Pink About It

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24 de maio de 2012

Vintage Delirium

Um dia de caça ao tesouro dentro deste precioso arquivo não é suficiente! É preciso tempo, calma, e muitas antenas. Tudo começou com a visita de uma grande amiga e vintage hunter que veio a Milão especialmente pra desbravar alguns endereços, entre eles, o Vintage Delirium, o que na verdade era o nome da festa que paralisava o que nem tinha nome na época: A Semana de Moda Milanesa. Uma criação visceral concebida por Franco Jacassi.

“Il Signori Jacassi” não se sente nada confortável quando pergunto se é um colecionador de roupas, apesar de ter raridades sem intenção nem valor de venda, ele prefere o termo trabalhador da moda. Consultor e vendedor.

Também conhecido como “O Senhor dos botões”, Mister Jacassi já recebeu popstars como Madonna e atrizes como Kirsten Dunst, estilistas tipo Karl Lagerfield, Jean Paul Gaultier, Miuccia Prada e Tom Ford, esses últimos mais no âmbito da pesquisa de modelagem, tá?

A peça mais cara que vendeu foi um Madeleine Vionnet dos anos 30, por 220 mil francos franceses, o que hoje significaria algo como 60 mil reais.

Além das senhorinhas chiques que vêm com seus pertences, as fontes quentes do Vintage Delirium são diversas: famílias importantes da Suiça, Côte d’Azur, além de Roma e Milão fazem parte da rotina de garimpo da família Jacassi.

Sr. Franco também está atento quando lojas importantes se fecham, ele vai lá e compra o estoque, ou seja, peças nunca usadas na época e novíssimas ali pra gente.

Na hora de comprar, se você está levando mais de 4 peças é desconto na certa, entre os nossos achados, 3 blazers, um Yves Saint Laurent vermelho de botões dourados, um Missoni verde-bandeira e um Gianfranco Ferrè preto. Já a Mariana Pesce, estilista e transformadora de peças, alma por trás da  Remodê investiu, entre outras coisas, em um conjuntinho Prada, camisas de seda pura Aspesi, um tailleur Yves Saint Laurent, blusões bordados de Alberta Ferretti e por aí vai… (esses últimos garimpos estarão a venda logo, logo em Porto Alegre).

Para que esse delírio todo não fique tão distante escolhi um vídeo que a “hit girl” Michelle Harper fez com nosso amigo Franco:

Se você quiser ir mais fundo ainda, ou curtir o mundo maravilhoso dos botões nao deixe de conferir a atmosfera completa da coisa com esse vídeo aqui.

 

Arara, neste caso, é algo que deveria mudar de nome.

Mariba segurando um Chanelzinho básico.

Pá.

Núcleo Prada

Um pouquinho da "selection"

Segredos do subsolo

Núcleo Chanel de acessórios

Vista do mezanino.

Deu pra sentir? Era pra ser uma visita despretenciosa que virou um dia inteiro e ainda faltou tempo. Absorver tudo aquilo chega a cansar. Um paraíso, um arquivo imensurável, super normal se você ficar tonta ao entrar, dificíl não cair em tentação. Eu diria assim: tire os pés do chão, boa sorte e vai com tudo.

Site : http://www.vintagedeliriumfj.com

Por Isadora Bertolucci

 

19 de abril de 2012

All Yellow.

Lembram do meu primeiro post aqui no Pink quando eu anunciava o rosa como o novo preto?

Pois então, é desde aquela época que ouvi dizer que o amarelo era o novo rosa. Não que eu siga ou deseje que alguém se limite a esses mandamentos, porém acho extremamente interessante captar como as cores vão e vêm. Entre os hits tangerine tango e angelical blue eis que ressurge soberano um full yellow mesmo.

Tecnicamente falando, o amarelo é uma cor-pigmento primária e cor-luz secundária, resultado da sobreposição das cores verde e vermelho. Significa luz, representa o ouro e é psicologicamente a cor mais feliz da escala cromática. Palavra sonora quando pronunciada em inglês, dona de múltiplos significados, o amarelo, feito para chamar atenção tem aparecido mais que o normal.

