora me digam, qual o sonho de consumo tipo blue chip de vocês?

beijos, @recallage

Fonte: Harper’s Bazaar Fashion – Your guide to personal style

11 de julho de 2012

O acessório que faltava

Quando eu dei a dica de – pra variar – usar nossos pesados casacos de lã como aprendemos com nossas avós, faltava um elemento, eu sabia!

Esse final de semana assisti ao filme Histórias Cruzadas – que diga-se de passagem é um puta filme, lindo demais – e vi, em uma das atrizes, o acessório em questão.

Não sosseguei até encontrar e, não é que a “boa e velha” Asos (que além de free delivery worlwide e preços convidativos) tinha!

Repara só:

 

Pra fazer o truque dos coats ou dar um refresh nas clássicas e eternas camisas, um detalhe que custa entre 6 e 8 pounds, dá uma carinha vintage e chic e faz toda a diferença, né?

Ah, e o site da Asos tá recheado de coisinhas pra garimpar. Dá uma olhada nesses outros achados que amei:

beijos, @recallage

02 de julho de 2012

Desvendando o je ne sais quoi parisiense

Eu sou completamente apaixonada por Paris. Leio em sequência livros que se passam na cidade, vejo qualquer filme francês só para ouvir a língua mais linda do mundo, e lembro como um dos momentos mais felizes da minha vida o que pisei em Paris pela primeira vez. Por essas e por outras vocês podem pensar que eu sou suspeita para falar do estilo das parisienses, então resolvi recorrer à outra pessoa para falar por mim.

Scott Schuman, fotógrafo e criador do blog The Sartorialist, em seu livro homônimo, diz que “as francesas têm uma maneira tão fácil de fazerem com que tudo o que vestem pareça exótico e sexy (…) Elas podem dizer mais sobre si mesmas com um simples gesto ou uma inclinação sedutora de cabeça do que as mulheres de qualquer outra nacionalidade.” Isso é o chamado “je ne sais quoi parisiense”, um algo a mais que ninguém sabe explicar exatamente o que é, mas que todo mundo sabe que existe.

Para deixar mais claro, vou pedir ajuda de outra pessoa, a modelo francesa Ines de la Fressange, que em seu Guia de Estilo ensina que “ter um estilo “made in Paris” é mais um estado de espírito. Ser alternativa e nunca burguesa, por exemplo. A parisiense jamais cai na armadilha das tendências: ela respira o l’air des temps e as usa com critério, eis sua receita secreta! E sempre tem um objetivo: “divertir-se com a moda”.

Para mim, o segredo está aí: as francesas se sentem tão à vontade com a moda, que não têm medo de brincar e se divertir com ela. São mestras na arte de misturar e fazem isso de forma muito natural. Elas seguem a sua própria moda e fingem não se importarem com as tendências – mesmo que passem horas devorando revistas de moda.

Entendido?

Agora, para ilustrar esse post, ninguém melhor do que Garance Doré, fotógrafa francesa e musa do Scott Schuman:

Elas ainda têm muito a nos ensinar.
@ferdiprestes
Imagens: The Sartorialist

18 de junho de 2012

La dolce Gio. Mapeando o estilo de Giovana Bataglia.

Até pouco tempo atrás, editoras de moda eram seres míticos, conhecidas apenas pelos seus nomes e trabalhos por trás das revistas.

Aí vieram os fotógrafos de streetstyle, e as editoras deixaram de ser somente nomes no expediente, tendo seus rostos, corpos e estilos revelados. Se não fossem os blogs, Carine Roitfeld, Emanuelle Alt e Anna Dello Russo, por exemplo, não teriam se tornado os verdadeiros ícones de estilo que são hoje.

Com isso, toda menina ligada em moda tem agora, além de suas marcas e estilistas preferidos, a sua editora de moda preferida. A Rê já falou aqui da sua admiração pela Taylor Tomasi Hill (de quem eu também sou fã) e hoje eu vou falar da minha musa da vez, a italiana Giovanna Battaglia.

Ao contrário de suas conterrâneas Anna Dello Russo – famosa por seus looks carnavalescos – e Viviana Volpicella – conhecida por abusar das cores -, Giovanna é muito eclética e não pode ter o seu estilo definido por apenas um adjetivo.
Você nunca sabe o que esperar dela: um dia ela está toda romântica de vestido rodado, no outro super mulherão de saia lápis. Quando o assunto é red carpet, aí que ela surpreende mesmo, vide o vestido preto altamente revelador que ela usou no baile da amfAR.
Embora seu estilo não seja facilmente rotulável, é possível encontrarmos alguns pontos em comum nas suas produções. Com esse mapeamento do estilo da Giovanna, podemos pinçar algumas ideias para botarmos em prática no nosso dia-a-dia, olhem só:

- Experimentar, experimentar, experimentar: Giovanna nos mostra que somente experimentando coisas diferentes podemos saber o que combina com a gente e com o nosso corpo.
Usar apenas aquilo que já sabemos que nos cai bem é garantia de acertar sempre, mas acaba ficando muito sem graça, né?

- O poder do salto: como toda boa italiana, Giovanna adora sapatos de salto e sabe que eles têm o poder de dar um ar mais sofisticado a qualquer produção simples;

- Cabelo displicente: Giovanna parece ser muito bem resolvida com os seus cachos, que ela costuma usar soltos ou presos em coques descomplicados, daqueles que a gente faz nos bad hair days, sabem?

- Coisa de mulherzinha: seja na sua porção mais femme fatale, seja na mais romântica, Giovanna não abre mão da feminilidade. Fã convicta de saias e vestidos, ela sabe muito bem como usar essas peças em looks femininos, sem ficar delicada demais.

Alguns looks da Gio para nos inspirarmos:

E vocês, gostam do estilo da Giovanna ou têm outra editora de moda preferida?
@ferdiprestes

Imagens: I want to be a Battaglia e The Sartorialist

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