Se é que cabe relatar uma experiência pessoal, no jardim de infância lembro nitidamente: se não tinha amarelo em meus desenhos eles me pareciam tristes (diretamente relacionado com a presença do sol). O palpite é arriscado, portanto gostaria de outras opiniões. Mas o foco no amarelo me parece um pedido por positivismo, atenção, e indo mais longe: o anúncio de um renascimento pós-moderno,  momento que o mundo parece viver agora, quando estamos repensando tudo com mais iluminação e consciência.

Pra sentir o universo:

Um pouquinho da presença nas artes contemporâneas:

 

E, enfim, aplicado à moda (assunto que mais nos interessa) selecionei aqui alguns looks bem sucedidos:

Esse look final é um tanto irreverente, está aqui apenas para ilustrar a presença de espírito “all yellow“. Criemos coragem para refletir alegria.

Aceitando óticas diversas sobre o asunto. Beijos reluzentes,

Isa.

Fotos: Lee Oliveira, Hel Looks e reprodução.

17 de abril de 2012

Warming Up Salone del Mobile 2012

Em 1961 um grupo de artesãos se reuniu com o objetivo de promover a exportação de móveis italianos, assim nasceu o Salão Internacional do Móvel. A iniciativa foi tomando forma e já em 67 o evento tornou-se internacional. No ano passado teve aproximadamente 300 mil visitantes e 157 países participando. Ou seja, o evento mais importante na área de decor e design do mundo,  raiz do título “capital mundial do design” recebido pela tal de Milão.

As áreas de convivência da Fiera Milano, projeto de Massimiliano Fuksas.

No ano passado tive o prazer de comparecer, vim de Firenze com meus colegas do master e resolvi ficar um pouco mais na companhia da querida amiga, arquiteta e professora, Clarice Debiagi. A Clá vem sempre e me explicou tudo mais objetivamente. O Saloni é uma grande feira onde rolam mil negócios, lançamentos, tecnologias, e claro, trocas e contatos.

A parte inspiracional fica por conta da área Sattelite do Saloni, que como já diz o nome, pesca e seleciona jovens designers para expor suas últimas peripécias.

É tudo uma questão de experiência. Foi lá que vi, sentei e me emocionei tipo boba em um Nestrest , a primeira vez que entrei em uma instalação de Tokujin Yoshioka, e também onde entendi junto à Li Edelkoort a importância do tecido e o processo de escolha dos artistas que participaram da sua Expo Talking Textiles.

Entre as marcas que “experimentei” e anotei para acompanhar sempre: Kartell, Moroso, Campeggi, Vitra, Edra e Dedon.

Kartell

Um pouquinho de Edra e Missoni Home

A cadeira de David Lynch para o Club Silêncio / Talking Textiles

Entre outras coisas, o mais legal durante essa semana é que Milão muda, ganha outra dinâmica, e isso tem nome, é o Fuori Salone, evento que acontece pelas ruas, principalmente em Brera e Tortona e reúne muitos universos. Vi em primeiríssima mão o protótipo da Melissa feita em colaboração com a escola HEAD de Genebra, por exemplo.

Esse post era só pra dar uma aquecida mesmo, tudo de lindo e importante nesta edição 2012 eu volto e mostro pra vocês.

Beijos,

Isa

Para saber mais: http://www.cosmit.it e http://fuorisalone.it

Por Isadora Bertolucci

Fotos: arquivo pessoal.

11 de abril de 2012

Sneaker tool fever

Sim, uma febre. E a vontade de escrever sobre isso é oriunda de um post da minha amiga Ane Gick, a advogada mais “in” que conheço, sempre ligada em tudo, sempre “trabalhando” com opinião. Well, a Ane postou lá em janeiro compartilhando a Vogue Brasil que os sneakers da Isabel Marant seriam um verdadeiro hit, bingo

Aqui no hemisfério norte a febre começara em novembro, evidentemente após os reflexos da aparição de Beyoncé, no clipe ”Love on Top”, lançado em meados de outubro. Concluí então que se tratava de um fenômeno de rápida e vasta disseminação:

 

 

Há poucos dias atrás, após algumas várias adaptações do modelo sneaker, a Ane posta outra declaração no Facebook, algo como: Por que esses tênis glamourosos com saltinho escondido sao chamados de “sneakers”? Afinal nós conhecemos bem o conceito de um verdadeiro sneaker, e ele nunca teve salto!

Foi aí que uma outra querida e informada amiga, a designer de sapatos Fernanda Sklovscky nos contou qual foi a marca que começou a fabricar esta modalidade (uma brilhante idéia que reúne conforto e altura, certo? ), a Nova Iorquina About 80%20  foi quem patenteou o que se chama The Original Hidden Wedge™, ou seja, “o original saltinho escondido”, o que acaba transformando sapato em um “tool shoe”, ou seja, um sapato-ferramenta que une conforto e funcionabilidade estética. Entre os modelos mais clássicos temos a sandália Molly Wheat e o tenis Eliotte Gemoetric:

 

Isto posto, pincelei aqui os mais recentes lançamentos: beijos pro colorido e simpaticíssimo modelo Dorada sneaker wedge, Marc by Marc Jacobs. Bem mais pertinho de nós a salvadora Schutz lançou 4 modelos assinados por designers e stylists. Aqui vai o meu preferido que mistura tapeçaria folclórica com spikes, criado por Matheus Mazzafera.

Já os “flats”, ou seja, sneakers mesmo porém de luxo daria destaque para estes 4, em especial os milaneses da Soisire Soiebleu, que não repetem a padronagem (lençoes lindos) e possuem cadarços de cetim!

*vale lembrar que a primeira iniciativa sneaker luxo que eu conheço foi a collab entre Pharell e LV, em 2009.

*também vale lembrar que tênis com salto não é novidade, mas disfarçar o salto é uma grande evolução, principalmente no que se refere a estética.

Enfim, não importa a sua altura, usar tênis hoje em dia tem outra conotação  já que eles não são mais exclusividade dos garotos, muito menos a composição ideal para nossos looks esportivos. Eu que quase fui advogada estaria salva, me imaginei de terninho preto com estes sneakers aqui. Eles não vêm com saltinho imbutido mas é isso que chamo de “tool”.

Beijos.

Por Isadora Bertolucci

Fotos: divulgação.

 

20 de março de 2012

Decore-se.

Este post é na verdade um estudo, uma análise-livre para nos inspirarmos neste inverno, se por acaso ele estiver chegando no hemisfério sul.

O que posso dizer é que o mood sugerido pelos últimos desfiles me surpreendeu bastante. Não esperava que fosse tão denso, tão aveludado, tão úmido e dramático e talvez por isso curti tanto a loucura colorida de Jeremy Scott, Manish Arora, e Meadham Kirchhoff. E quem me conhece sabe que quase morri com o Sir Karl Lagerfeld ressuscitando os cristais naquele cenário incrível de ametistas.

Enfim, o bom da vida é ser pego de surpresa. E fui pega positivamente de surpresa com atmosferas que, na minha opinião não são possíveis de classificar com precisão e justamente por isso considero positivo.

Aprendi uma vez que um look contemporâneo de verdade era aquele que mesclava elementos de diversos momentos históricos, o que Ted Polhemus chama de “O supermercado de estilos”. Vejo este momento da moda super em sintonia com o conceito. As estampas devem ser múltiplas, os tecidos devem ser mistos, as texturas contrastantes, o look, híbrido.

Os painéis semânticos abaixo reúnem imagens que fizeram meus olhos brilharem, mas não são sugestões muito menos classificações. Enquanto fazia a colagem pensava que estas são apenas atmosferas identificadas, até porque ninguém deveria ditar nada nesta vida e sempre desconfiei de quem tem certeza. Por isso pergunto e palpito:

Seriam esses veludos brocados as cortinas que disfarçam tempos negros?

Palpite: O continente mais importante do mundo vive uma crise tremenda. Fato que faz parte dos ciclos históricos e econômicos, suspeito que esse retorno massivo de tecidos nobres seja como dizer: calma lá, nós temos a nobreza no sangue e foi aqui que tudo começou, não se esqueçam! Luxo denso é conosco, nossos castelos estão de pé.

Por acaso seria a retrogeometria uma visita ao Marrocos?

Palpite: Miuccia Prada sabe o que faz, e desta vez parece ter mergulhado no mesmo universo de sempre, mas de um jeito diferente. Para mim ela foi ao Marrocos e ficou olhando pro chão e pras paredes, projetou em roupas e aplicou berloques por cima. Mais um Hit certo e total.

Seria a preciosidade um pedido por bens duráveis?

Palpite: A delicadeza das sedas, organzas, toules, somada a pedrarias, pérolas e apliques sempre mexeram com os instintos femininos, essa coisa princesa elfa. A exuberância das jóias e todas suas aplicações é como dizer: somos sensíveis, e temos valor.

Seria um desejo coletivo de reluzir, ainda que de fora pra dentro?

Palpite: Na busca incessante por iluminação, prismas e auras, se você não enxerga ao olho nu ao menos tenta refletir a frequência. Desconfio também da obra SPECTRUM de Tokujin Yoshioka. O que este artista faz de mais autoral é sempre sobre o espírito do tempo, o que poderia ter ajudado a reinventar o mood furta-cor.

Seria uma resposta à importância do mundo “feito a mão”?

Palpite: A exuberância apresentada por Dolce&Gabanna e Balmain foi como dizer “The haute couture is the New prêt-à-porter. Fora os maravilhosos bordados em ponto-cruz, as texturas tapestry se reafirmaram loucamente,  fenômeno que ainda não desvendei, então imaginei  um estilista em uma loja de tecidos: olhou pro lado e viu aquele rolo bem rígido, quente e difícil de costurar e pensou – tá barato, vou levar. Mas desconfio que na verdade seja arte desta moça aqui: Stephanie Murray.

Enfim, quando chega essas épocas de mudança de estação é impossível a gente não ter uma vontadezinha de incrementar o armário. Primeiro é legal pensar se nos identificamos de fato com algo, depois se temos qualquer coisa antiga pra mexer, cortar, recriar, aquele mini de veludo molhado ou uma camisola de renda pra fazer de anágua. Depois batemos na casa da vó, um broche de porcelana qualquer já pode ter a energia Vitoriana, as pérolas ela terá com certeza, e as estampas geométricas certamente. Se eu pudesse dar uma dica seria use sua intuição e misture tudo sem medo. Seu corpo é sua casa, decore-se à vontade.

Por Isadora Bertolucci

Fotos: Style.com, Grazia.it, Antevorta.

 

06 de março de 2012

Milão e a Semana de Moda. Por Isa Bertolucci.

Aqui vai um post basicamente fotográfico pois é impossível ir a desfiles e não prestar atenção no que acontece ao redor.

O foco ficou na rua e a lição dessa vez foi sacar quem é quem, e para isso foi preciso intuição.

Acabei entendendo que para fazer “A” foto de streetstyle tem que ter muito acting, simpatia e sintonia entre fotógrafos e aqueles que saem montados de casa, o que na maioria das vezes são as mesmas pessoas. Sendo um pouco dura, não adianta sair linda e atualizada, você tem que ser alguém neste mundo, ou pelo menos acreditar muito que é.

Eu meio que ria sozinha, ora por ver as meninas se atirando nas grades e muros fazendo poses, ora por encontrar gente como Garance Doré e Scott Schumman juntinhos, trabalhando, fora o frisson de dar de cara com o furacão que se chama Anna Dello Russo, era sorriso de orelha a orelha mesmo.

Confere:

Scott Schumman e Garance Doré

E os destaques:

A estrela

 

 

A tímida

 

Toda Missoni

 

 

Le blonde

 

 

Ah, os detalhes. O prazer visual mora nos detalhes.

O talismã de Anna Dello Russo

 

 

Entre as mais fotografadas e influenciadoras destacaria estas aqui abaixo pela capacidade de sorrir, porque semeiam estilo e principalmente por serem mulheres que fazem.

Natalie Jobs (booker)

 

Elisa Nalin (stylist)

 

 

Tamu (Editora de revista Grazia IT)

 

 

Eleonora (blogger)

 

 

A bella na bici

Baci, baci.

Isa

Fotos: Isadora Bertolucci.

16 de fevereiro de 2012

Me visto, logo existo. E a arte de contar histórias.

Foi necessário que Pat Heelen, declarasse a independência dos padrões e regras da moda para que alguns acordassem. Não digo que o feito foi em vão, pois é extremamente útil ouvir da top fashion stylist nova-iorquina que a moda deve ser um determinante de nosso ser interior e que podemos expressar nosso verdadeiro EU a partir nossas experiências e referências, que mudam tanto de pessoa pra pessoa. Para Pat, construírmos um estilo a partir de nosso gosto pessoal é o que nos transforma em seres reais, quem de fato somos neste mundo tão conformista.
Well, para mim sempre foi assim.

Ainda bem que a moda é um retrato do mundo em movimento e sempre tem algo ou alguém novo surgindo pra incrementar o cenário, ora com quebras de paradigmas, ora com incorporações de sonhos. Optando pelo universo de sonhos, puxo o papo aqui para falar das irmãs Mulleavy. Quem já as conhece, sabe. Quem não, talvez precise saber. As criadoras da Rodarte, Kate e Laura, não estão neste mundo a passeio. Elas vieram pra fazer arte através da moda, e fazem, de fato.

Nascidas em Pasadena, Califórnia, estudaram História da arte e Literatura moderna e, em 2005 e com economias próprias lançaram, em casa mesmo, suas primeiras 10 peças, feitas a mão.

as irmãs Rodarte

A marca Rodarte (sobrenome materno) foi lançada quando as duas se mudaram para Los Angeles, e no final de 2005 já estavam na NY Fashion Week.

Depois disso, foram vários prêmios, colaborações com Target, Gap e Oppening Cerimony, Nicholas Kirkwood e Christian Louboutin, uma coleção feita especialmente para Pitti Imagine (quando eu vi ao vivo não acreditei que era real) que hoje faz parte do acervo do Los Angeles County Museum of Art, a construção do figurino do filme Cisne Negro, mais alguns filmes, short films, e ontem, o lançamento da primeira linha de sapatos Rodarte, 6 modelos que serão lançados a partir de julho além de uma coleção-bomba  que retrata a sensibilidade em desdobrar os temas que escolhem.

Inspiradas nas várias camadas da cultura australiana fica nítida a capacidade de misturar a imponente aristocracia inglesa com pinturas rupestres da cultura aborígene, a coleção é, de novo, mágica, une o bruto com o delicado em uma mescla linda de camadas e texturas repletas de estampas, nunca vi parecido.

 

geometric

um dos novos modelos de sapato

detalhes do bordado

detalhe do salto

cinto de xerife

mix perfecto

bordado tribal

as manchas

detalhes: areia

“Eu gosto de contar histórias. Para mim, moda é uma maneira de contar histórias que são visuais, do mesmo jeito que cinema”, explica Laura.

Ontem, em NY, estavam no front row ninguém menos que George Lucas, entre Dakota Fanning e Natalie Portman (elas, bem figurinadas de Rodarte). George Lucas disse ao LA Times que é um obcecado pelo trabalho das irmãs, que também nunca foram a Austrália e como ele têm o dom de se tele-transportar para terras muito, muito distantes.

o trio star wars do front row

Não é linda a bolsa-livro da Dakota Fanning?

Olhando um pouco para trás, tem muito mais pra se ver. Confere o desfile da última coleção que não dá pra perder. Para ter uma prévia, olha essa montagem de estampas e texturas VanGogh inspired.

Van Gogh inspired

Também tem que ver os blusões em tricot irregular, assim como as estampas de madeira e o ultra golden mood do SS2011, elementos que aparecem um pouco no filme The curve of forgotten things, de Todd Cole feito para o Nowness, outra coisa imperdível!

O que acontece com a Rodarte vai de alguma forma ao encontro do que Pat Eleen disse: “não é preciso saber de todas as regras para fazermos moda. afinal quando elas começaram não sabiam como montar uma coleção, nem que no inverno era necessário ter casacos, se estivermos sendo fiéis com nossas referências, estaremos ultrapassando limites e saindo da simples moda para a dita Filosofia da Moda (que termo maravilhoso!).

Por Isadora Bertolucci
Fotos: Vogue UK, Rabbani e Solimene Fotografia / Getty Images. Fotos da coleção por Neilson Barnard / Getty Images, Jason DeCrowe / Associated Press e The Cutting Class blog.

31 de janeiro de 2012

Pink is the new black! Isadora Bertolucci no Pink About It e o pink carpet do Firenze4Ever

Amigas do Pink…hoje tenho uma super nova!

Lembram da Isa Bertolucci, que já esteve aqui no Good People Share? O que talvez vocês não saibam é que a Isa Bertolucci, além de uma das minhas melhores amigas, já foi minha dupla em muitos projetos de moda.

E aqui até tava demorando, rolou um namorico, e por fim, não podia ser diferente.

Hoje eu tenho o prazer e a honra de contar que, diretamente de Milão, Isa Bertolucci é a mais nova colaboradora do Pink About It e começa em grande estilo e tudo a ver, direto do Pink Carpet, confere aqui:

(Intro)
Vamos estrear com tapete rosa e um pouquinho do que rola hoje na dita primeira capital mundial da moda, berço do Renascimento, cidade que transpira arte, onde nasceram pessoinhas tipo Guccio Gucci, Salvatore Ferragamo, Roberto Cavalli e Emilio Pucci.

Um salve ao Pink!

Pra quem não conhece a LuisaViaRoma devo dizer que não se trata de uma simples loja de curadoria bacaninha. Pioneira no assunto, desde 1930 trabalha para ter as melhores marcas , se reinventa diariamente, e tem uma vitrine sempre incrível. Hoje em dia assina assim: Luxury Shopping Worldwide Shipping. Sua equipe cria todo um universo para reforçar a loja virtual produzindo um material que vai muito além da venda. Um exemplo bem sucedido de brandcontent, projeto que tem como bandeira o slogan Follow The Buyers.

Na minha passagem por ali conheci um trio que por si só explica o contexto global da LuisaViaRoma. Discretas, produzem o conteúdo de entrevistas, fotografia/vídeo e styling, respectivamente, a inglesa Samantha Lewis, a ítalo-americana Giulia Savorelli e irlandesa a Carmel Imelda Walsh, elas moram juntas e num clima totalmente low-profile agitam a pequena Florença.

Para comemorar 10º aniversário de atividade on-line a marca criou o evento Firenze4Ever, que reúne blogueiros de todo o mundo com uma programação intensa: workshops, shootings, jantares, festas e claro, o lançamento das coleções da próxima estação.

Em sua quarta edição, o Firenze4ever aconteceu bem pouquinho antes da PittiUomo, a feira de moda masculina mais antiga da Europa e evento que dá o start do calendário do velho continente.

Todas edições tem um tema, em junho do ano passado foi animalprint, e o tema desta ediçao do Firenze4Ever foi o PINK! Sim, Pink! Cor que este blog adora pela energia criativa e apaixonante que todo o rosa tem.

Segundo o crew da Luisa, o pink será o black do verão que vem. E é por isso que esse post existe.

Aqui um vídeo pra sentir melhor o clima da PinkCarpetParty, que rolou na loja e foi o ponto alto do fim de semana.

E alguns looks de quem passou por lá

A lista de produtos que vai de A a Z é uma tentação. Mistura marcas clássicas e contemporâneas alternada por novos designers, como um garimpo visionário de talentos. Entre as brasileiras temos os saltos mágicos de Alexandre Birman, a moda praia da Magda Gomes, e as legítimas Havaianas. E outras com sangue brasileiro, porém radicadas no hemisfério norte, como o designer Luis Morais, com base em Miami, a londrina Issa, e a talentosa Paula Cademartori, que tem seu estúdio em Milão .

Em tempos de Digital Fashion Awards a conclusão se chega é simples, a vida on-line quebra barreiras tão grandes que não importa aonde se está geograficamente, seguindo a linha “Luisa”, a dica é nos reinventarmos sem medo do novo, sem medo de ousar.

Por Isadora Bertolucci

12 de dezembro de 2011

GPS Isadora Bertolucci

Então vocês já sabem como funciona a tag GPS (Good People Share), não é?

No início de cada mês escolhemos uma pessoa para entrevistar e dividir conosco as coisas que gosta, no mesmo espírito em que o Pink divide todos os dias ;)

Esta pessoa indica a próxima, que indica a próxima e por aí vai.

Como na semana passada finalizamos mais um ciclo, a entrevistada de hoje é nossa escolhida, embora também venha a atender pedidos de outras leitoras (além dos meus próprios ;)).

Isadora Bertolucci, GPS de hoje, é minha amiga de décadas, já foi minha parceira de trabalho em vários projetos ligados a moda e publicidade, e é uma pessoa inspiradora e contagiante por natureza (quem conhece sabe, quem não conhece, não perde esta oportunidade).

Faz pouco mais de um ano que ela se mudou para Firenze na Itália, realizando um sonho antigo de morar na Europa e para cursar Fashion Trend Forecasting na Polimoda.

E enquanto ela dá um tempo em Porto Alegre, antes de se mudar novamente, e desta vez para Milão, para um estágio, a gente passou uma tarde deliciosa com ela, no Press Café da Fundação Iberê Camargo, falando sobre vida, moda, música e todos os subjects sobre os quais vale a pena conversar e dividir.

Confere aí:

 

 

1 – Nome: Isadora Alvarez Bertolucci

2 – Idade: 29 anos

3 – Profissão: Publicitária por formação, designer de conceitos por, digamos, invenção. (quando pergunto o que é designer de conceitos ela me responde que é algo que ela inventou. (Tá vendo, gente inspiradora inventa, kkk).

Trocando em miúdos – se é que meu entendimento acompanhou – é algo relacionado a pesquisa mas de forma mais ampla, nada a ver tendências, mas sim, envolvendo questões sociologicas e antropológicas. Acho que tudo faz sentido quando que conto o que ela me disse: “Para mim moda é uma mensagem de códigos infinitos.”

4 – Um lugar no mundo: Paris.

5 – E uma dica de lá:Pra admirar tudo, Fundaçao Cartier , para sonhar, Merci . Para en-lou-que-cer, a precursora loja de curadoria e design L’CLAIREUR, e para um picnic sábado a tarde, Rosa Bonheur, ( Pra curtir um clima buteco chic, La Perle)

6 -No Ipod agora: Camille Yarbrough e Bon Iver

7 – Filme da vida: Tree of life.

8 – Melhor seriado: Não vejo seriado.

9 – Livro de cabeceira: no momento está lendo A Profecia Celestina (em inglês).

10 – Dia ou noite: amo o silêncio da noite.

11 – Restaurante: 4 Leoni (em Firenze)

12 – Hot spot em POA Esmalte Clube e WStation, pra se divertir: Complex. (To super afim de conhecer o Club688 na 2a ediçao gaúcha da festa Bailinho!)

13 – O que você acha que tem no seu estilo que faz com que as pessoas te admirem por ele? “sou espontânea, né?”

14 – Seu estilo por você mesma: Hippie por essência, perua por influência.

15 – O que pensa na hora de se vestir: No conforto e no meu humor.

16 – Ícone fashion: A Bella Freud ( filha de Lucian Freud e bisneta de Sigmund Freud)Fez renascer a marca BIBA.

17 – Melhor estilista: Stella Mc Cartney pra elas, e Walter Van Beirendonck, pra eles.

19 – Moderno ou vintage: os dois misturados e confusos.

20 – Um classico: Não sou uma pessoa clássica (não que eu não tenha classe, kkk)

21 – Addicted to: novos destinos.

22 – Nunca vão me ver usando: – - -

23 – Uma cor: verde Esmeralda

24 – Uma inspiração: Helen Rodel

25 – Salto ou rasteira: Rasteira de dia, salto de noite.

26 – 3 peças ou acessórios: bons óculos escuros, sandália de couro bem hippie e tô num momento camisa jeans.

27 – Marcas preferidas: Eu admiro muito Yohji Yamamoto, Maison Martin Margiela, Jil Sander, e Christopher Kane

28 – Última aquisição: Jaqueta Versace para H&M (eu digo: “morri”, ela responde algo tipo: “deixo na tua, amiga!”)

29 – Sonho de consumo: bem simples, um rímel Dior azul marinho.

30- O que mais gosta em você: Não gostava antes mas agora gosto das minhas sardinhas.

31 – Uma marca registrada: brinco num orelha só.

32 – Segredinho de beleza: fazer amor e corretivo iluminador (no momento o flash iluminador em caneta do Boticário).

E não satisfeita em dividir com a gente todas as respostas deste questionário, ao final a Isa ainda dividiu suas hot sources e fontes “pra admirar, se informar e se inspirar” (os que ainda não estavam foram já para o meu bookmarks):

ShowStudio / NOWNESS / BOF / Suzy Menkes / Ponto Eletronico
Park&Cube / Jak & Jil / Neil Krug / Clothes on Film / The Selby / EYE4DESIGN

Anotou?

**GOOD PEOPLE SHARE!!**

Ah, não podia acabar sem aquele “novo tradicional” video ID, pra sentir o clima da Isa, by Gabi Mo:

Beijos, @recallage

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